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sábado, 14 de maio de 2011

DANOS IRREPARÁVEIS

Como fazer para "sacanear" seu cliente? Leia esta história. Espero que os autores se vejam no texto e tenham, no mínimo, consciência do erro que cometeram.

Se o trabalho for mal captado, somente um milagre salvará a produção.

Bom, hoje quero contar os danos que uma grande mentira e um péssimo trabalho podem causar a um cliente, neste caso uma noiva, que quer apenas que o cinegrafista conte sua história, e que seja bem contada. Com respeito as pessoas envolvidas, não citaremos nomes, mas somente os danos causados pelos que se dizem profissionais.
O Fato
Recebemos um contato para cobrir um casamento no RJ, e por motivos de agenda não pudemos atender. O fotógrafo contratado foi da minha cidade. Como a noiva não achou nenhum portfolio compatível ao perfil dela com o da Memory Brasil, o tal fotógrafo prontamente disse que poderia lhe atender com os nossos padrões. Ela comprou dele o estilo Memory, incluindo trailer de cinema, enquadramentos, compacto e todas as característica profissionais que nossa equipe tem. Ela pagou a ele por isso. E ele contratou dois cinegrafistas cariocas para registrar o evento.

A Mentira
O casamento foi realizado com toda a pompa e glamour que acontece no dia de qualquer noiva. A igreja era simplesmente um deslumbre. Dava pra fazer imagens maravilhosas da arquitetura, vitrais, e por aí vai. Algum tempo depois, eu fui procurado pelo tal fotógrafo para realizar uma edição. Até então eu não sabia de que se tratava de um contato que havíamos recusado mas imediatamente neguei o pedido. A Memory não edita casamento filmado por outra equipe senão a nossa. Inocentemente, indiquei um de nossos editores que poderia executar o trabalho como freelancer, fora do expediente.

O Dano
Assim foi feito. Ao assistir a filmagem bruta, vimos que precisaria mais que uma edição. Precisaria de um milagre.  As imagens entregues eram de uma falta de sincronismo puro. A equipe carioca, infelizmente, não tinha a pegada do evento, o tal "contador de história" que tanto falo aqui no blog. Foram cenas mal captadas, sem emoção, um filmando o outro, estouro de irís, som ambiente (sem microfonação) e uma lista de coisas que não se deve fazer em um evento. A não ser que você queira "sacanear" seu cliente.

A Tentativa de Conserto
Enfim, neste momento o pobre editor da Memory fez o que foi possível. Entregou um trabalho razoável condizente com as imagens captadas. Sem emoção, sem vida, sem sentimento. Somente uma boa tecnica de edição. O fotógrafo foi e retirou os DVDs e encaminhou a noiva. No outro dia, em nossa caixa de e-mail, estava lá, o retorno da noiva. Ela se queixou da edição, que não tinha o famoso trailer da Memory, que a fala dela e do noivo na festa foi suprimida pela trilha musical, e mais alguns detalhes que, com minha experiência, entendi o que era: faltava contar a história deles.

Tirando o Corpo Fora
Se a captação é ruim, milagres não acontecem na edição. Apenas maquiagem. Nada mais. E a mentira surgiu entre as letras daquele e-mail clamando por "salve o meu vídeo de casamento". O tal fotógrafo, muito conhecido aqui na cidade não pela sua qualidade profissional, mas como um dos maiores picaretas, mentirosos e hipócritas da capital (ele se esconde atrás de uma capa religiosa que camufla desvios de conduta, incluindo sexuais), prometeu a cliente dele o Padrão Memory Brasil, na qual ela estava nos cobrando, e que pagou por isso a ele! E fez pior: encaminhou o e-mail em que dávamos o veredito da impossibilidade técnica e criativa de salvar aquele casamento aos próprios cinegrafistas, que viram nossos comentários sobre a falta de qualificação ao cobrir um evento daquele tipo, e mais que rapidamente responderam de forma ríspida invocando seus atributos profissionais, nas quais eles são cinegrafistas de TV e que o editor da Memory os ofendeu. Nunca soube que falar a verdade é ofender alguém. Mas estes se sentiram. Claro que foram ignorados, sem direito de resposta. Na verdade os pobres coitados também foram vítimas.

A Máscara Cai
Ao fotógrafo que vendeu a grande mentira, coube a ele simplesmente tirar o corpo fora. Em um e-mail malcriado, chama o membro da Memory de arrogante e mais alguns adjetivos peculiares, sem falar que fecha sua liturgia despejando alguns versículos bíblicos, mais uma vez usando a capa religiosa para se apresentar como bom samaritano. Pode enganar a todos, menos eu. Conheço-o muito bem.
Para terminar, envolveu a dupla de cinegrafistas, o nosso editor e a cliente dele em uma grande fogueira, apenas o próprio ficando de fora. Um panelão incandescente que, por mais que se mexa, não vai dar em nada. o trabalho foi mal filmado, não teve história contada, não teve áudio decente gravado, e não haverá dinheiro que pague este deserviço.

Resultado
O que a vítima de tudo isso, a noiva, apenas queria, era ter sua linda história de amor bem registrada em um  disco de DVD. Nada mais.
...
Qualquer semelhança com a realidade, é a mais pura verdade.

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