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sexta-feira, 22 de abril de 2011

HOJE VOU FILMAR MEU PRIMEIRO CASAMENTO

Sua estreia no primeiro trabalho deve ser planejada e organizada para nada sair errado.


"Keko, hoje vou filmar meu primeiro casamento. Você pode me ajudar com algumas dicas  que me darão segurança e tranquilidade?"   Gislaine Prado - Vídeo e Companhia


Essa é uma das perguntas que recebo constantemente através de meu e-mail, no blog e nos cursos que eventualmente ministramos na produtora de vídeo. O que pude observar é que, por mais que se fale, mostre, ensine e ouça, o nervosismo e a expectativa do primeiro trabalho sempre "embassam" a mente de qualquer calouro, e podem botar tudo a perder. Ao se envolver na produção visual de um casamento, lembre-se, você deve fazer parte do jogo e não ser apenas um coadjuvante.
E transforme a energia carregada de insegurança e preocupação em um dia que será divertido. E inesquecível.


Na minha primeira gravação, mesmo acostumado a gravar shows e reportagens, me senti com uma espinha na garganta. Suava frio, tremia e ficava recitando a mim mesmo o que deveria fazer. Não tinha ninguém que me desse dicas antes deste dia, e assim eu tive que mergulhar em mares nunca dantes navegados. O casamento seria de uma jornalista local famosa e nada poderia dar errado. Ao meu favor, boa parte dos convidados eram meus amigos e colegas de serviço, já que éramos funcionários da mesma emissora. Mas o nervosismo era tão grande que esse ponto de vantagem foi esquecido. Lembro que trabalhamos em dupla. Um no altar e outro nos convidados. E ambos gravávamos e pausávamos as cameras a toda hora. Sem falar que na hora de momentos importantes, como o juramento, alianças e beijo, um focalizava a cena, mas o outro ficava dando takes a esmo.


Resultado: Foi um pesadelo fazer aquela edição sem contra-planos de cena, sem áudio na íntegra. Mas, graças a Deus, com a ajuda dos amigos da TV, consegui fazer desse dia que seria um desastre, um dos mais belos trabalhos de estréia. 


Deixo aqui alguns pontos importantes que deverão ajudar você na cobertura de um casamento. São sugestões que podem mudar sua história, e o registro de seu cliente.


Defina uma sequência de takes fundamentais
Uma dica útil é envolver seu cliente no seu trabalho. Sugira ao casal que indique, com antecedência, cenas que serão importantes para eles, tal como a avó que estará na primeira fila da igreja, ou que foi combinada uma participação especial do noivo junto aos músicos. Até mesmo saber que o celebrante possa ser um amigo ou membro da família e deverá receber uma atenção especial de suas lentes. São coisas que o cinegrafista não pode adivinhar e que nem toda cerimonialista lembra de nos avisar.


Quem vai coordenar o trabalho. Uma cerimonialista ou um membro da família?
Registrar todos os integrantes da família é algo estressante. As pessoas estão indo e vindo a todos os lugares e você não tem a obrigação de conhecer a todos. Muito menos correr atrás de cada um. Por isso, mesmo que o trabalho seja feito por uma cerimonialista, solicite ao casal o suporte de um familiar e que lhe aponte pessoas que não podem ficar fora da cena. Saiba que isso deve ser feito no transcorrer da festa, e não durante o registro de mesas de convidados nem na sequência de fotos em família. É depois, onde as pessoas estão circulando e desligadas da formalidade de registro, sem pose para fotos e tudo mais. Mesmo que a avó apareça posando com a neta ao lado do bolo, será importante ter uma cena dela descontraída, no clima da festa.


Conheça previamente suas locações
Da mesma forma que visitamos uma empresa antes de irmos gravar um institucional ou as locações para um curta, clipe ou making of, visitar os locais onde você vai gravar o casamento é uma fase importante do processo. É a pré-produção. Analise o local sobre vários aspectos e pontos de vista. Onde tem o melhor ângulo, onde pode-se fazer cenas inusitadas, onde pode-se subir ou não, se a iluminação é boa, se tem tomadas, se pode ligar spots, se há regras na igreja e limitações no cerimonial. Seu palco de atuação não pode ser um campo minado nem um ambiente de surpresas. Você tem a obrigação de conhecer tudo.


Prevenção e plano "B"
Tanta coisa pode dar errada no dia - por isso você precisa estar bem preparado. Tenha um plano de backup em todas as etapas de seu trabalho. Se chover demais, se o carro quebrar, se no dia der diarréia, se as baterias estarão carregadas, cartões de memória ou fitas em quantidade, pense sobre as rotas e tempo para chegar e previna-se de tudo o que pode acontecer e o que fazer.  Já tive um cinegrafista de minha equipe que passou a maior parte do tempo no banheiro da igreja do que filmando, já atropelei um bêbado de bicicleta na saída da igreja, minha câmera não ligava em uma filmagem com uma única câmera. Poderemos até ser surpreendidos pelo acaso, mas até para eles podemos achar as soluções. E milagres.


Defina as expectativas do seu trabalho com o casal
Mostre a eles o seu trabalho e estilo. Jamais tente fazer ou ser aquilo que não saiba fazer ou ser. Se seu estilo de captação é clássico e não domina o registro de videojornalismo, seja sincero e não assuma compromissos falsos. A sinceridade na negociação pode ser o primeiro caminho para conquistar seu cliente. Saiba o que eles esperam de seu trabalho, quanto tempo terá a festa, se haverá surpresas, se querem algum plus na produção. Defina tempo, produto e preço. Não deixe nada para informar depois.


Grave os pequenos detalhes
"Detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes pra esquecer, e a toda hora vão estar presentes, você vai ver..."  Roberto Carlos - Detalhes


Takes fechados das alianças, aquela afago nas mãos, o cochicho no ouvido, lágrimas nos olhos, o coração do noivo batendo forte vendo a noiva entrar, costas dos vestidos, sapatos, flores, toalhas de mesa, menus, etc. Estes pequenos detalhes ajudarão a compor seu produto final na hora da edição. Faça deste trecho da canção de Roberto Carlos um check list musical do que será a pitada de encantamento que o seu vídeo vai receber. Como fonte de inspiração sempre folheei revistas de paisagismo, moda e casamento. Elas sempre mostram enquadramentos de detalhes que podem nos ajudar a observar pequenos detalhes, que serão coisas grandes para se esquecer.


Use, no mínimo, duas câmeras
O óbvio do óbvio: quem tem dois tem um, quem tem um não tem nenhum. Lembram do comentário que fiz no começo, sobre eu estar gravando apenas com uma câmera e ela pifar? Poisé. Não ligava de jeito nenhum. E faltavam 15 minutos para começar o casamento. Eu estava em uma igreja Batista e o pastor estava já posicionado no púlpito. Não perdi tempo, cochichei no ouvido dele o que estava acontecendo e ele, prontamente, chamando mais dois obreiros, estenderam as mãos sobre a câmera e sobre mim e fizeram a oração poderosa. A igreja percebeu e todos passaram a orar em voz alta. Resultado? apertei o power e a câmera ligou na hora. Fiquei vermelho da silva e minha vontade era de desaparecer de tanta vergonha. Mas aprendi. Eu creio em milagres!


Cinegrafista de plantão: Estratégia e parceria
Ter um cinegrafista de plantão a primeira vista pode ser algo meio utópico e até mesmo caro e impossivel. Nada disso. Chamo este plantão de parceria e deve ser usado como estratégia. Tenha em sua rede social cinegrafistas que possam estar sem trabalho nos seus dias de evento para, caso algum imprevisto aconteça, você possa acioná-los para uma emergência. Da mesma forma você pode ser o back up de outra equipe se não tiver evento naquele dia. Na produtora na qual eu sou um dos sócios, não pegamos mais de um evento por dia. Temos equipe para dois eventos simultâneos porém adotamos a estratégia de, caso algo dê errado, temos como acionar uma equipe extra. E também tenho grandes parceiros aqui na cidade que posso contar numa emergência. Você pode estabelecer não cobrar nada em um caso desses, mas recomendo ter um preço padrão entre todos. Nada exorbitante, mas que seja um incentivo para se sair correndo para ajudar ao outro. Sem exploração e sem mentiras.


A sua identidade é seu visual
Você não deve aparecer mas acaba sendo o mais notado durante a cobertura de um casamento. Por isso seu traje deve estar a altura e elegância dos convidados da festa. Volta e meia, aguardando a próxima cerimônia que será a que minha equipe irá cobrir, fico observando a turma do casamento anterior trabalhando. Vejo cinegrafistas com roupas não apropriadas para este trabalho. De camisas brancas, camisetas, ou uniformes da produtora, acompanhado de tênis, calça jeans ou calça de sarja. E algumas equipes ainda tem profissionais do sexo feminino que esbanjam no decote e atraem os olhares do evento.
Saiba que a maneira como se veste irá lhe rotular para melhor ou para pior. Será sua identidade. Prefira, para os homens, terno preto com opções livres de cores para a gravata e camisa. Se sua cidade tem temperaturas altas, nada impede de deixar o blazer de lado, só que neste caso sugiro que a camisa seja preta, de mangas compridas, fechadas até o punho e não abrir mão da gravata. Para a equipe feminina, roupas de cores neutras e discretas. Nada de decotes avantajados. Dê preferência para sapatos sem saltos.


Seja ousado, mas invisível
Ser tímido durante as filmagens só fará você perder ótimas oportunidades de gravações incríveis. Às vezes você precisa ser ousado para capturar um momento. Entretanto, o momento é tudo e pensar adiante para chegar na posição certa para os momentos-chave são importantes para não perturbar o evento. Durante uma cerimônia, eu procuro me deslocar somente em momentos em que coincidam com músicas, sermões/pregações e até a leitura de alguma palavra. Se desejo que o casal interaja com minha câmera naquele momento, me posiciono discretamente numa distância que possam me ver, fito nos olhos deles igual gato no peixe até eles perceberem, e com simples gestos faciais, um sorriso, um biquinho simulando um beijo, ou o simples apontar do dedo para sua lente provocarão a reação do casal instantaneamente, e você fará umas cenas bem bacanas. Tudo com discrição e invisibilidade.


Use, na medida do possível, luz difusa
A tecnologia das novas câmeras nos trouxeram o conforto de se livrar dos fios e holofotes e com um simples foquinho ou LED sobre as câmeras, estamos prontos para o registro. Infelizmente essa modernidade toda tirou o glamour das cenas texturizadas e difusas que dão todo o charme e beleza em uma locação, mesmo em um casamento. Pela praticidade, eu e mais uma penca de cinegrafistas não carregamos mais um tripezinho de luz, mesmo que seja um simples 300w. A maioria das igrejas tem iluminação muito fraca e, mesmo nosso foquinho dando conta, uma luz difusa em oposição ao nosso eixo dará um contorno suave e bonito as cenas . Se você puder levar um spot de luz (algumas igrejas não permitem mais isso) pense na posição que você irá trabalhar boa parte do tempo e coloque o tripé de luz ali, imóvel e quieto. Chegue cedo, instale a luz e já deixe ela acesa. As pessoas chegam e nem irão observar ela, que fará parte do ambinete iluminado. O difusor aplicado ao spot dará a suavidade necessária ao assunto e um diferencial em suas imagens.


Preocupe-se com o cenário de fundo
Tenho visto muitas filmagens postadas no youtube e Vimeo onde tudo é muito bonito, decoração, casal, mas com um cenário de fundo, ou background, que chama mais atenção que o assunto em si. É o caso de termos a entrada da noiva na porta da igreja e ao fundo, um parquinho com crianças correndo, uma praça com  barraquinhas ou até mesmo uma obra bem no ângulo de sua lente. E as cenas do casal no bolo, com aquelas tias lá atrás roubando os docinhos, o garçon passando com uma bandeja cheia de salgadinhos, e por aí vai. O cenário de fundo é tão importante quanto o assunto principal. Ele pode destruir o encantamento de uma cena, tirar o olhar do foco principal, e até matar a emoção do evento e puxar um lado cômico (fiz uma cena do casal que, depois de entregue o material, voltou pois tinha um vovozinho que dava uma coçada no s..o com vontade).  Um dos desafios dos casamentos é que muitas vezes há pessoas que vão em todos os lugares - incluindo os seus cenários de fundo. Então, antecipadamente, observe um ângulo que seja favorável a você e exclua a cena indesejada. Isso é válido também para contra-luz. Fuja disso.


Não jogue fora seus erros
É normal, durante a edição, de passarmos a gilete excluindo aquelas cenas que não ficaram boas. Com a proliferação das tais câmeras escondidas, pegadinhas e um monte de filmagens no youtube com comentários hilários do Zégraça e do Youtoba (canais emergentes de besterol no Youtube), estas cenas deletadas viraram preciosidade na produção de um casamento. Todas elas colocadas juntas, num capítulo à parte, e com uma produção de efeitos sonoros e claque, darão uma pitada de humor ao seu trabalho. Afinal, rir um pouco não faz mal a ninguém.


Mude sua perspectiva de olhar
Obtenha um olhar criativo sobre as suas gravações. Busque novos planos, outras perspectivas. Enquanto a maioria das filmagens feitas são sob o ângulo bastante normal ou formal, misture estas imagens básicas com takes criativos, como enquadramentos do alto, planos baixos, grandes angulares, lentes olho de peixe, etc. Busque inspiração em filmes com temas românticos onde existe um diretor de fotografia que planeja toda a cena e acrescenta uma "pintura" a sua obra. Dosar as coisas fazem você se destacar na multidão e mostrar ao seu cliente que você vê a mesma coisa que os outros, mas de forma diferente. Com arte.


Garanta suas cenas com takes de grupos
Uma coisa que faço em todo casamento é registrar grupos de pessoas e cobrir rapidamente todo o ambiente com estas imagens. Isso me garante gravar todos de uma vez só e não correr o risco, se tiver me preocupando com takes individuais, de faltar a imagem de determinada pessoa. Principalmente aquele amigo ou tio que chegou atrasado e se sentou lá no fundo da igreja. Mesmo que você não tenha um close dele, o "geralzão" vai lhe garantir que você o mostrou e ninguém ficou de fora. Valorize também cenas do alto, como gravar do mesanino, de alguma escada em plano mais alto. A beleza de ficar no alto é que você tem todos os convidados ao seu alcance e pode  "passar a régua" de uma só vez. Mas essas cenas são complementos dos takes individuais. Não faça residência fixa em um mesanino.


Espere o inesperado
Ouvi esse conselho exatamente no dia do meu próprio casamento. Como eu estava nervoso! Não olhava pra ninguém, apertava as mãos, lambia os lábios insistentemente. "As coisas podem dar errado - mas elas podem ser as melhores partes do vídeo". Em anos gravando casamentos, o noivo mais organizado pode ter esquecido o anel, a noiva não chega nunca porque esqueceu o buquê em casa, ou passou mal e caiu durinha no meio do altar, o noivo pega no sono em pé ou dá um sonoro "peido" bem alto que ecoa pelas paredes da catedral e todo mundo faz cara que não viu nem ouviu nada. O pájenzinho, novo demais para exercer tal função, emperra na entrada do corredor, e por aí vai. Tenho muita história para contar. Vai merecer até um tópico especial!


Estes momentos podem parecer um pesadelo - mas são neles que podemos realmente fazer um trabalho muito especial e dar ao casal uma memória de um concorrido dia de casamento. E que casamento. Capturando estas cenas inesperadas você pode acabar com algumas imagens divertidas que resumem o dia muito bem.
Ainda me lembro do segundo casamento que eu filmei, onde uma das amigas da noiva subiu no altar para ler um salmo da Bíblia, e ela se enrolou toda. Primeiro não achava a passagem pois o vento tinha deslocado as páginas, depois não enxergava direito as letras minúsculas, e por fim lia o Salmo 128 trocando as palavras, como Sião por Pião, e a lambança foi feita. Como qualquer mortal, deletei essa cena na hora da edição. No dia que a noiva veio pegar a "fita VHS", a primeira coisa que ela disse é que estava doida pra ver a cena da amiga toda atrapalhada falando nada com nada. E que todos estavam ansiosos para ver também. Nem preciso dizer o que tive que fazer logo em seguida.


Jamais pare de gravar
Coloque isso na cabeça: Não se economiza imagem, não se dá pausa na igreja e não se desliga a câmera. As cenas inusitadas ou aquelas que merecem sua atenção podem acontecer em apenas alguns segundos. Grave tudo mesmo que não esteja acontecendo nada. É um olho na câmera e outro no assunto. E se você é daqueles que tem mania de economizar até na bateria, saiba que ligar e desligar a câmera gasta mais do que deixar ela ligada. A cada nova reiniciação, você consome 5% de carga para armar toda a eletrônica do equipamento.


Sorria e divirta-se
Casamentos são momentos de alegria, emoção e comemoração. Então, quanto mais feliz e alegre você for, mais divertido e descontraído será a realização de seu trabalho. Sorria enquanto estiver gravando, mostre satisfação, espontaneidade e, principalmente, sinceridade. Nada de forçar a barra. Falsidade nestas horas tornarão você um alvo observado por todos os olhares do ambiente. Trabalhando feliz e sorridente, sua simpatia contagiará a todos e o resultado estará registrado, eternamente, nas lentes de sua câmera.


Comentário dos comentários

  • Sobre meu parceiro que teve diarréia na hora da cerimônia. Troquei de câmera com ele. Fiquei na de contra-planos feita na mão e a dele foi para o tripé, com cena aberta, paradinha e garantindo o enquadramento do casal. Assim ele foi "soltar o barro" tranquilo.




  • Sobre o bêbado que atropelei na saída da igreja. O cara estava completamente embriagado e ziguezagueando no meio da pista. Na verdade  ele me surpreendeu na hora que eu fazia o retorno para ir ao cerimonial. O bebum nada sofreu. A bicicleta empenou a roda dianteira no formato de um oito. Levantei o cidadão, entreguei a bicicleta pra ele em cima da calçada, sugeri que carregasse a bike ao invés de pedalá-la (como se pudesse) e mandei ele ir pra casa. "Vai com Deus meu filho". E vazei pro cerimonial.




  • Sobre o peido do noivo na igreja. O rapaz estava tão nervoso e incomodado que ao se ajoelhar para receber as bênçãos do padre, escapou um torpedo daqueles que parece freio de ônibus. E exatamente naquele momento de silêncio total. A bufada rugiu por um segundo, mas com a reverberação da catedral, deve ter se multiplicado por 10. Como demorou aquele peido...Toda a igreja fingiu que não ouviu. Apenas o padre que deu uma arregalada nos olhos, olhou rapidamente para o alto e disse: "amém!"





Todos os textos, comentários e experiências são de autoria de Keko Sinclair e você poderá usá-los, em parte ou todo, desde que mencionada a fonte e o autor.
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