MATÉRIAS

▉ O PONTO DE ENCONTRO DOS CINEMATOGRAFISTAS DO BRASIL ▉

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

LEDS W160 E W260

LEDS chineses cada vez melhores e mais baratos.


Com os custos da energia politicamente correta cada vez mais em conta, a cada dia que passa novos modelos de iluminadores a LED invadem o mercado. Grande maioria produzidos do outro lado do mundo, pelos chineses. Um cuidado que todo usuário de luz fria deve ter é quanto a eficiência luminosa que estes produtos devem oferecer. E a facilidade de operação durante uma gravação.
Nesta semana recebi de Lucas Lapa dois belos modelos de LED para um review completo. O Pro LED W160 e Pro LED W260, ambos da fabricante chinesa Wansen Digital.

LED W160
Equipado com 160 LEDs que produzem uma luz branca e extremamente limpa, este modelo oferece temperatura de cor de 5600K, com 1280 lux reais. Acompanha na embalagem dois filtros. Um fosco e um âmbar. Para facilitar  o entendimento do uso do lux, a potência máxima é obtida conforme o LED fica próximo ao assunto. Desta forma temos essas condições:
1280 Lux (1m)
320 Lux (2m)
160 Lux (3m)
80 Lux (4m)
W160 (menor) com o W260 (mais encorpado)

A luz do W160 não possui aquele efeito de flicker que costuma produzir serrilhados e tremidos nas imagens e conta um dimmer na parte traseira que permite regular a potencia de luz entre 25 a 100%. Esse dimmer é com botão giratório, que facilita a operação enquanto se grava as cenas.
Possui dois tipos de fixação: Uma direta no corpo do iluminador onde pode-se fixar na base de um tripé de luz e outro soquete de alumínio para encaixe direto na sapata da câmera.
O corpo do iluminador é totalmente de plástico mas possui resistência suficiente para resistir a uma queda, por exemplo, a um metro do chão.

Alimentação Diversificada, onde pode-se usar baterias Sony da Série NP-F (F970,F770,F570...), Série NP-FM (Fm50,Fm70,Fm90...), Série NP-FH (FH50,FH70,FH100...), Série NP-FV (FV50, FV70, FV100...), Panasonic (CGR-D16S, D54S...) com adaptador, ou 6 Pilhas AA.

Filtros âmbar para ajustes de temperatura de cor

Apenas um incomodo eu verifiquei neste modelo. O encaixe rápido da bateria Sony não é tão rápido assim. Deve-se tirar uma moldura de acabamento para se colocar a bateria, tendo o cuidado para checar se ela realmente ficou presa. Com um pouco de treino consegue-se uma troca bem rápida. Mas confesso que eu me atrapalhei um pouco.

Dimmer para ajuste de intensidade de luz


Teste de luminosidade com ambiente totalmente escuro (By Lucas Lapa)

Comparativo entre o W160 e outros modelos
LED W260
Este outro produto é mais bojudo e com porte mais largo que outros iluminadores. Possui 260 LEDs  de cor branca e com aspecto bem natural, sem aquela impressão de que a luz é branca demais que até parece azul. Corresponde a uma luminária de 400w com geração de 2400 lux de acordo com a tabela abaixo:

2400 Lux (1m)
600 Lux (2m)
300 Lux (3m)
150 Lux (4m)

Ambus usam pilhas AA e baterias Sony NP

Igualmente ao modelo anterior, este também possui dois tipos de fixação: Uma direta no corpo do iluminador para fixar na base de um tripé de luz e outro soquete de alumínio para encaixe direto na sapata da câmera. Neste teste não presenciei o efeito de flicker, usando uma filmadora Sony NX5 e uma Canon 5D mark II.
A alimentação também é diversificada, com uso para as baterias Sony série NP ou 6 pilhas AA. Em ambos os casos os dois modelos me surpreenderam pela autonomia da iluminação. Você faz um casamento completo, com cerimônia e recepção, sem necessidade de troca da bateria. Claro que, nos momentos de pausa, você deve desligar ou trabalhar com o dimmer em meia carga.

A moldura atrapalha um pouco um engate rápido da bateria

O W260 possui dois filtros. Um branco e um âmbar para alteração de temperatura de cor. Neste modelo especificamente, o encaixe é diferente. É pela frente dos LEDs com uma leve pressão de encaixe tipo click.
Uma deficiência de operação foi constatada por um de meus videomakers: ao ligar o LED, ele não entra em modo de iluminação. O dimmer é ativado no modo Zero. Então deve-se pressionar um botão de pressão até a luz ficar ativa. Basta desligar para novamente ter que fazer o mesmo processo. Um incomodo para quem não quer ficar apertando botão demais na hora de gravar.
Porém a claridade e abertura lateral gerada pelo LED atendem a todas as expectativas de se ter uma boa luz durante uma gravação.

Teste de luminosidade com ambiente totalmente escuro (By Lucas Lapa)

Comparativo entre o W260 e outros modelos
Conclusão
Para quem ainda possui filmadoras com necessidade de muita luz, o W260 pode atender razoavelmente bem e de forma barata as limitações do equipamento. Antes, modelos mais potentes estavam disponíveis apenas para marcas como COMER e SONY com os preços acima de mil reais. Agora não. Com faixa entre 150 a 300 reais pode-se adquirir bons iluminadores e aposentar, de vez, cabos e extensões, que por incrivel que pareça, ainda faz parte da realidade de muitos cinegrafistas em atividade. Ninguém merece.
Pode-se ainda, adquirir ainda o modelo W160 para uso em tripé e funcionar como luz de rebate ou de recorte, com a comodidade da independência total de energia das tomadas. Pode-se fazer uma boa luz, só com baterias, em qualquer lugar que se achar necessário.

Modelos de teste: W160 e W260
Ideal para: Filmadoras e DSLR
Como usar: Na sapata da câmera ou em tripés de luz
Alimentação: Múltiplas fontes

...






terça-feira, 2 de outubro de 2012

FOTOGRAFIA MANUAL



EXPOSIÇÃO
- O medidor de luz é diferente da configuração de exposição.
- Mantendo o seu medidor de luz em "0" não significa necessariamente que é o cenário perfeito. Só não AJUSTE muito longe do "0". Ajuste ao seu gosto.
- Os números positivos em sua definição de exposição fará suas fotos mais brilhantes.
- Os números negativos farão suas fotos mais escura.

ABERTURA
- Um pequeno número (como f/1.4) têm aberturas maiores, que permitem a entrada de mais luz.
- Alguns números (como f/16) têm aberturas menores, que deixam entrar menos luz.

VELOCIDADE DO OBTURADOR
- Visualizando os números 100, 250, 320, etc, sobre o seu visor significa "1 / (número visto)", como "1/100".
- Tente não usar 1/60 ou menos quando estiver com a câmera na mão. Neste caso, um tripé sempre será melhor.
- Usando mais exposição (velocidade do obturador) vai entrar mais luz.
- Usando menos exposição (velocidade do obturador rápido) vai deixar com menos luz.

ISO
- ISO é a sensibilidade da câmera à luz.
- Os números mais baixos são menos sensíveis à luz, que dão fotos mais suaves.
- Os números mais altos são muito sensíveis à luz, que dão fotos muito granuladas e barulhento.

CRÉDITOS
Material produzido pelo fotógrafo Miguel Yatco e adaptado por Keko Sinclair em lingua portuguesa.
http://livinginthestills.tumblr.com/cheatsheet

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

FILMANDO NA INGLATERRA


Acompanho há mais de 14 anos um dos maiores eventos em homenagem aos Beatles. Aliás, o maior evento do planeta: Festival Beatle Week in Liverpool/UK. Como todos os anos, a expectativa de tudo dar certo é o que mais me faz tremer, pois não posso esquecer de nenhum detalhe em uma cobertura deste tamanho. Principalmente porque em terras estrangeiras, o socorro pode não ser tão eficiente quanto o de nossa terrinha. E o compromisso de gravar, editar e enviar as matérias para os telejornais brasileiros em datas e horas marcadas, motivo maior que me leva todos os anos a cobrir este evento. Em 2001, dias antes das torres gêmeas serem atacadas, minha cobertura foi para a TV Globo local. E nessa época a maior dificuldade era de se ter notebook bom de edição e conexão rápida de internet para envio das matérias. Já agora, em 2012, minha cobertura foi para a Record Internacional, com 3 matérias a serem geradas, e uma local, para o SBT de Vitória/ES.


Minha primeira parada: Madrid, num calor de 35 graus.

Lembro aos viajantes que irão sair com seus equipamentos importados para outros países, de que atualmente a Receita Federal não faz mais o controle de saída e entrada de equipamentos. Caso você seja parado na volta com bagagem à declarar, deve apresentar a nota fiscal dos equipamentos, ou sinais de uso dos mesmos. Senão corre o risco de ter que pagar impostos sobre algo que já é seu.

Saí de São Paulo rumo à Madrid em 21 de agosto, numa viagem de 11 horas de duração. Ao chegar em Madrid, aproveitei para conhecer a megalópole e seus principais pontos turísticos. Madrid estava infernal, com termômetros alcançando os 35 graus. Sem vento, com ar seco.
5 horas depois embarquei para Liverpool, rumo ao aeroporto John Lennon. Em todos os aeroportos europeus, a devassa pessoal é imensa, com bagagem sendo revistada, minha câmera e laptop sendo tirados de minha mochila e, quase em uma vistoria dessas, perdia minhas 10 baterias originais Sony. Segundo a policial, baterias não são permitidas em bagagem de mão pois podem ser usadas como detonadores. Ainda bem que pude provar que era repórter cinematográfico. Comigo estavam uma repórter e uma produtora. Ufa.


Camarim do Cavern Club em Liverpool. Quente de fazer a câmera embaçar.
Já em terras da rainha, me dirigi a um confortável flat para montar o QG de produção. Cedo, no outro dia, começariam os eventos e a correria das gravações. E exatamente no dia de gravar a homenagem que os ingleses fariam a Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, que nos acompanhou em viagem, meu microfone Sennheiser, wireless, com canopla da Record, simplesmente não funcionou. Tentei de tudo. Resetar a memória, fazer scan de freqüência, receber auxilio de uma equipe de TV local, e nada. Compro o melhor, o mais caro, e quando mais preciso, não funciona. Graças a Deus, em viagens assim, prevejo o pior e levo desde ferro de solda até cabo de microfone. E foi o cabo que me salvou. Retirei o microfone da câmera e trabalhei "na coleira", com minha repórter. E tudo deu certo. Imagem editada e enviada ao Brasil.


Microfone Sennheiser que literalmente me deixou "na podre".
Durante a gravação dos shows, apenas com uma câmera, tinha que fazer o melhor. Para isso usei de meu conhecimento em eventos. Definia quais as musicas que eu deveria gravar inteira e me posicionava no centro da platéia. As restantes, eu buscava detalhes de palco, com closes de instrumentos, da banda, muito público e movimentação de bastidores. Desta forma eu tinha em mãos material suficiente para produzir um clipe completo e ainda imagens para cobrir as sonoras das matérias jornalísticas. Como a cobertura foi para TV, levei uma filmadora Sony NX5 que me daria uma garantia de boa captação de áudio nos eventos. Mesmo assim levei ainda um gravador de áudio Olympus LS-5 para captar o som geral. O gravador deu um banho de qualidade a um baixo custo de investimento. Custou U$ 199. Configurei-o para gravar continuamente, com noise reduction e em mp3 com taxas de 128 Kbps. Ficou perfeito. Levei um monopé de 30 reais comprado no Mercado Livre e a nossa produtora ficou responsável de ficar em frente as caixas para gravar o áudio. Usei ainda um cartão SDHC de 8Gb, mas o Olympus possui memória interna de 2Gb, nem precisava de cartão.


Gravador Olympus LS-10 e Kodak Zi8. Back ups nas mãos de nossa produtora

Já para estabilizar as imagens e ser prático para transportar, optei por um monopé Manfrotto, modelo 561 BHDV, com o tradicional pé de galinha. Me deu um conforto de operação com a cabeça hidráulica e com a altura que ele me proporcionava, pois podia suspender a câmera acima da cabeça do público. Em alguns momentos o monopé me serviu de steadicam. Eu equilibrava o peso da câmera no seu centro de gravidade e suspendia com uma mão e começava a andar. O resultado foi excelente. Em outros momentos, como na gravação no lendário Cavern Club, onde não se pode tirar o pé do chão pois outro pé toma seu espaço, o monopé serviu para as tomadas altas e o giro no próprio eixo.

Trabalhando com monopé Manfrotto (em primeiro plano na frente do telão)
Falando em Cavern Club, o night club mais famoso dos Beatles, onde os Beatles, antes de se tornarem famosos, começaram exatamente a tocar neste buraco. Literalmente um buraco. São 4 andares de subsolo em escada de degraus, onde se sai de uma rua à noite, em torno dos 17 graus e se penetra numa toca à uns 40 graus de vapor humano. Abafado, úmido e com cheiro de álcool e mofo. Fatal para os cinegrafistas e fotógrafos desavisados que vão gravar lá dentro. Se começar a operar o equipamento tão logo chegue da rua, simplesmente a câmera condensa, se molha completamente e, se ela não tiver dispositivo de desligamento automático, vai queimar seus circuitos internos. A lente é a primeira a embaçar totalmente, sem direito de limpeza com uma flanela. A única solução é chegar ao local com uma hora de antecedência e deixar a câmera se aclimatar ao ambiente. E só depois disso ligá-la para a gravação. Antes disso é correr risco de não gravar nada e ainda queimá-la. Foi isso que aconteceu com uma equipe de TV brasileira. Chegaram no meio do evento com a câmera ligada e o vapor tomou conta da filmadora. Não conseguiram gravar.

Exemplo de como uma lente fica em mudanças bruscas de temperatura
Outro desafio foi a decisão de que ilha levar para fazer as edições, em full HD, converter para o formato de TV e ainda gerar as imagens para as emissoras. Ah, e sem ter que gastar horrores com uma plataforma Mac. E nossa decisão foi comprar um notebook DELL, modelo Inspiron 14R, 3ª Geração do Processador Intel Core™ i5-3210M (2.5GHz até 3.1GHz com Intel Turbo Boost 2.0, 4 Threads, 3Mb Cache), Windows 7 Ultimate 64-Bit com Adobe Premiere CS5, Tela LED HD,  6 GB de SDRAM DDR3 a 1600 MHz, Disco Rígido 1TB, SATA (5400 RPM), Gravador de DVD/CD Dual Layer e Placa de Vídeo Dedicada Nvidia GeForce GT 630M 128-bit 1GB. E ainda um HD externo Toshiba USB 3.0 de 1Tb para back up dos arquivos. Tudo custou R$ 2.500,00. E o pequeno notebook deu conta do recado, sem travamentos, sem paus e com uma velocidade razoável de tempo de render. Gostei tanto que já adquiri mais 2 DELL para atender a demanda crescente da produtora e termos ilhas de edições portáteis que poderão acompanhar os trabalhos externos.

Estação DELL com i5 Geração 3. Não fez feio, aliás, surpreendeu
Repórter da Record Internacional e eu, correndo para preparar matéria, editar e gerar.
E assim foi mais uma empreitada na terra dos Beatles. 7 dias de corre-corre, cobertura de 9 shows, gravação, edição e geração de 4 matérias e retorno ao Brasil. E convivendo de perto com um astro internacional do Heavy Metal: Andreas Kisser, baterista do Sepultura.

EQUIPAMENTOS QUE FORAM UTILIZADOS

01 filmadora Sony NX5 (www.bhvideo.com.br)
01 LED HDV Z96 (www.lucaslapa.com.br)
01 HD Toshiba Canvio USB 3.0 (Mercado Livre)
01 Monopé Manfrotto 561 BHDV (Fábio Burini Eq. Fotográficos)
01 gravador Olympus LS-10
01 Filmadora Kodak Zi8 c/ Grande angular
01 microfone Sennheiser G3 100 (não funcionou)
01 Notebook DELL Inspiron 14R i5 (www.dell.com.br)


No ano que vem tem mais. Manterei vocês informados.
Grande abraço.

Matéria de TV que foi ao ar no Jornal da Record

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DESCULPAS AOS LEITORES


Venho pedir desculpas aos meus leitores por não ter feito novas publicações em meu blog. Estou com diversas demandas de trabalho e o tempo ficou curto e escasso, me impossibilitando de publicar novas matérias e até mesmo responder de imediato as perguntas feitas diariamente.

Para você ficar sabendo, recebo em média de 30 a 50 perguntas todos os dias, e que não me permite acumular as respostas, senão cria-se uma enorme bola de neve. Além de administrador da produtora de vídeo e cinegrafista corporativo, ainda estou me preparando para a produção de 2 campanhas políticas e uma viagem a Inglaterra para a cobertura de mais um festival Beatle Week. E o blog deu uma "bombada" no número de visitantes depois que dei uma entrevista a um programa de TV falando sobre blogueiros e publicações em internet.

Portanto venho a público dar esta satisfação e agradecer pela confiança e prestígio a todos que sempre procuram o blog para tirar dúvidas. Baixando a poeira, volto com força total.

No momento as postagens de perguntas estão pausadas temporariamente.

Um abraço a todos!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

VENDA DE EQUIPAMENTOS



Filmadora Sony Z7 - Semi-nova e perfeita, sem marcas de uso.
Hours Meter

- Operation: 79X10h
- Drum Run: 50X10h
- Tape Run: 40X10h
- Threading: 89X10h

A filmadora vem acompanhada dos seguintes itens:
02 Baterias de pequena e longa duração
Unidade de gravação em cartões CF
1 cartão CF Kingston (16gb)
Base i.Link
Adaptador de energia/carregador
Microfone Shotgun Sony
Controle remoto
Cabo de conexão A/V
CD-ROM com os manuais
Caixa

Valor: R$ 7.500,00 (Somente à vista)

Proprietário - Keko Sinclair/Memory Produções Brasil (keko.sinclair@hotmail.com)

Peço que neste e-mail o contato seja apenas para a venda da câmera. Perguntas sobre o blog só serão respondidas aqui.



Filmadora Sony FX1000 - Praticamente nova. Foi gravado 10 eventos.
Valor: R$ 5.500,00
Proprietário: NKG Studio / Samuel Rose Machado

Contatos: doob_sam@hotmail.com (Windows Live Messenger)
www.nkgstudio.com





Filmadora Sony Z7 - Pouco usada, extremamente cuidada, pois o dono usava apenas para filmagens eventuais.
Informações importantes no que diz respeito ao tempo de uso do equipamento:

Hours Meter

- Operation: 44X10h
- Drum Run: 14X10h
- Tape Run: 11X10h
- Threading: 55X10h

A filmadora vem acompanhada dos seguintes itens:
1 Bateria de longa duração NP-F970
1 Bateria de média duração NP-F570
Unidade de gravação em cartões CF
1 cartão CF Kingston (32gb)
Base i.Link
Adaptador de energia/carregador
Microfone
Microfone Sennheiser (de mão)
Iluminador SONY (HVL-20dw2) sem o vidro do iluminador
Controle remoto
Cabo de conexão A/V
Cabo de conexão fireware
CD-ROM com os manuais
Manual em português e inglês
Bolsa para transporte

Valor: R$ 8.000,00 (Somente à vista)

Proprietário - Cristiano Bastos (27) 9971-7341 / (27) 3090-5752


VENDIDA






terça-feira, 10 de abril de 2012

TIPOS DE LENTES PARA DSLR



Muitos leitores que tem ingressado no mundo DSLR encontram dificuldades em compreender as nomenclaturas dos vários modelos de lentes espalhados pelo mercado. Estou aprendendo também a cada dia, durante minhas pesquisas e com as perguntas dos visitantes do blog. Espero que este compêndio seja de grande utilidade para sua pesquisa na hora de adquirir lentes para sua câmera.

Lentes Zoom
Lentes zoom
Possuem a habilidade de variar a distância focal e com isso mudar a ampliação da imagem simplesmente girando um anel no corpo da lente.
Um simples exemplo: uma lente 28-200mm torna possível fotografar em grande angular e em tele à partir do mesmo ponto.


Lentes Fixas
Lentes de distancia focal fixa
As lentes de distância focal fixa oferecem um único ângulo de visão. Isso quer dizer que não é possível alterar o tamanho da imagem sem mudar a posição do local de onde se fotografa ou filma. Entretanto as lentes de distância focal fixa oferecem aberturas maiores, foco muito mais simples e são projetadas para cenas específicas. Por isso produzem efeitos e resultados melhores para o fim aos quais foram projetadas. 

Lentes Macro

Lentes macro
Usam ótica avançada para gravar imagens em tamanho real ou maiores. Estas características estão disponíveis em lentes com distancia focal fixa ou zoom.
Exemplo: Uma lente macro com razão de 1:1 produz images em tamanho real no filme, 1:2 produz imagens com metade do tamanho real e 1:3 um terço do tamanho real. 




LENTES CANON 

DO - Diffractive Optics (Otica Difrativa )
Tecnologia para lentes desenvolvida pela Canon que usa um elemento com ranhuras extremamente finas - pelicula de difração - gravadas. Estes elementos usam o principio da otica difrativa para desviar a luz. A vantagem das lentes DO é que elas podem ser feitas menores e mais leves do que as lentes normais. A desvantagem é que elas são muito caras. Lentes DO são identificáveis pelo anel verde claro impresso ao redor do final do corpo da lente.

EF - Electro Focus
Definição da Canon para as lentes com baionetas para o sistema EOS. As lentes compatíveis EF são projetadas para o sistema EOS e não se encaixam em nenhum outro corpo de Canon. As lentes EF tem diâmetro interno de 54mm e externo de 65mm e são maiores do que qualquer outro sistema 35mm. O sistema EF foi lançado em 1987 e é totalmente eletrônico.

EF-S - Electro Focus Short Back Focus 
Definição da Canon para uma variação da baioneta padrão EF usada pelo sistema EOS. A EOS 300D/Rebel Digital/Kiss Digital lançada em 2003 suportavam uma variação diferente das lentes EF comuns. As lentes EF-S 18-55 3.5-5.6 foram produzidas com uma distancia focal posterior mais curta. Isto permitiu que a Canon produzisse objetivas grande angulares mais baratas para usuários de suas SLRs digitais, que usavam sensores com tamanho APS de imagem movendo os elementos trazeiros para mais perto do sensor de imagem. O corpo cujo mecanismo do espelho foi modificado para se ajustar à distancia focal posterior eram compatíveis com as lentes EF e EF-S mas as lentes EF-S somente eram compatíveis com o corpo EF-S. As lentes EF comuns possuem um ponto vermelho saliente como indice de encaixe da baioneta. As lentes EF-S usam quadrados brancos.

EOS - Electro-Optical System (sistema eletro-ótico)
Nome do sistema das Cameras SLR da Canon e seus acessórios lançados em 1987. As lentes da linha EOS são totalmente controladas eletronicamente. Não possuem nenhum dispositivo mecânico para foco ou ajuste de abertura. Todos os ajustes são feitos por motores construidos na lente e não no corpo da câmera. Embora isto acrescente alguns custos na fabricação da lente tem a vantagem de cada motor de lente poder ser otimizado para o tamanho e tipo de cada lente, ao invés de prender-se ao sistema do corpo da câmera que tenha que se ajustar à qualquer lente que seja acoplada.

FD 
Sistema manual de lentes da Canon dos anos 1970 e 80 que usam um sistema de alavancas e pinos mecânicos para transmitir informações para a câmera.

IS - Image Stabilization (estabilização de imagem) 
Um complexo sistema, computadorizado, construido dentro de uma série de lentes vendidas pela Canon. Este sistema permite que a lente compense pequenos movimentos da câmera. As lentes IS possuem sensores giroscópicos que detectam movimentos e pequenos motores que alteram fisicamente um elemente ótico ou um grupo de elementos para compensar adequadamente o movimento. As lentes IS são extremamente úteis em condições de luz insuficiente, elas dão um ou dois pontos extras na abertura. Assim é possível usar velocidades mais baixas do que o normal. Elas não são úteis quando há muito movimento no assunto.
Fluorita de Cálcio, material usado pela Canon na linha de lentes da série L, é um cristal sintético, não vidro, com um indice refrativo muito baixo. É usado para controlar aberração cromática especialmente em lentes de distância focal mais longas. 

L - Luxury 
As lentes da linha profissional da Canon são identificadas com o rótulo "L" de Luxury. 
Exemplo: A serie 70-200 2.8L possuem pelo menos um elemento esférico de fluorita ou UD e são normalmente contruidas com uma qualidade ótica e mecânica mais elevadas do que as lentes não-L. Elas são prontamente identificadas pela faixa vermelha em volta do final do corpo da lente. Muitas são apresentadas na cor branca, pretensamente para mantê-las mais frias no sol. 

UD - Ultra Low-dispersion Glass (vidro de dispersão ultra baixa)
Elementos de lentes fabricados com vidros UD tem um indice de refração menor do que as de vidro comum. Tais elementos são, normalmente, usados para corrigir aberração cromática.

USM - Ultrasonic Motor (motor ultrasonico)
Nome dado pela Canon para seu sistema de motor de lente ultrasonico. Os motores ultrasônicos trabalham com o princípio do movimento induzido por vibração de alta frequência. Assim as lentes USM focam extremamente rápido e são quase silenciosas para o ouvido humano. Lentes Ring USM (que possuem o motor em um conjunto de anéis ao redor do corpo) não usam engrenagens o que torna possível o foco manual em tempo integral (FTM - Full-time Manual). Lentes USM com micromotores mais baratos, entretanto, usam engrenagens e normalmente não suportam FTM. As lentes não-L com motor USM são identificadas pela faixa dourada impressa no final do corpo.



LENTES NIKON

AF-D
Uma das muitas variações da linha de lentes F da Nikon. As lentes Nikon tipo AF podem transmitir informações de distância para o corpo da câmera. Os dados de distância do foco é usado pelo sistema de medição de matrix 3D da Nikon e pelo sistema de medição 3D dos flashs.

AF-DX
São lentes autofoco Nikkor projetadas para SLR digitais Nikon com fator de corte de 1.5x. Elas são menores e mais leves que as Nikkor padrão devido à não ter que cobrir todo o sensor (não full-frame). Em geral elas não são utilizáveis em corpo Nikon 35mm.

AF-I- Autofocus Integrado 
Em 1992 a Nikon seguiu o exemplo da Canon lançando uma nova serie de lentes com motor integrado ao copro da lente. Até então a Nikon só produzia sistemas autofoco no corpo das câmeras. Estas lentes são equivalentes às USM da Canon.

AF-S Autofocus Silent Wave Motor
Sistema de auto foco introduzido pela Nikon em 1996, principalmente em teleobjetvias.

AI - Aperture Indexing
Em 1977 a Nikon lançou uma série de lentes que podiam comunicar-se a abertura da lente para o corpo da câmera através de um contato mecânico. Estas lentes são facilmente identificadas pela "orelhas" de metal no seu topo. As que apresentam pequenos furos em cada orelha são lentes AI ou AI-S

AI-S
Outra variação das lentes F da Nikon lançada em 1981. Essencialmente são lentes AI com suporte para algumas automações a mais, como transmissão linear de informação de abertura.

F
Desde o lançamento da camera "F", que se tornou mundialmente famosa, a Nikon tem usado lentes com o mesmo encaixe básico, também conhecido como Nikon F. Esta padronização de encaixe de lentes contribui para a enorme variação de lentes à disposição dos usuários Nikon. Nikon F é um encaixe de baioneta. O encaixe e a camera foram nomeados em homenagem ao projetista chefe da Nikon Masahiko Fuketa. Embora o encaixe físico não tenha mudado desde 1959, a Nikon fez melhoramentos contínuos no design incluindo indexador mecânico (AI e AI-S), transferência eletrônica de (AF e AF-D) e lentes com motor de foco integral (AF-I e AF-S). Estas e outras variações significam que não há garantias de que uma lente Nikon específica funcionará perfeitamente com determinado corpo Nikon, mesmo que se encaixe fisicamente.
Em 2004 a Nikon lançou a F6 que, ao que parece, marca o encerramento desta linha.

AF-G
A linha G são lentes controladas eletrônicamente fabricadas pela Nikon que não apresentam anéis no corpo. Semelhantes às lentes da linha EOS da Canon lançadas em 1987, as lentes G da Nikon tem aberturas controladas eletrônicamente ajustáveis através de controles instalados no corpo da câmera. Portanto elas não podem ser usadas com câmeras Nikon mais antigas. 



D-Distance (distancia) 
As lentes AF-Nikkor do tipo D transmitem informação de distância para o corpo da camera SLR que possuem sistema de aferição de matriz colorida 3D e flash multi sensor 3D.

ED - Extra-Low Dispersion glass (vidro de dispersão extra baixa)
Vidros de alta qualidade para correção de aberração cromática. As lentes Nikkor com vidro ED apresentam definição e contraste superior, mesmo nas aberturas máximas. Super ED é um novo tipo de vidro que é usado junto com o ED em algumas lentes para um grau ainda maior de correção de aberração cromática.

VR - Vibration Reduction (redução de vibração)
Estas lentes são o equivalente da Nikon às IS(Image Stabilization) da Canon. Elas reduzem o efeito de tremido da câmera em cerca de 2 a 3 pontos de diafragma. Estas lentes só podem ser usadas com certos corpos top de linha da Nikon.




LENTES SIGMA 

ASP (Aspherical Lenses)

Os elementos não esféricos de uma lente podem reduzir o numero total de elementos necessários em um tipo de lente. Eles podem melhorar o desempenho e ao mesmo tempo reduzir o peso e o tamanho da lente.
As lentes Aspherical maximizam a qualidade ótica e minimizam o tamanho e o peso das mesmas. As lentes Aspherical reduzem alguns problemas normalmente associados com grande angulares e zooms, tais como flare e distorções das bordas.

APO (apochromatic)
Estas lentes apresentam um projeto apocromático e vidros especiais de baixa dispersão (SLD - Special Low Dispersion) para uma aberração cromática mínima e alta qualidade em telefotografia oferecendo contraste e nitidez.
Lentes (APO) Apochromatic minimizam enormemente as aberrações cromáticas, fenomeno que ocorre quando a lente não é capaz de focar ondas de cores de diferentes comprimento no mesmo ponto. Isto provoca a formação de imagens em pontos ligeiramente diferentes resultando em imagem de baixa qualidade.

RF IF (Internal and Rear Focusing)
O foco automático convencional é feito movimentando-se todo o conjunto de lentes ou apenas movendo o grupo de lentes frontal.
Para as lentes Tele e Macro a Sigma desenvolveu um sistema de foco interno que move um grupo de elementos dentro do tubo da lente, melhorando significativamente as capacidades macro. Para as super grande angulares com diametro frontal amplo criou o sistema de foco traseiro (Rear Focusing System) que move apenas o grupo de elementos traseiro.
Para as lentes de médio alcance usa o sistema de foco interno que move o grupo de elementos interno para permitir uma distancia focal mínima mais curta. Tudo mantendo um comprimento físico constante do corpo das lentes.

HSM (Hypersonic Motor)
Permite auto e manual foco de resposta rápica, virtualmente silencioso, como também sobreposição de foco somente manual

UC - Ultra Compact (Ultra compacta)
São as menores e mais leves lentes do seu genero disponíveis.

DG - Digital
As lentes com esta sigla são projetadas especialmente para câmeras digitais SLR. Entretanto podem ser usadas normalmente em câmeras 35mm. DG é a lente atualizada pra não dar incompatibilidade de software com máquinas digitais. Mas funcionam em qualquer camera.

DL - Deluxe
As lentes DL são lentes completas a despeito de seu preço modesto. Como outras lentes Sigma elas são distribuidas com parassol original e incremento de 1/2 ponto em abertura manual, escala de profundidade de campo e marca de correção de infravermelho.

DF - (Dual Focus)
As lentes Dual Focus (DF) são mais fáceis de segurar porque o anel de foco não gira durante o Auto Foco e mesmo assim proporciona rotação adequada do anel de focagem quando o sistema de foco estiver em modo manual.

HF - Helical focus
Este sistema elimina a rotação da parte frontal da lente permitindo o uso de um parassol completo e facilitando o uso de filtros polarizadores.

EX - Excellence
Linha de lentes profissionais da Sigma. Estas lentes apresentam a sigla EX e o logo EX no corpo da lente. 



 DICAS
Os "mm" significam distância focal. Quanto maior, mais aproxima o objeto da câmera e menor será o angulo de visão. Se tiver um único valor, tipo 50mm, é uma lente sem zoom, ou fixa. As lentes fixas são muito utilizadas em registro de decoração ou em ambientes controlados, tipo estúdios e externas. Para eventos em movimento o ideal é ter zoom. Se tiver uma faixa (ex. 16-45mm) é uma lente zoom, que assume qualquer valor entre 16 e 45mm.

F/2.8 é a abertura máxima da lente. Em lentes zoom muitas vezes existe uma faixa, por exemplo, f/3.5-4 significa que a abertura máxima é f/3.5 no zoom mínimo e f/4 no zoom máximo. Quanto menor o número de abertura, mais luz entra na lente e, consequentemente, na camera. Você pode filmar em lugares escuros sem nenhuma iluminação artificial. Você também consegue diminuir o campo focal. Lentes com estes recursos são mais caras que as com dificuldades de absorção de luz. O ideal para quem vai filmar, é adquirir lentes, com, no máximo, 2.8 de abertura. Acima disso são denominadas lentes escuras.

Régua Fotográfica - Aprenda os ajustes principais de forma simples.

Fontes: 
www.nikon.com 
www.canon.com 
www.sigmaphoto.com 
www.bwfoto.com.br 
www.dpreview.com

domingo, 25 de março de 2012

ATINGIMOS MAIS DE UM MILHÃO DE ACESSOS


Obrigado a você, querido leitor, por esta marca histórica. Estaremos por aqui sempre, juntos, nos próximos 2, 3 4, 5 milhões. Valeu mesmo!


Blog do Keko Sinclair!

quarta-feira, 14 de março de 2012

MEMORY PRODUÇÕES BRASIL PATROCINA PROJETO DOS BEATLES


Desde o ano passado a Memory Produções Brasil patrocina e é responsável por toda produção visual do projeto Revolution, que leva a música e a imagem dos Beatles para todo o estado do Espírito Santo.
Trata-se de um formato inédito para se alcançar a audiência de crianças e adultos. Um super telão formato hiper-wide (da Deprá Produções) é montado em teatros e cinemas das cidades. Nele são exibidos imagens e produções do quarteto de Liverpool em vários momentos do grupo, da infancia até o término da banda.


A grande sacada é que o filme é todo mudo. A parte sonora é feita ao vivo pela banda Clube Big Beatles que reproduz os grandes sucessos que faziam parte daquele momento retratado no decorrer das imagens. A Memory participou com a edição das imagens, produção de efeitos e computação gráfica além de narração da abertura e encerramento das sessões. Boa parte das imagens foram cedidas pelo músico e jornalista Edu Henning que detém um dos maiores acervos Beatles da America latina.


Para a tourné 2012 o projeto conta com um caminhão personalizado que leva a marca Memory por todo estado. O material está sendo divulgado por várias emissoras de rádio, pela Rede Record e por cartazes afixados em locais nobres que receberão este evento.
É a Memory Produções Brasil ajudando a levar a cultura musical ao público de todas as classes e idades.



Primeiro evento já aconteceu, com Lucas Silveira do Fresno.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

COMO ATENDER UM CLIENTE




Quando comecei meu negócio, atendia em casa num pequeno apartamento com dois quartos. O estúdio era no quarto dos meus dois filhos. Era constrangedor o casal aparecer na casa, cheiro de comida, criança correndo, cliente passando pela sala, patroa deitada no sofá vendo tv...poxa!!!
Enfim isso foi a uns bons anos atrás.


Hoje tenho um espaço personalizado para atender meus clientes.  Requintado, profissional e que passa segurança para quem quer fechar negócio. 15 anos no mesmo endereço que dá credibilidade para quem não conhece sua empresa. Independente de se ter um lugar ou não, seguem algumas dicas que escrevi há algum tempo, baseado em experiência própria. Afinal são mais de 1000 casamentos filmados até hoje. Tenho cacife de sobra para esplanar esse assunto com "os pés nas costas".


Vamos falar sobre atendimento residencial
Você pode ter a casa mais bonita da cidade, mansão ou big-house. Chamar o cliente pra dentro de sua casa já é desvalorizar seu trabalho uns 30%.
Se a casa for simples (o cliente sempre repara) ele vai achar que seu trabalho é muito fraco.
Se a casa for "bala" (o cliente tá de olho) ele vai achar que seu trabalho é caro só pra você ter boa vida.


Se você não tiver estrutura, compre um DVD portátil ou Notebook, uma pasta de couro bacana, cartões de visita, separe umas amostras de trabalhos com estilos diferentes e vá até a casa do cliente. Lá será um campo neutro e a avaliação do "tamanho do bolso" será sua para o cliente e não do cliente para você.


Com algumas perguntas você rapidamente traça o perfil do cliente, sua verba, seus gostos, o valor que ele dá para o seu trabalho e assim oferecer um pacote mais direcionado ao casal.
Importante: Quem geralmente decide tudo em um casamento é a noiva, pois o casamento é praticamente um sonho feminino. Se o noivo estiver junto, não o despreze, mas deixe sua atenção mais focada às dúvidas e expectativas delas. O noivo geralmente se pronuncia na hora que você fala de preço. Sempre querendo alguma vantagem ou desconto. Fique esperto. 





Primeira pergunta de entrada: Qual a data do seu casamento?
Segunda e fulminante pergunta: Qual a igreja e cerimonial?


Através do cerimonial você já vai perceber o tamanho do bolso do seu cliente. Cerimonial simples ou impetuoso já mostra o perfil deles. A bola está com você a partir de agora. Mostre seu trabalho, sempre um com mais pompa, luxo e status que o que o seu cliente aparenta ter (passe seu crivo). Ninguém gosta de ver nada que seja semelhante ou pior que seu próprio status.


Repare nas observações, comentários e olhares. Comentários denegrindo ou lançando piadas aos protagonistas, amigos ou parentes que aparecem no vídeo mostra que eles não valorizam seu trabalho. Você deve valorizar! Chame a atenção para sua captação, enquadramentos. Discretamente interrompa esses comentários (mães e amigas de noivas adoram fazer isso). Se continuarem a reparar nas pessoas, dificilmente você fechará negócio. A não ser que seu trabalho seja muito barato ou dê um belo desconto.


Comentários sobre a beleza dos ambientes, casal, etc...na verdade estão reparando subliminarmente em sua produção. Bom sinal. Eles já estão valorizando seu trabalho. Haja com profissionalismo, comente de sua preocupação com o que há de melhor. Diga que seu trabalho é registrar um momento único da vida deles. É contar a história deles. 


Não esqueça
Nós não vendemos filmagens ou fotografias. Vendemos à eles emoção e sentimentos. Para nós profissionais, em off, vendemos disponibilidade de tempo. O que faz o tempo de um ser mais caro que o do outro, é o investimento seu em cursos, equipamentos, estrutura, etc. 


Capriche em seu visual que será seu marketing pessoal. Conheça totalmente seu produto e não deixe seu cliente sem respostas. Jamais. Responda de bate-pronto. Mas não fale demais, dê pausas para seu cliente olhar seu trabalho, entender sua apresentação e se pronunciar. Vendedor que fala demais é sempre um chato. Tenha autocrítica.


Lembre-se
Você é o dono do campo, do time e o juiz está do seu lado. Porém a bola é de seu cliente. Seu argumento é que fará ele te dar o passe....ou não.


Boas vendas!
...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

DSLR – TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO




A câmera DSLR está se tornando, cada vez mais, um equipamento indispensável para cinegrafistas e amante das artes.  Sem falar que passou a ser acessíveis a uma maior gama de profissionais, democratizando o culto ao registro cinematográfico.
Mais antes de adquirir deve-se analisar todas as possibilidades do que este formato irá agregar ao trabalho. O pecado mais cometido pelos cinegrafistas é exatamente este: simplesmente comprar o equipamento, sem fazer uma lista de prós, contras, investimento e retorno alcançado. Assim sou “arguido” diariamente por muitos leitores querendo comprar modelos A ou B simplesmente por que ouviu falar, porque o dinheiro só chega até ali, ou porque acham que é a tendência.
Qualquer investimento deve ser pensado e estudado. Sempre.

Qualidade de imagem
Devido ao tamanho maior do sensor de imagem em DSLR, que permite maiores tamanhos de pixels, elas são capazes de gerar um ISO mais rápido que levará a velocidades mais rápidas e menos grãos, ou ruídos.  Normalmente, quando filmamos com filmadora, nosso zoom médio de trabalho fica em 5x, e se precisarmos de mais, teremos que acionar o zoom digital, fatalmente deteriorando a imagem. A grande vantagem da DSLR é você poder optar por grandes zoom óticos sem a deteriorização, bastando apenas comprar a lente certa. E nada se compara a um zoom de DSLR contra de uma filmadora. Elas podem ser equipadas com muitas lentes de alta qualidade que vão de grande angular a super distâncias focais longas, claro, dependendo do que você estará filmando, e também do tamanho de seu orçamento. Incluindo a esta gama de lentes um grande número de outros acessórios (filtros, suportes, LEDs), uma DSLR pode ser adaptada para muitas situações diferentes.
A qualidade final do tipo de lente que se usa é muito grande. Quanto mais claras, mais caras, e logicamente, imagens mais cristalinas e perfeitas.

Velocidade
DSLR são equipamentos com motores e processamento muito rápido devido a sua mecânica e engenharia de eletrônica. Ligando elas, quase que instantaneamente já estão prontas  para se trabalhar.

LCD
Devido ao reflexo do espelho nas DSLR, o que você vê ali é muito mais fiel e confiável do que boa parte das filmadoras. Portanto dificilmente será surpreendido com uma imagem bela no LCD e depois uma ruim na gravação.



Grande faixa de ISO
Isso varia muito entre as câmeras, quanto mais, mais caras mas geralmente as DSLRs oferecem uma grande variedade de configurações de ISO que se presta a sua flexibilidade na fotografia e filmagem em diferentes condições. Leigamente falando, mais ISO, menos luz para se filmar.

Controles Manuais
Uma DSLR é projetada de tal forma que permite que o operador possa controlar todas as suas funções durante uma gravação, o que resulta em algo muito pessoal e personalizado durante as filmagens. Constantemente sou abordado pelos leitores que querem saber como consigo determinadas cores em meus filmes. Resultado de um olhar muito particular, regulagem do equipamento e colorização da pós-produção. Não é uma receitinha de bolo.

Menor perda de investimento
Notou que a filmadora de nosso sonho é sempre a mais cara? E quando decidimos vendê-la, seu preço despenca e perdemos boa parte do investimento? Poisé. DSLR é bem diferente. Seu valor não é tão desvalorizado assim. Principalmente se seu uso for exclusivamente como filmadora, onde o click do obturador, que provoca o desgaste da mesma, não conta neste caso.
Outro ponto favorável para a DSLR é que os fabricantes não lançam tantos modelos que substituem a que você acabou de comprar. E mais: o maior investimento de uma câmera são as lentes. Essas sempre estarão em alta, mesmo usadas. Caso você queira mudar de modelo, mas manter a marca, suas antigas lentes continuarão a lhe servir. Isso significa que seu dinheiro investido em várias lentes será mantido por muitos anos.

Profundidade de campo
Uma das coisas que eu mais gosto e que é um grande diferencial da DSLR, é a versatilidade que ela nos dá em muitas áreas, especialmente na profundidade de campo. Um trabalho, qualquer que seja ele, desde um casamento, um corporativo até um filme, tem seu valor agregado pelo simples fato deste recurso de desfoque. Fundos borrados, dispersos e embassados, com o assunto focado, dá um ar de cinema e de arte. Portanto muito mais bonito e com capacidade de se faturar mais.

Qualidade ótica
Hesito em adicionar este ponto porque há um grande grau de diferença de qualidade entre lentes DSLR, mas em geral, as lentes que você encontrará em uma DSLR são superiores as das câmeras de filmagem. Lentes DSLR são maiores (apesar da grande quantidade de vidro) e muitas delss têm muitas horas de tempo dedicadas à sua fabricação. Alguns modelos top de linha levam mais de 24 horas para ficarem porntas. Apesar da marca em si não fazer tanta diferença para quem usa para filmagem, aconselho que se invista sempre que possível, na melhor lente, na lente da própria marca da câmera. Ela é a diferença entre uma lente de ponta em uma câmera de médio alcance ou uma lente de médio alcance em uma câmera de alto desempenho.  Meu investimento seria sempre na lente, pois ela que sempre fará a grande diferença.

Decisão de compra
Antes de abordar a forma de comprar uma DSLR, tenha em mente que as DSLRs não são para todos. Infelizmente. Largar uma filmadora e partir para uma DSLR não é simplesmente sair de uma bicicleta e montar em uma motocicleta. Tem muito mais nessa migração de equipamentos. Tem novo aprendizado, conhecimento profundo de recursos tecnicos, domínio dos recursos da camera, visão artistica, dedicação, estudo e paciência, muita paciência.  Gravar com DSLR pode seu um grande prazer para uns. Para outros uma tragédia. Se você é do tipo que gosta apenas de pegar a camera e sair gravando e pensando que só em mexer vai aprender, ledo engano. É necessário gosto para estudar. Minha equipe, que considero uma das melhores aqui da região, com resultados de destaque e que arrebanham muitos clientes a cada mês, estarão indo a São Paulo se reciclar, pois o aprendizado para quem mergulha neste mundo é interminável e fundamental. Se seu estilo é comprar, apontar e gravar, nada mais, a DSLR será uma bazuca para matar moscas. Não compre.

Qual DSLR comprar
Há uma crescente variedade de modelos no mercado. Aqui estão alguns fatores a considerar quando se deseja uma DSLR:

Preço – Primeira coisa quando se pensa em comprar uma DSLR é preço. A faixa de preço de alguns revendedores ajudam a conseguirmos um bom  valor final.Uma boa pesquisada na internet e já é possível descobrir o preço médio real da câmera. Mas cuidado com preços baixos demais. Defina um orçamento para a sua compra, mas certifique-se que você tenha em mente que precisa considerar outros custos, que serão: kits de lentes claras, que pode, uma delas, custar mais que a câmera toda (esqueça a que vem nela – de preferência compre apenas o corpo), baterias (sempra mais de uma), cartões de memória (16/32Gb sempre classe 10 pra mais), case ou mochila para o equipamento, filtros UV, polarizadores, iluminação de LED, monopé e tripé.

Check List - Faça uma lista realista do tipo de trabalho que você quer fazer . Dentro desta expectativa, defina novamente todos os acessórios que vai necessitar, sem exagerar nos itens. Descarte o que não fará falta. Um exemplo é o suporte de ombro com Mattebox. Se seu foco for casamento, jamais usará isso.

Porte - As DSLRs são na maioria compactas e bem menores que filmadoras. A pegada delas em si já é diferente pois foram feitas para fotografar. Porém o corpo delas deve ser confortável e com espaço para agarrá-las por longos períodos. Na minha opinião, sugiro sempre que compre DSLR que possa receber um grip (extensor de bateria) que além de aumentar a autonomia de gravação, ainda ajuda, e muito, na sua pegada. A DSLR, originalmente, não foi feita para filmar. Mas a coisa pegou e os fabricantes demoraram a perceber o novo mercado, mantendo a estrutura padrão. Por conta desse sucesso, a Sony e Panasonic lançaram seus modelos também no formato “fotografia”.  A Canon acabou com a padronização do formato e seus últimos lançamentos já possuem uma ergonometria favorável para os dois tipos de trabalho.

Resolução - Quantos megapixels que ela tem é a primeira pergunta que se faz sobre a nova câmera. E neste caso, tamanho é documento. Quanto mais, melhor.

Tamanho do Sensor – Uma outra questão a considerar é o tamanho do sensor de imagem. "Fator de corte", este termo surge quando você fala sobre o tamanho do sensor de imagem. Em geral, um sensor maior tem algumas vantagens em relação a um menor, embora haja custos extremamente caros. Na verdade é o tamanho do olhar da câmera. Uma Full vê de um tamanho, uma Full Frame vê mais ainda, ambas em um mesmo lugar.

Atualizações futuras  - Uma grande vantagem da DSLR é a atualização. Desde um novo firmware disponibilizado no site do fabricante, onde você baixa e coloca seu equipamento com as últimas alterações e melhorias de fábrica, desde a compra de novas lentes. Seu equipamento raramente estará com cara de ultrapassado, como as filmadoras.
Pergunte a si mesmo sobre seu atual nível de especialização em cinematografia e se você é do tipo de pessoa que aprende a dominar alguma coisa de forma rápida. Se este for seu caso, invista no melhor equipamento que seu dinheiro alcance. Caso não, comece com modelos mais baratos, para dominá-los e seguir em frente.

Outros Recursos - A maioria das DSLRs têm uma grande variedade de recursos que provavelmente irá sobrecarregar e confundi-lo. Primeiramente, compare os modelos que estão ao seu alcance. Todos têm características básicas, como a capacidade de usar abertura, prioridade do obturador, automático, foco manual, etc. Mas também há muita variação no que é ou não é oferecido.

Tamanho e mobilidade do LCD - É impressionante quanta diferença de um centímetro pode fazer quando se quer ver as imagens no LCD da câmera. Maior é mais confortável e a articulação do mesmo é um grande auxílio em planos baixos ou altos. Pena que raramente encontramos um modelo com todas as características que nos agradam em um só equipamento.

Conectividade -  Reconhecimento sem fio entre sua DSLR e um computador é um recurso fantástico. Porém a novidade custa caro. Alguns fabricantes estão optando por disponibilizar um acessório para ser adquirido a parte.


Marca
Agora é com você. Qual marca escolher. As donas do mercado Nikon e Canon, ou as aproveitadoras do nicho, Sony e Panasonic. Avalie preço de tudo, incluindo acessórios, assistência técnica, qualidade, menor depreciação. E faça seu investimento. Uma coisa é certa. Depois de dominar essas bichinhas, suas filmadoras serão aposentadas definitivamente.
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