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segunda-feira, 14 de março de 2011

PANASONIC HMC80 - QUEBRA O GALHO

HMC80, a concorrente direta da Sony MC2000. No final, é tudo igual.
Finalmente fiz um test motion com a filmadora Panasonic AG HMC80 no formato AVCCAM e de montagem no ombro. Este teste foi muito esperado pelos amigos do blog que me pediram o teste e até uma comparação com a Sony MC2000. Enfim peguei a criança nas mãos. É importante salientar que meus comentários são baseados em minha opinião pessoal, de minha experiência, de visão crítica de quem está acostumado com modelos top e de extremo desempenho. Portanto é esse o jeito que vejo cada equipamento testado, não querendo, de forma alguma, desmerecer algum leitor por não ter condições de comprar alguma câmera melhor.


A HMC80 é uma filmadora FullHd com vários formatos de gravação, suporte de vídeo digital e funcionalidades avançadas profissional, que atende satisfatóriamente bem as escolas, videomakers de eventos, igrejas, etc. Tem a vantagem de utilizar os cartões SDHC, de baixo custo, e disponibilizar imediatamente o conteúdo para a estação de edição. Ela nada mais é que o formato de ombro da HMC40, incluindo algumas melhoras, como por exemplo, o anel de foco manual, sempre necessário para quem tem uma pegada mais profissional.

Botões de atalho incorporados ao corpo agilizam as configurações em campo.

Com 6 lux efetivos, com shutter em 1/60, produz vídeos em 1920 x 1080 ou 1280 x 720 com a compressão em MPEG-4, que prevê a duplicação da largura de banda e eficiência de vídeo melhorado ao longo dos antigos formatos de compressão MPEG-2 com bom desempenho, mesmo durante o movimento rápido, sem degradação da imagem ou flickers de rastro.

A HMC80 grava vídeo em todos os quatro modos de gravação profissional AVCCAM HD, incluindo o modo PH da mais alta qualidade (média de 21 Mbps / Max 24Mbps), o modo HA (aprox.17 Mbps), o modo HG (aprox.13 Mbps) e ainda a opção mais leve (cerca de 6 Mbps).
O modelo testado suporta os seguintes formatos HD no modo PH: 1080/60i, 1080/30p, 1080/24p, 720/60p, 720/30p, 720/24p; nos modos de HA, HG e HE, ele registra em 1080 / 60i. Na definição padrão DV, a camcorder grava 480/30p, 480/60i, 480/24p.

Peso bom, ergonometria ótima. Gostei do monitor de áudio bem no "pé da orelha".
Utilizando apenas um único cartão de memória SDHC de 32GB, o cinegrafista pode gravar 3 horas de plena resolução de 1920 × 1080 de áudio e vídeo no modo PH, quatro horas no modo de HA e 5,3 horas em modo de HG. Em HE, a câmera pode gravar até 12 horas de conteúdo HD 1440 x 1080 em um cartão SDHC de 32GB. Até 2 horas de conteúdo de vídeo digital pode ser gravado em um único cartão SDHC de 32GB. Mas sugiro que façam a opção de gravar em cartão de 16GB, pois caso haja problemas ou corrompimento de dados, o prejuizo é menor. Uma deficiência que vi logo de cara foi a disponibilidade de apenas 01slot para o cartão. Significa que caso o cartão encha no meio da captação, o cinegrafista será obrigado a parar o trabalho e executar a troca.

Conexões Canon, BNC, RCA, chaveamento +48V no uso de boom. Padrão Broadcast.
A HMC80 inclui como funções profissionais, anel de foco manual (Foco / Íris / Zoom) para maior controle; time code / gravação UB; data / hora e dois terminais de controle remoto com fio, conhecidos como LANC (para zoom, foco, íris, REC start / stop). Incluiram nela ainda funções úteis, incluindo Estabilizador Óptico de Imagem (OIS) , o Dynamic Range Stretch (DRS), que ajuda a compensar as variações na iluminação, e um Cine-Like Gamma que dá o modo de gravações de uma aparência mais semelhante a filme (que na linha da Sony chamados de Picture Profile). Apesar da Panasonic vender o peixe que sua lente é grande angular, comparando com uma Z7, a cena perde em tamanho. Diríamos que o cinegrafista teria que recuar bastante para enquadrar um grupo de amigos durante uma gravação. Ou comprar uma lente Grande Angular.

Lente de pouca abertura. Fica estranho um monte de plástico com um furinho no meio.
A HMC80 vem com saída HDMI, USB 2.0, saída composta (x 1 BNC), componente analógico (BNC x 3), saída IEEE 1394 (DV), e um microfone externo incorporado ao corpo da câmera. A camcorder possui duas entradas XLR de bloqueio com chaves para mic / linha, e +48 V Phantom Power para quem necessitar ligar um shot gun, por exemplo. Ela ainda possui pré-gravação, que ao acionar o REC consegue registrar alguns segundos antes. Grava por intervalos (time lapse), possiui focagem automática de detecção de rosto, balanço de branco, modo de exibição, exposição de zebra, color bars, etc. Gostei muito de funções diretas no corpo da câmera, sem a necessidade de entrar em menú.

Outro ponto que me agradou bastante foi o View Finder grande e com opção de retirada para visualização direta no LCD. Por eu ter problemas de visão, esse recurso me deu muito conforto para fazer o foco manualmente.

View finder. Tanto fechado como aberto atende bem a quem não tem o olho 100%
Conclusão:
- Não é nenhuma Brastemp, é uma câmera para cinegrafistas que querem ingressar no mundo Full mas não tem recursos para tal.
- Criticamente falando, eu diria que a HMC80 é uma DVC60 melhorada.
- Os 6 lux me fazem lembrar também a DVC60. Com pouca luz a cena granula, com LED ela apenas ilumina o alvo e escurece as bordas. Necessita de tripés de luz!
- Vale o preço, mesmo dentro de suas limitações. Um pouco mais de R$ 6.000.
- Se eu tivesse que escolher entre a HMC80 e a MC2000, não pensaria 2 vezes. Compraria a HMC80. É melhor 6 lux meia boca do que 11 lux efetivos.

Entre a HMC80 e a MC2000, fico com a Panasonic.

Agradecimento ao amigo Altemar Lopes da Visão Filmagens pela disponibilidade das duas câmeras compradas. O equipamento foi adquirido na BHVideo Pro de Kleber Alfano (bhvideopro@hotmail.com)


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