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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

QUANTO COBRAR POR SEU TRABALHO



O que mais vejo como dúvidas a respeito do n osso trabalho, é como fazer um levantamento de custos para saber quanto cobrar pelos nossos serviços. Cada um na verdade, sabe “quanto custa  seu suor, sangue, lágrimas e capacitação pessoal”. Para colaborar para você chegar a um denominador comum, dou algumas dicas para se chegar a um número-base.

Qual o tipo de trabalho
Para diferentes tipos de trabalhos requer diferentes tipos de necessidades. Portanto, custos diferentes.  Você pode organizar sua tabela ou portfólio, por pacotes. 2 ou mais câmeras, Making Of, acessórios extras como Glidecam, slider, recursos de captação como time-lapse ou câmera no carro, e por aí vai. Crie seus pacotes diferenciados e dê nomes à eles.

Despesas com equipe
Você até pode trabalhar sozinho, mas uma andorinha só não faz verão. O bom é sempre estar acompanhado por outro cinegrafista e um bom assistente. Hoje é comum uma equipe ser formada por, no mínimo, três profissionais. E conforme o grau de complexidade da execução de seu pacote podem ser incluídos mais profissionais, como mais cinegrafistas, motorista, segurança, etc.
Todos eles aumentam seus custos, que devem ser repassados ao seu cliente.
Em minha região um freela de cinegrafista vale R$ 250. O freela com a própria câmera vai de R$ 350 a R$ 500. Assistente de R$ 50 a R$ 150.  Isso equivalente a meia-diária (umas 8 horas disponível). E dependendo muito da capacidade profissional de cada um. 


Deslocamento
Você pode embutir um deslocamento de equipe (custo de veículo) dentro de seu pacote que seja coberto na região onde você atua, que chamamos de Grande, Grande São Paulo, Grande Rio, Grande Florianópolis. Trabalhos além destas áreas geográficas devem conter taxa de deslocamento, que são pequenos valores incluídos por km rodado.
Eu uso as seguintes fórmulas.

PR : 07 = QL
QL x PC = X
X = Custo de deslocamento

PE = Percurso estimado (calcule quantos km irá rodar ida e volta)
07= Consumo médio (uso sempre esta média alta para ter um valor final.
QL= Quantidade Litros de combustível.
PC = Preço do Combustível de sua região.
X = Custo do seu deslocamento (que deve ser repassado ao cliente).

Vamos a um exemplo. Faremos uma gravação saindo da cidade de Salvador/BA com destino a Ilhéus/BA. São 470 Km. Multiplicaremos por 2 para termos a distância de ida e volta, e acrescentaremos mais uns 10 Km como margem de deslocamento dentro da cidade. Você pode acrescentar o que quiser. Faça seu planejamento. Nosso total de Km foi de 950 Km.
O preço da gasolina é de R$ 2,95. Então vamos fazer nossa continha.
950 (distância) : 07 (consumo) = 135,71 (Quantidade litros combustível)
135,71 x 2,95 (Preço combustível) = 400,34 (valor em real que devem ser cobrados do cliente).

Caso você queira cobrar pelo deslocamento real, pegue este valor e divida pela distância. Dará R$ 0,42 por Km rodado. Você pode zerar o odômetro e cobrar depois o total do cliente. Eu particularmente prefiro cobrar antes.

Hospedagem e Alimentação
É preciso ver quanto tempo vai demorar o trabalho. Veja os valores de hotéis (eu sempre pesquiso por até 3 estrelas e o mais próximo do local do evento) e calcule o número de pernoites junto ao número de pessoas.
No caso da alimentação, calculo 03 refeições por dia para cada pessoa. Eu cobro R$ 15 por cada refeição. Então são R$ 45 por pessoa/dia.

Pós-produção
Este é um assunto bem particular. Tem quem invente um valor, tem quem não cobre. Mas o ideal é sempre se ter uma referência de custos. Calcule o tempo médio que se leva para editar um casamento. Calcule quanto o seu editor ganha por dia. Divida o valor do dia dele por 2. Multiplique pelo numero de dias que você leva para entregar o produto final. Pronto, aqui já se tem uma referência de valor de edição.

Taxas e impostos
O certo é sempre incluir os impostos de sua região, principalmente se você tiver empresa registrada. Lembre-se que você paga impostos, IR, contador, despesas de luz, água, aluguel, etc. Eu costumo pegar o valor de meu imposto, multiplicar por 2 e incluir nos valores. Esta multiplicação já cobre as taxas além dos impostos.

Valor final
Você pode apresentar dois tipos de orçamentos ao seu cliente. Um com um preço único, ou outro discriminando separadamente os extras (Deslocamento, hospedagem e alimentação). Os demais itens eu nunca apresento, pois é parte do segredo empresarial de cada um.
Com todos os cálculos feitos e um número descoberto, acrescente sua margem de lucro, que pode ser de 20% até 200%. Depende de sua região, do poder aquisitivo de seu cliente e até da concorrência em seu mercado.
Se você tiver qualidade diferenciada, pode cobrar por isso e ficar acima dos outros. Se você for mais um na multidão, enxugue seus custos para brigar com as outras produtoras e ter um preço atraente. Estas últimas opções já são o “pulo do gato” que cada um descobre para si e não conta pra ninguém. Nem eu.

Sucesso na sua nova tabela de preços!

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