MATÉRIAS

terça-feira, 25 de maio de 2010

VIDEOJORNALISMO


Uma câmera na mão e muitas idéias na cabeça. Eu diria que essa é a autêntica definição do formato "videojornalismo" que, com orgulho, usei pela primeira vez em Vitória/ES. Depois a concorrência pegou o mote e começou a usar com mais agressividade, incluindo a expressão no nome de sua empresa. Conheço vários.

A vertente original veio do jornalismo televisivo em 1990 através de repórteres cinematográficos. O cinegrafista saia sozinho para cobrir as matérias, sem pauta nenhuma, dispensando o repórter e assistente. Assim o resultado das reportagens apresentavam mais autenticidade com a relação de aproximação e intimidade que se criava entre o entrevistado e a câmera. No Brasil, o pai da criança é o jornalista e professor Luís Nachbin que, sozinho, fazia o trabalho de quatro pessoas, ou oito mãos. Ele pensa, pesquisa, filma, faz iluminação, e edita. Um autêntico "handy-man".

Logo em seguida a idéia ferveu na cabeça de um americano que passou a usar a essência da expressão em filmagens de casamento. Era 2001 quando Colbie Porter, um videomaker cansado do padrão tradicional dos casamentos, teve a grande sacada de colocar atributos jornalísticos em suas produções. E assim nasceu o videojornalismo.

Mas como fazer o videojornalismo funcionar em um casamento?
Gravar com toda autenticidade do mundo. Sem forçar a barra para provocar cenas, sem ficar pedindo pra casal posar, sem ficar em cima do cliente. Mas não é uma receita de bolo de fubá. O cinegrafista tem que ter o feeling apurado, buscar fragmentos de momentos e ir construindo uma história original, sem manipulação. E eu diria mais: quem grava neste formato tem que estar despregado do registro oficial do casamento. é como se fosse uma equipe de três cinegrafistas onde um fica livre para registrar. Como não há a necessidade do casal ficar fazendo caras e bocas, a cada dia aumentam os adeptos desta tecnica. O cliente não perde um minuto sequer da festa. Se houver uma interação dos noivos com a câmera, tudo é feito de forma natural, livre de direcionamento.

Muitos fotógrafos dizem que fazem fotojornalismo e utilizam esta expressão erradamente. Quando eles juntam o casal perto da decoração e do bolo e começam a dirigir a cena, já se foi embora toda autenticidade.

O vídeojornalismo para casamento é muito bom pois valoriza os detalhes e o casal pode agir naturalmente durante todo o evento. Então tenha a certeza que não é facil trabalhar assim, onde você tem que ficar a espreita para registrar a melhor cena e capturar pitadas de emoções.
É osso!

Você deve gravar sempre de forma pespojada e descontraída como se estivesse produzindo um vídeo-clipe. Aliás, a própria edição deve seguir esse mote: linguagem clipada. Transmitir a essência do evento de forma sintética e com muita criatividade. No trabalho tradicional, o cinegrafista deve coletar os acontecimentos básios e cronológicos do desenrolar do evento. E a manipulação da cena, forçando a barra para o casal interagir obrigatóriamente com a câmera. Já no videojornalismo o trabalho é dobrado. Deve-se estar sempre de olho no gato e no peixe. Olhou pro gato, gravou, olhou pro peixe, gravou. Tudo espontâneamente.
Pedir pra alguém olhar para a câmera e você filmar é diferente de alguém olhar pra câmera e você filmar. Deu pra entender?


Com uma idéia na cabeça e uma boa edição, pode se criar uma atmosfera dos anos 50 em um casamento do século 21. Foi o que fizemos no casamento de Marcelo Braga.
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domingo, 16 de maio de 2010

TRABALHANDO EM LIVERPOOL

Desde 1996 a Memory Produções Brasil é a escolhida para fazer a cobertura de um dos maiores, senão único, evento beatles do planeta: Beatleweek Festival in Liverpool/UK. Este evento é uma celebração da música e da vida de um dos melhores grupos pop de todos os tempos. Naturalmente só existe um lugar para ser realizado: na sua cidade natal, Liverpool. Durante a semana do evento, que acontece no final de agosto, há visitas feitas por guias, leilões, a convenção anual onde acontecem shows e venda de produtos ligados aos Beatles, tudo num frenesi enlouquecedor em que a cidade mais parece um formigueiro humano.


Granada Television - canal local onde são produzidos programas para a cidade

São mais de 90 bandas do mundo todo que passam 6 dias tocando Beatles, nos 4 cantos da cidade, à partir das 8 da manhã até as 10 da noite. A Memory Brasil acompanha todos os passos da banda capixaba Clube Big Beatles onde, ao retornar ao Brasil, gera um DVD ao vivo de sua tourné. São dias muito loucos, onde acordamos muito cedo, engolimos a comida, corremos muito e trabalhamos demais. Nossa equipe de filmagem vai com 2 pessoas, bem enxuta e afinada, disposta a gravar os 6 shows que a banda faz pela cidade. Mas não nos damos ao luxo de ser apenas cinegrafistas. Somos roudie, distribuidores de planfleto, carregadores de equipamentos e mais um pouquinho. A equipe brasileira é a mais organizada do festival. Inacreditavelmente a banda é a única que possui em seu staff fotógrafo, cinegrafistas, jornalista além de tecnicos de som.


Gravando entrevista após o show da banda brasileira

Um dos momentos mais especiais é quando gravamos no Cavern Club, templo sagrado do quarteto onde a história da música mundial começou a mudar. São 3 lances de andares subterrâneos para se chegar ao palco. Um lugar pequeno, apertado e abafado. Como chegamos cedo para a apresentação, a temperatura do Cavern está em torno dos 25 graus. Com a chegada do público que super-lota o local, a temperatura sobe para uns 50 graus, e é comum nossa câmera sofrer um choque térmico e embaçar tudo, desligando-se automaticamente. Isso acontece como uma proteção automática que o equipamento tem. Com a condensação de água no circuito interno, ela se desliga para não queimar. E não adianta ficar tentando ligar, ela se religa assim que toda a sua mecânica se adequar a temperatura ambiente. Aí os nervos vão à flor da pele, já que posicionamos uma câmera no palco e outra no meio do público e nada pode dar errado.


Literalmente "no osso". É bom gravar no exterior, mas cansa demais.

Mas nem tudo é só rockin'roll. Quando saímos para fazer externas da cidade há uma limpeza mental pois por algumas horas deixamos de ouvir Beatles bombardeando nos ouvidos. Assim saímos colhendo cenas bucólicas de Liverpool, praças, museus, pessoas, curiosidades e por aí vai. Um dos lugares que todo beatlemaníaco deve visitar é o Beatle Story, um museu temático onde vários instrumentos originais do grupo estão em exposição. Até George, Ringo, John e Paul são retratados em bonecos de cera de tamanho original. O registro de imagens é proibido mas como estávamos cobrindo para uma televisão brasileira, fomos autorizados a gravar internamente.


Beatles de cera no museu em Liverpool. Réplica quase perfeita. reparem que os dois bonecos à esquerda parecem estar olhando para a câmera.

O lugar é incrível. Cada cantinho representa uma fase da banda. Ao entrar no museu começamos pelo início da trajetória dos rapazes, com imagens raras de seus primeiros shows no Cavern, na Alemanha, uma réplica do interior de um avião que eles usavam para suas viagens, o ambiente Sargent Peppers, guitarras, piano, roupas, discos, uma alucinação total para os fãs de todo o mundo.


Sargent Peppers Lonely Hearts Club band. A capa do disco retratada em maquete

Para a gravação do DVD da Banda Clube Big Beatles usei a receita de gravação de show postada aqui no blog. Chegamos cedo ao Cavern para gravar a banda sem público. Uma câmera de frente para o palco e outra no palco. Cada música era gravada duas vezes sem público e no show com público mais uma vez. Então na hora de editarmos, tínhamos imagens correspondentes a 6 câmeras por música. Muitas imagens, vários ângulos, tudo agrupado com cenas da cidade, entrevistas do público, bastidores...
Foi incrível encontrar um grupo de paulistas pois estávamos perguntando em inglês e, obviamente, eles estavam respondendo em inglês. Só que um dos entrevistados errou o inglês e em bom português gesticulou dizendo, volta, volta. Rimos demais e descobrimos nossas mesmas origens.


Gravando depoimento na porta do hotel Adelph, local da grande convenção.

Sensação de segurança. Como é bom sentir isso. Afinal você teria coragem de desfilar com um equipamento de filmagens altas horas da noite, por becos escuros, pelas ruas de qualquer cidade do Brasil? Em Liverpool o povo nem te olha. Nunca ví ninguém ser assaltado. É comum vermos jovens sentados em bancos de praça e na grama com notebooks na maior tranquilidade. A polícia inglesa é uma das poucas que não usa armas letais. Apenas cassetetes, algemas e gás. São extremamente simpáticos com os turistas mas ao menor movimemento de confusão, baixam o cassete no bagunceiro. É comum vermos muita briga de jovens. A bebida é um mal dos ingleses e, bêbados, criam confusão entre eles e a porrada come solta. Diferente do Brasil onde a vagabundagem não é macho pois andam armados e atiram à toa, lá a rapaziada sai na mão mesmo. É a primitiva forma de se defender. Enfiando porrada como uma autêntica luta livre. E é aí que a polícia inglesa entra em ação.


Polícia inglesa, sempre presente, sem armas e com muita simpatia. Falou em Brasil, eles dizem: Ronaldo, Pelé!!!

Nesta época do ano o clima na cidade é muito agradável. À noite temos uns 20 graus e ao dia chega a uns 33 graus. Dá pra usar manga curta ou longa que fica sempre tudo bem. Por incrível que possa parecer, gravamos o evento com as Panasonic AG DVC60, uma delas usando uma super wide angle que deu um impacto fantástico as imagens de pontos turísticos da cidade. E como estas câmeras tem a documentação de saida e entrada do país, é com elas que viajamos. São amigas inseparáveis onde quer que vamos, acomodadas nas nossas mochilas de paraquedistas.


Super Wide Angle. Essa lente deixa monumentos e estruturas com uma imagem sensacional

Nas fotos que se seguem você poderá conhecer um pouco da cidade, do nosso trabalho e de momentos especiais que passamos uma vez por ano no país da Rainha Elizabeth. Tudo isso fruto de um trabalho apaixonante que nos permite conhecer celebridades, pessoas comuns, ícones mundiais, viajar por vários países e nos lançar ao status de cinegrafista internacional, vaga pra poucos, mas sempre aberta para quem tem o sonho como primeiro degrau para tudo se transformar em realidade.
Você pode!



O templo sagrado dos Beatles: The Cavern Club, onde tudo começou


Cenas de Liverpool. Albert Dock, de porto abandonado a ponto turístico classe A

Capital mundial da cultura, Liverpool é uma cidade grande com ares de interior

Típico cavalo inglês que puxa charretes. Foi a partir da posição do cocheiro sentar (do lado direito) que o lado do motorista ficou eternizado nos automóveis


Torre da Rádio Cidade de Liverpool, visual privilegiado. Na entrevista, homem que já foi segurança de John Lennon


Os caras e eu. Banda Clube Big Beatles, de Vitória/ES para o mundo.


Catedral anglicana de Liverpool. A mais antiga de todo o Reino Unido



O fundo de palco do lendário Cavern Club. Eu filmei ali


Porta do Cavern com um dos seguranças na porta. O terceiro lugar mais fotografado do reino Unido. Só perde para o Big Ben e para a Ponte de Londres. Eu fotografei ali.


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TRANSMISSÃO SEM FIOS


Como consigo fazer uma transmissão ao vivo sem fios durante um evento? Simples.
Todo o processo não tem muito mistério. É fácil e os equipamentos são encontrados em casas especializadas em sistemas de segurança e ainda no Mercado Livre. E não são caros como parece. Se bem trabalhado, você pode criar um grande diferencial em seus serviços. E colocar um over price no orçamento final. Tive a oportunidade de ser contratado para gravar e transmitir via web uma festa dos Anos 80 que acontece todo ano numa casa noturna chamada Blow-Up. Como já tinha todo o equipamento pois faço transmissão ao vivo para telão, enviar imagens pela internet não teve nenhuma complicação. Como não trabalho com Web Streaming, uma empresa de internet foi contratada para anexar ao site da casa noturna um player de vídeo para que internautas de todo o mundo pudessem assistir a festa. Coube a minha produtora disponibilizar o sinal de áudio e vídeo para a transmissão.


Pequeno e discreto, o transmissor fica preso na base do tripé.

Bom, junto a um kit de transmissão wireless baseado em sinal de microondas, instalei o equipamento a uma câmera Sony PD170 que tem boa sensibilidade a ambientes com pouca luz além da grande angular que faz uma grande diferença quando se tem um ambiente apertado e cheio de gente. O kit consiste em 01 transmissor 2,4 Ghz (que fica na câmera conforme a foto acima), 01 receptor digital com saída de áudio e vídeo, além de 01 bateria 12v tipo tijolinho que é ligada ao transmissor preso a câmera. O receptor é 110v e como normalmente fica junto a um projetor ou, no caso citado, junto ao PC, é simplesmente ligado a uma tomada 110v. Um detalhe importante é que sistemas de transmissão por microondas tem 2 inconvenientes: primeiro, esquenta muito, por isso prendi no tripé que acabou funcionando como dissipador de calor, e segundo, uma antena deve "ver" a outra, senão o sinal pode ter falhas e chiados.



Esse é o kit de 2,4Ghz/1000 metros que atende bem a um cerimonial de tamanho médio

Uma das soluções encontradas foi colocar o receptor, que ficou junto ao PC (ao lado do DJ) numa posição alta onde não encontrasse obstáculo nenhum a frente. Claro que uma coluna ou outra não tem problema algum, principalmente porque o modelo que eu uso tem alcance livre de 1000 metros e a casa noturna deve ter uns 400 metros quadrados. Então o sinal de áudio e vídeo foi lindo, leve e solto para os computadores conectados ao site da Blow-Up. Todo esse conjunto me custou pouco mais de R$ 200, além de R$ 70 da bateria 12v 07ah. Um investimento mínimo para um resultado surpreendente.


Antena Setorial ABT Plus de 12dB. Mais capacidade de receber sinal do transmissor

Caso você precise cobrir uma área maior ou até transmitir de um andar a outro, sugiro que adquira uma antena setorial de 12dB que, por ter maior potência, consegue receber facilmente o sinal de seu transmissor colocado na câmera. Essa antena custa, em média, uns R$ 60. Como sua sensibilidade é maior, paredes deixam de ser obstáculos para a transmissão.


Vamos imaginar agora que você pretenda transmitir ao ar livre, como por exemplo, num campo de futebol. Minha sugestão é usar o kit de transmissão para 2000 metros. Note na foto acima que apenas o que muda é o tamanho do transmissor, mais robusto, e com as mesmas características do menor, esquentando muito. Mesmo possuindo dissipadores de calor nas laterais, sugiro que não fique encostado na câmera e muito menos no corpo do cinegrafista. O valor deste kit fica na casa dos R$ 450, pouco para o custo final de um orçamento para transmissão ao vivo.

E, de posse de um equipamento desses, fica por conta a criatividade do cinegrafista. Pode-se criar um "Live package" ou "Pacote ao vivo", onde pode-se oferecer desde uma transmissão de um casamento via internet para outras cidades ou países, acompanhar a chegada do casal com o carro de fora do cerimonial e o sinal sendo transmitido por um telão na festa (com direito aos noivos falando ao vivo com os convidados), até grandes eventos como shows e esporte enviando sinais de audio e vídeo a televisores e projetores instalados em salas vip.

Mas seja prudente. Teste tudo antes de transmitir "valendo" pois cada local tem suas interferências próprias e seus obstáculos. No mais é aproveitar a tecnologia cada vez mais barata e acessível e incluir um up-grade em seus serviços. E ficar online!

Imagens que foram gravadas e transmitidas sem fio para web em evento na boate Blow Up

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

INOVAR SEMPRE


Memory Produções Brasil no começo. Já pensando em ser diferente.

Algumas pessoas responderam a essa pergunta. Leia as respostas e veja aonde você se encaixa.

"Inovação é criar soluções viáveis para problemas que ninguém enxergava antes." Daniel Edmundson.
"É quebrar a forma convencional de fazer algo, com vantagens que façam essa mudança ser inevitável." Marcelo Eduardo.
"É a capacidade de surpreender, seja pela forma, pelo conteúdo ou pelo valor agregado". Daniel da Hora.
"É fazer antes o que os outros vão copiar depois". Bruno Queiroz.

Para o meu caso, eu ficaria com as duas últimas frases. Tem tudo a ver comigo. Lembro como se fosse hoje. Era 1984 e eu iria me casar. Trabalhava na TV em escala e o tempo que me sobrava era gerente de um videoclube que alugava fitas VHS, uma das duas locadoras que existiam em minha cidade na época. Um dos serviços da empresa, que se chamava Video Garden, era filmar casamentos. O proprietário, o lendário Raul Tremendão, foi músico da jovem guarda e fazia parte do conjunto que acompanhava Erasmo Carlos. Entre suas recordações, muitas fotos íntimas do grupo com os protagonistas daquela geração, como Roberto Carlos, Vanderléia, Martinha, Renato e seus Blue Caps entre tantos outros. E foi esse cara que filmou meu casamento. De 1984 pra cá, já se passaram mais de 25 anos e o registro de meu casamento ainda é completamente atual. Fruto da criatividade e inovação de um dinossauro do ie-ie-ie. Toda a vez que assisto ao meu vídeo, vejo que toda a visão poetica dele ainda se torna nova e surpreendente. E é assim que procuro fazer nos dias de hoje.
Lembro que, já como cinegrafista e com minha produtora montada, ficava imaginando novas formas de encantar meus clientes. Foi quando introduzi o trailer de filme nas minhas produções. Claro que naquela época não tínhamos a facilidade do Google para pesquisar o que os outros estavam fazendo, éramos mais acertivos do que meros copiões. Logo em seguida, quando começaram a aparecer as câmeras compactas, mais uma sacada me veio de bate-pronto: gravar a reação dos noivos dentro do carro onde a emoção está borbulhando no mais novo casal. E foi botar em prática e o sucesso estava feito. Todo trabalho pronto eu apresentava a equipe da TV para ouvir suas opiniões. E sempre que eu achava perfeito, cada um tinha mais um ingrediente a acrescentar. Naquela época onde os movimentos de câmeras eram lentos e singelos, já tinha doido que me sugeria colocar as imagens em "speed", tudo rapidinho. Como a TV não usava ainda desse recurso, o cliente não entendia e achava que era um defeito. Hoje é efeito!

E como num frenesi incessante, assistia inúmeras vezes o mesmo trabalho, procurando trazer algo que pudesse acrescentar de novo em algo que já era de vanguarda. E passamos a colocar depoimentos do casal nos vídeos, algo bem espontâneo, cada um falando para a câmera como se ela fosse o outro. E estava criado mais uma forma de mostrar os extremos da emoção. O coração de cada noivo num flagrante pré-nupcial.
Hoje me surpreendo quando vem um cliente indicado por outra produtora que não mais tem a data e apresento meu portfolio. Quando eles vêem cenas como a câmera dentro do carro ou um depoimento do casal à porta da igreja, olham pra mim e dizem: "Você faz igualzinho ao trabalho de fulano...". Confesso que por umas três vezes eu contava toda essa história para o casal, dizendo que quem idealizou e implantou esse formato, até então inédito, estava diante deles. E podia ler por entre a troca de olhares deles seus pensamentos, tipo "quem esse cara pensa que é?"......ou......"tá se achando". Então deixei o discursso de lado e passei apenas a ouvir, e engolir.

Quando eu tinha meus 7 anos de idade, meu pai trazia um monte de caixas de papelão e embalagens vazias para casa pois sabia que eu adorava montar miniaturas de casas e cidades com elas e brincar junto com meu irmão. Eu tinha uma coleção de bichinhos de plástico, tipo urso, gato, cachorro, porque em 1968 não existiam os videogames e a diversão infantil era muito diferente das gerações futuras. Então, montada a cidade de papelão, ficava horas brincando com os tais bichinhos e fazendo vozinhas para cada um deles, igual desenho animado. Anos se passaram e já na minha fase adulta e empresarial, ao editar um aniversário infantil e vendo o aniversariante de 4 anos abrir seus presentes e começar a brincar com um caminhãozinho no chão do cerimonial, minha mente voltou um século atrás (rs) e me vi naquele chão, com aquela criança. Eu me via empurrando o caminhão, fazendo o barulho do motor com a boca e colocando toda a minha coleção de bonequinhos na caçamba, e cada bonequinho conversando entre si, cada um com sua voz personalizada, fazendo daquele piso uma verdadeira estrada, e na embalagem aberta a garagem do brinquedo. Os olhos se enxeram de lágrimas e aí veio outra fascinante idéia. Dar vozes aos trechos de desenhos animados que inseríamos nas filmagens infantis. E assim explodimos no mercado, filmando e produzindo niver de terça a domingo e fazendo dublagens de trechos de desenhos para rodar no dia da festa. E não era qualquer voz. Procurava ao máximo buscar a semelhança do timbre de voz de cada personagem, assim tinha a maior facilidade de imitar o Mickey, o Pateta, o Scoobydoo e o Salsicha e mais outros tantos. E meus dois filhos que hoje atuam comigo, também herdaram o sangue do pai e também fazem suas imitações com perfeição que quase não se percebe a cópia do original.

Claro que com esses upgrades e talentos inseridos, o preço do nosso produto é mais elevado que o da concorrência. E nem todos fecham. Se apaixonam pelo trabalho mas nossos valores não cabem em seus orçamentos. E assim saem em busca de outro que possa atender dentro do tamanho de seu bolso. E que possam fazer da forma de fazemos! Assim vão aparecendo mais produtoras clones, ou cópias mesmo, que pegam sua idéia e as vendem como se fossem deles. Verdadeiros "chinguelingues paraguaios" que acabam penetrando no mercado, e que num mundo globalizado que gira, gira, e gira, volta ao criador que se surpreende com a pergunta: "Ué, você tá fazendo igualzinho ao fulano, né?".
Ossos do ofício.

Eu nunca vou criar algo, ou melhorar o que já existe, pensando que irá se perpetuar, ficar perfeitinho do jeito que eu produzi. Sei que terei "efeitos colaterais". Efeitos esses que se resumem a ser copiado descaradamente por concorrêntes que ficam na próxima esquina que a sua. Aproveito esses "efeitos colaterais" para buscar mais inovação e mudar meus patamares de competitividade, sempre, de forma contínua e sistematica.
Esse é custo pra quem quer estar sempre na vanguarda. Como meu amigo Raul Trermendão!
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

TESTE SLIDER SCORPION


Nosso teste motion foi feito em cima de uma mesa de mármore

Estou com o Slider da Scorpion para um "test motion". Para quem não conhece, o Slider é um equipamento de estabilização de imagens muito útil para produção de VTs, programas de TV e detalhes de produtos onde o close em movimento é o grande destaque. O modelo disponivel para o nosso teste tem 1,25m, um dos maiores da categoria, já que abaixo dele ainda tem de 0,90m e 0,60m. O Slider é feito para trabalhar no chão, em cima de mesa ou fixado a dois tripés. No meu caso eu posicionei-o sobre uma mesa de mármore para gravação de alguns porta-retratos sobre um balcão.

O resultado final das imagens foram surpreendentes e com criatividade pode-se explorar novos planos

O deslizar do carrinho é suave e sem nenhuma vibração. As imagens registradas ficam com um belo aspecto de travelling. Todo em alumínio, o Slider pode ser transportado facilmente dentro do set devido ao seu pouco peso. Toda estrutura sem o carrinho pesa um pouco mais de 1kg. O carrinho, sozinho, pesa uns 2 kg. Ele é totalmente desmontável e cabe em qualquer porta-malas de um automóvel. Para o teste utilizamos uma câmera da Sony com peso aproximado de 3 kg, mas toda a estrutura suporta câmeras de até 5 kg. e esse é um grande diferencial. O Slider trabalha desde as handycams até as betacams.

Deslizar suave, sem vibrações e ótima estabilidade

O carrinho, todo em madeira, alumínio e emborrachado tem o peso equilibrado para deslizar nos trilhos. Aqui colocamos uma cabeça Manfrotto (não acompanha o modelo) substituindo uma genérica que vem com o equipamento.

Esse teste foi feito usando a camera em paralelo com o Slider, mas pode-se usar no sentido dos trilhos, em ângulo de 45 graus e muitas outras posições, sempre no limite onde o carrinho não saia dos trilhos. O novo comercial de um automóvel da marca Hyundai foi todo gravado com o Slider e uma câmera fotográfica Canon EOS 5D Mark. A grande sacada do diretor do comercial foram os posicionamentos incomuns do slider. Fizeram um suporte de ventosas na base do Slider e colocaram o equipamento na frente do carro. Então temos a imagem do deslocamento do veículo e do deslocamento da câmera de um farol a outro. Sem falar que a mesma receita foi aplicada na lateral do carro, traseira e até na parte interna, onde a câmera sai de trás da cabeça do motorista e se posiciona no lado do carona.

Uma visão de cima do Slider. Movimentos perfeitos.

Trilhos extremamente leves e totalmente desmontáveis.

Embaixo do suporte dos trilhos o Slider possui 4 pés emborrachados com regulagem de altura, permitindo que o usuário ajuste e corrija eventuais desníveis no piso. Outro acessório útil é a trava de estabilização que não permite que o Slider torça e se desconfigure. Abaixo você poderá assistir a um pequeno vídeo do Slider Scorpion Poison Series em ação. Uma câmera fora do Slider mostra o equipamento trabalhando, a outra câmera no Slider mostra a cena gravada por ela. As conclusões finais ficam por sua conta.

ASSISTA AOS VÍDEOS E VEJA COMO FICAM AS IMAGENS



NOSSO SLIDER SCORPION EM AÇÃO!


NO VÍDEO ACIMA O SLIDER UTILIZADO NUMA PRODUÇÃO JAPONESA. DEMAIS.

O valor do Slider importado é de cerca de U$ 2.200, sem impostos. O nosso modêlo sai por R$ 1.000,00 que é facilmente diluido em apenas uma produção de VT. O retorno é rápido, fácil além de ser um grande diferencial para produtoras e videomakers independentes. E um incentivo a criar novos ângulos e posicionamentos de imagens que farão a concorrência ser irrelevante.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

DICAS PARA VÍDEOS CASEIROS


Quero escrever de um assunto que parece simples, mas que muita gente não sabe fazer direito. O tal do vídeo caseiro. É aquele tio que compra uma filmadora e sai pra filmar a viagem de férias, a família, o neto, e depois quer mostrar pra todo mundo. Normalmente o resultado é um filme que não acaba nunca, zoom aos montes e uma gravação sem pé nem cabeça. Espero que seja de grande ajuda.

Dicas Essenciais para Vídeos caseiros (Home videos)

Que tal impressionar seus amigos e familiares fazendo com que eles assistam do início ao fim ao registro de suas últimas férias? Vamos explorar a capacidade de sua câmera com uma sdicas simples e eficientes.

Sua gravação "balança mas não cai?"
Como os nossos olhos se movem muito rápido e como numa grande angular, eles cobrem uma área enorme em poucos segundos, o videomaker amador tende a movimentar a sua filmadora da mesma forma. Aí surge aquela filmagem desagradável que deixa a gente até tonto. O resultado parece uma gravação feita durante um terremoto.

Dica do Keko
Movimente sua filmadora de uma forma suave e linear, com muita calma enquanto você mantém seu corpo firme. Normalmente indico juntar os pés próximos um do outro, travar os cotovelos na cintura e fazer um movimento de panorâmica mexendo apenas a cintura. Se for caminhar, imagine que você tem um livro na cabeça e que não pode deixá-lo cair. Mantenha os passos bem baixos, assim a filmadora não vai gravar o balanço da caminhada.
A alça da filmadora foi feita para ser usada. Encaixe firmemente na mão. Normalmente essas cameras pequenas não sobrevivem a um tombo direto no chão.

Sua gravação tem muito "zooooom?"
Quem não tem intimidade com filmadoras mas se acha um Spielberg, quando aperta o REC, se transforma numa mistura de paparazzi com agente 007. Com zoom de 100x, é um tal de abrir e fechar a cena que o resultado final costuma provocar enjôos. Usar zoom é igual beber bebida alcoólica. Beba, mas com moderação.

Dica do Keko
O zoom deve ser usado apenas para enfatizar e destacar momentos importantes, detalhes, caso contrário se torna muito chato e algumas vezes irritante. Procure ajustar o zoom e se movimente ao mesmo tempo. Evite o zoom digital pois o mesmo, por ser muito alto, costuma granular a imagem e deixa a mesma com uma qualidade muito ruim. O zoom digital deve ser usado com a filmadora em tripé e em assuntos distantes que requerem, mais do que qualidade, um registro da imagem (flagrantes, etc).

Quando eu uso iluminação artificial?
Com uma filmadora que custa acima de uns 1000 reais, o novo proprietário pensa que ela irá fazer milagres e que vai "enxergar" qualquer buraco escuro. Apesar das filmadoras serem cada vez mais cheias de recursos, gravar com pouca luz significará uma imagem de baixa qualidade e de péssima definição. O mesmo vale para locais com excesso de luz.

Dica do Keko
Quando você for filmar dentro de casa ou em ambientes fechados, lembre-se sempre de acender as luzes e posicionar pessoas e objetos próximos a estas fontes de luz. Evite filmar contra a luz, contra o sol ou até mesmo com uma janela de fundo. Dessa maneira se verá apenas a silhueta das pessoas. Evite também colocá-las de frente para o sol ou com uma fonte forte de luz. Elas nem vão conseguir abrir os olhos direito. Uma dica é colocar seu objetivo a um ângulo de 45 graus em relação a fonte de luz para se ter um efeito mais suave e agradável.

A diferença da dose certa e do excesso
Gravar seu cunhado tomando banho pelado num rio no meio do mato é imperdível! O trajeto até você alcançá-lo, correndo com a filmadora ligada e sua respiração ofegante pode ser dispensada. O vídeo engraçado pode ter cenas hilárias, mas é fundamental uma dose de lógica, bom senso e bom gosto. Apesar do cunhado pagar o maior mico.

Dica do Keko
Procure o melhor ângulo para a cena antes mesmo de ligar a filmadora e evitar gravações desnecessárias. Saiba quando deve pausar para não virar aquele chato que fica gravando tudo sem parar. E se puder, edite seu filme. Corte os excessos, coloque uma trilha maneira e seja objetivo, sem delongas.

Super-dica do keko
O fundamental é sempre você ter em mente que qualquer gravação, por mais simples que seja, deve ter começo, meio e fim. Mesmo na história do cunhado no rio.

Sucesso em sua próxima gravação caseira!

Mesmo nas gravações mais tolas e descartáveis, princípios e técnicas básicas darão um "ar profissional" a brincadeira de filmar


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terça-feira, 27 de abril de 2010

SONY HVR Z7 - CONFIGURAÇÕES

Porte elegante, pegada ergonomica. Eficiência e opções em multimídia.

APRESENTAÇÃO
A filmadora Sony HVR Z7 é o primeiro modêlo da fábrica a produzir um equipamento com lente intercambiável, em que você pode retirá-la e colocar outra com recursos diferentes. A grande angular (VLC 308BMH) dá um wide digno de cinema. O preço da lente é salgado, mas pode-se fazer um vídeo todo aparentando imagem de película (iremos falar sobre isso mais a frente). As lentes da câmera fotográfica Sony, da linha Alpha são facilmente encaixadas e reconhecidas pela Z7, dando um poder de fogo imbatível desse modelo em relação as outras.


A Sony Z7 foi produzida para videomakers que possuem focos de trabalhos diferentes mas com necessidades em comum. É o meu caso em que trabalho com vídeo não importando o que seja (claro que assuntos tabús como algumas religiões e pornografia não me interessam - por dinheiro nenhum), então minha necessidade pede dinâmica para a gravação de um casamento até uma demanda corporativa em outro país, onde preciso de recursos avançados e de equipamento compacto para transporte. E é dessa forma que foi eleita a câmera de trabalho da produtora Memory Brasil. Boa pegada, bom equilíbrio de peso, sem falar nos recursos acessíveis nas pontas do dedo. A Z7 ainda tem 5 botões que poderão ser configurados para qualquer item do menu. No meu caso escolhi, em três, ajustes de foco manual, backlight e color bars. O LCD possui qualidade 4 vezes superior que sua antecessora, a Z1, facilitando e muito no ajuste de foco. O viewfinder, colorido, pode ser configurado para visualização em preto e branco. Na lateral a Z7 possui um botão de check-up que mostra todas as configurações que estão valendo naquele momento da gravação, o que é muito útil durante a produção de uma externa onde as configurações vão sendo alteradas de acordo com cada locação. A bateria usada é a mesma da Z1, Z5, V1 e PD170, uma sacada boa da Sony, assim quem faz upgrade de equipamento não precisa ficar investindo em novos modêlos de baterias. Outra inovação desta câmera é a dupla sapata de encaixe de acessórios, uma na frente e outra na extremidade traseira da alça. Ideal para quem usa iluminador portátil mas também necessita de fixar um microfone sem fio. No caso das antigas PD, o receptor do microfone tinha que ficar preso na alça de mão, estragando o material (de couro) devido a presilha de ferro.


De boa pegada, a Z7 incorpora vários botões de acesso rápido as configurações


Um novo design de anel de foco foi incorporado e que fornecem dois tipos de ajustes, manual e auto focus. Para trocá-los basta empurrar o anel para frente ou para trás. Aliás, uma reclamação comum aos usuários da Z7 é sobre o foco. Muitos dizem que ele é muito ruim, desfoca facilmente, etc. Uma informação totalmente errada. É um dos focos de câmera mais sensíveis que já conheci. Quando a câmera é nova ou a lente é retirada, deve-se fazer um ajuste automático de lentes junto com um cartão de gabarito que acompanha o modelo. Depois desse ajuste a câmera confere a cena um ajuste de foco muito rápido e preciso, a tal ponto de, se estiver no automático e o cinegrafista estiver filmando um casal, ao deslocar a câmera de uma pessoa para a outra, ela imediatamente reconhece a profundidade de campo entre as duas pessoas e busca o foco de fundo, causando aquelas desfocagens indesejadas. Por isso é importante presetar um dos botões laterais para ajuste manual, assim nestes momentos basta aplicar o foco manual que estará tudo resolvido.
Tabela de teste para ajuste de comprimento focal. Imprima no tamanho A4.


AJUSTANDO O FOCO DA Z7
1. Coloque o filtro ND em 1 para ajustar o brilho de modo que o nível apropriado do vídeo seja obtido.


2. Coloque a tabela de teste do ajuste de comprimento focal Flange (da foto acima) a cerca de 2-3 metros de distancia na frente da camera (Utilize uma mesa comprida). Use o zoom da camera para centralizar a tabela na tela. A tabela tem que estar toda enquadrada na tela da sua filmadora.


3. Coloque a chave Zoom em servo (aquele botão em baixo da lente e da camera).


4. Selecione [AUTO AJUSTE] em [FLANGE BAK] no menú (vá em camera set. Está lá).


5. Selecione [YES] com o dial SEL/PUSH EXEC (o botão fica em baixo do lado esquerdo da camera).


O ajuste do comprimento de foco se inicia e a palavra [EXECUTING] aparece na tela. A camera começa a se programar sozinha. Não mexa em nada! Quando terminar, ela mostra a informação [COMPLETED] na tela. Caso o ajuste falhar [COULD NOT ADJUST] aparecerá na tela. Tente ajustar novamente.


Pronto. Sua câmera estará ajustada à lente perfeitamente. Caso for trocar ou tirar a lente, novo ajuste deve ser feito.


Cartão CF Kingstone. 16Gb e 32GB são o ideal para a Z7


Não adianta, o cartão CF é ainda o melhor custo-benefício. São baratos, de alto desempenho e confiabilidade. Em DV a câmera gera arquivos na extensão avi e em HDV em m2t. E a vantagem é o acesso a leitores de cartões baratos. Eu comprei um leitor "chinguilim" por 40 reais e em menos de 16 minutos 2h20m de imagens foram transferidas para o PC. A capacidade ideal de tamanho de CF são os de 16Gb. Cabem 1h12m de imagens. Os de 32Gb são ideais para longas gravações contínuas, tipo shows ou palestras. Eu utilizo deste tamanho na câmera que fica instalada na grua, assim a autonomia de gravação é maior e não requer que se baixe a grua para a troca.


Mas nem tudo são flores. Ao mesmo tempo que a tecnologia de gravação em cartão é a oitava maravilha do mundo, entre dar tudo certo e se perder tudo existe uma distância micrométrica. Explico: Ao se gravar com cartão jamais você deve deixar a carga da bateria terminar e desligar a câmera de repente. isso pode ser fatal para o cartão que, corrompido, simplesmente se perderá todo o conteúdo. Ao aparecer o aviso de bateria fraca, desligue imediatamente a câmera e troque a bateria. Outro problema surgiu comigo. Sempre usei umas baterias genéricas que foram feitas para a linha Sony. Elas rendem incríveis 8 horas de uso contínuo de gravação e nunca me deram problemas pois eu as usava nas minhas antigas PD170. Mas já é a segunda vez que no disparar de um flash de fotografia (ou uma pura coincidência) um aviso no LCD surge informando que a bateria usada não é original e em seguida a câmera é desligada. Graças a Deus nas duas vezes eu estava usando fita, assim foi só religá-la (com a mesma bateria genérica) e prosseguir a gravação normalmente. Dá pra entender?


A Unidade de Gravação de Memória CF acompanha o kit básico da Sony Z7


RECURSOS ESPECIAIS PARA SUAS FILMAGENS
A Sony HVR Z7 tem alguns recursos interessantes que podem dar um grande diferencial a sua produção.


1. Atalhos - No corpo lateral existem botões que podem ser configurados a seu gosto. Minha sugestão, conforme já mencionei, é usar o back light no 1, acesso rápido ao foco manual no 2 e aplicação de collor bars no botão 3. O caminho é:
menu_others_assign btn


2. Efeito Smoth slow rec - Possibilita a gravação em slow motion de uma forma precisa e detalhada de cena. A duração em real time varia de 3, 6 e 12 segundos. A imagem é gravada na memória interna da câmera (é isso mesmo. A Z7 tem um mini-HD) que depois de processada é gravada no cartão ou fita. Quanto maior o tempo de processamento, menor é a qualidade de imagem. Sugiro que use sempre 3 segundos. O resultado são belíssimas tomadas de slow motion onde o que vale é a criatividade. O caminho é:
menu_camera set_smoth slow rec_3sec_6sec_12sc

3. Ajuste da temperatura de cor - Aqui você pode definir o ajuste de temperatura de acordo com sua produção. Cenas mais quentes para tomadas de início de dia e cenas frias para entardecer.



O caminho é:
menu_camera set_wb temp set


4. Intervalos de gravação - Esse é o meu favorito, um recurso fantástico para cenas em que se deseja mostrar longas transformações em poucos segundos, tais como movimento do céu e núvens, obras e estruturas sendo montadas ou desmontadas, pôr-do-sol, etc. Você programa de quanto em quanto tempo você quer que a cena seja gravada e a câmera faz tudo sozinha. Liga, grava (ex: 3 segundos), pausa e desliga (stand-by de 1 minutos) e volta a fazer tudo denovo. O caminho é:


menu_camera set_interval rec_30segundos/1minutos/5minutos/10minutos


5. Perfil de fotografia (profile picture PP) - São duas opções de ajustes pessoais (PP1 e PP2) e três pré-ajustados (PP3, PP4 e PP5). Com esses recursos você consegue ter imagens que imitam a película de cinema, ou tons mais coloridos, mais frios, ou mesmo de um ajuste pessoal seu. Os presets Cinematone simulam imagem de cinema com alto contraste, alteração de temperatura de cor, gamma, etc. Este recurso é extraordinário para videomakers que pretendem produzir curtas e filmes, pois o resultado final é muito atraente.


O ITU709 são valores de parâmetros para os padrões HDTV para produção de vídeos com intercâmbio de programas internacionais.


Nos ajustes pessoais PP1 e PP2 você pode mexer a gosto. deste a temperatura de cor, gamma, branco, preto, tom de pele, etc. Existem algumas produtoras que definem um padrão pessoal e utilizam somente aquele, assim ficam com um tom de imagem personalizados para suas produções. O Botão de acesso fca na lateral esquerda traseira da câmera, abaixo da logo HDV. Para maiores informações e ajustes de PP, acesse nosso tópico: http://kekosinclair.blogspot.com/2010/10/tirando-ruidos-da-sony-z7.html


O caminho é:
Profile Picture (botão na câmera)_PP1_settings


6. extração de cor (Color extract) - Outro recurso interessante é esse que a Z7 trás com enorme facilidade. Basta você apontar, por exemplo, para as rosas vermelhas do buquê da noiva. Presetar a câmera e a partir daquele momento ela só gravará as cores vermelhas do buquê. Todas as outras cores da cena ficarão em preto e branco. O mesmo se fizer com uma cor amarela, por exemplo, e for filmar o trânsito. Somente os carros que forem amarelos aparecerào com a cor. Todo o restante das cenas ficarào em preto e branco. Aí vale a criatividade.


O caminho é:
Profile Picture (botão na câmera)_PP1_settings_collor corretc_color extract (aponte p/a cor)_OK




CONFIGURAÇÕES DO MÓDULO DE GRAVAÇÃO


MENU >
SETTING >
CAMLINK SEL >
SYNCHRO.


Configuração na câmera

MENU >
IN/OUT REC >
EXT REC CTRL >
REC CTL MODE >
SYNCHRONOUS.


Pronto. Desta forma você grava tanto na fita quanto no cartão, só na fita, só no cartão.

No LCD ficará piscando quando não tiver fita. Caso esse ícone piscando lhe incomode, você pode desligar. Porém se for tirar, saiba que a gravação em fita fica desabilitada. Quando resolver gravar com fita, terá que lembrar o passo a passo no menu e ativá-la novamente.

Vá em



CTL MODE -> 
EXT ONLY. 


Você está informando a camera que quer que ela grave apenas no gravador externo de CF.


CONCLUSÃO
Saiba que raramente alguém domina 100% os recursos de um equipamento e que, necessariamente, você não precisa dominá-los. Os cinegrafistas mais renomados precisam apenas de um botão de REC para apertar e um anel de foco para girar. O importante é buscar em cada cena a sua própria essência, que é criada e maturada pelo seu modo de ver a vida, o que você lê, pratica, conhece e se espelha. Esse é o diferencial de cada um, ou o Parnassah (hebraico) que é aquele dom especial que Deus te dá e que ninguém te tira. Até que tentam copiar, mas sempre serão "chinguelingues"


Espero que tenha gostado. Um abraço a todos!


VT totalmente produzido com a filmadora Sony HVR-Z7 pela Memory Brasil


TODAS AS MATÉRIAS, ASSUNTOS, TEXTOS E FOTOS SÃO DE AUTORIA E PROPRIEDADE DE KEKO SINCLAIR. VOCÊ PODE COPIAR PARTE OU TODO UM CONTEÚDO MANTENDO SEMPRE A FONTE DE CITAÇÃO DO AUTOR E DO SITE.


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