MATÉRIAS

domingo, 11 de abril de 2010

COMO PRODUZIR DOCUMENTÁRIO


Imagens de alguns trabalhos que realizei. Na foto, eu, cobrindo um evento na Inglaterra.
COMO COBRAR A PRODUÇÃO DE UM VÍDEO?
Geralmente essa é a primeira pergunta que o cliente faz ao solicitar um orçamento. Ele só pensou em ter um vídeo, mas não sabe como fazer. Mas quer saber o preço! Toda produção de vídeo envolve vários fatores e não existe uma tabela pronta. Algumas produtoras estabelecem um "pacote" que podem variar de R$ 800 a R$ 2.000 por minuto finalizado. Mas o ideal é uma conversa pessoal com o cliente para conhecer suas necessidades e vendermos a solução.
Algumas perguntas devem ser feitas. Por exemplo: Qual o tamanho da empresa? As locações serão nela ou também haverá externas? Haverá viagens? Terá apresentador, narrador, uso de atores, direção de cena, tomadas aéreas?

APESAR DE NÃO SER COMUM, O USO DA CLAQUETE FACILITA E MUITO NA PRODUÇÃO



COMO DETERMINAR O PREÇO FINAL DO VIDEO
Faça um briefing com um menú de opções para o seu cliente, sempre lembrando que o expertise é seu, não dele. Tenha sempre um bom redator para a criação do roteiro pois deixar isso por conta do cliente pode ser prejudicial a produção. Examine qual o público que o cliente deseja falar. Se for um vídeo de treinamento, normalmente não há limites de tempo, mas se for uma apresentação da empresa para prospecção de novos clientes, a duração normal deverá ser entre 4 e 7 minutos, tempo suficiente para o espectador não se dispersar e perder o interesse em assistir até o fim.
Algumas produtoras oferecem vários formatos de vídeo (DV, HDV, FullFrame, CineDigital) mas sugiro que faça do formato que você possa atender. Com excessão a exibição em canais de TV onde deve-se saber qual finalização é exigida. E jamais produza com mídias mortas, tipo S-Video. Parece engraçado, mas tem gente que ainda filma desse jeito.


O USO DE EQUIPAMENTOS ESPECIAIS INFLUENCIA NO CUSTO FINAL DA PRODUÇÃO. NA FOTO MEU FILHO ALEXANDRE

Haverá computação gráfica? lembre-se que este item impacta diretamente no custo final do vídeo, já que muitas vezes essa é uma produção feita por profissionais especializados e normalmente as produtoras terceirizam essas parte. Dependendo do grau de complexidade, uma CG pode custar de R$ 40 a R$ 500 o segundo. Sem exageros.
Estude seu cliente. Conheça o seu perfil. Muitas vezes um jovem empresário gosta de uma produção dinâmica e um de mais idade uma sequencia mais arrastada. Lembro uma vez que fui produzir um vídeo para uma funerária. O cliente queria 40 minutos de víddeo e nada tirava esse tempo da cabeça dele. Com se tratava de um senhor de mais de 70 anos de idade e fundador da empresa, achjava que entendia do negócio dele e do meu. Queria cenas longas do seu produto, caixões de todos os tipos e modelos, mostrar pausadamente o interior acolchoado dos mesmos, sua frota de Chrysler cor preta com o nome da funerária na porta. Mas o que mais me chamou a atenção era a sua exigência de mostrar seu cliente. O morto mesmo. Sendo vestido e maquiado com todo o carinho e dedicação, a colocação do corpo dentro do caixão e por aí vai. Ele iria instalar monitores e rodar esse vídeo dentro do seu ônibus que levaria a família para o cemitério. Lembro que fui visitar os bastidores da funerária e vi o "cliente" sendo vestido e maquiado. Como tinha feito autopsia, seu crânio foi aberto e parecia uma tampa de panela. Preferí não fechar esse vídeo.
Prazos de entrega urgênte também tem um custo maior pois demandam de menor tempo, maior planejamento e agendamento super ajustado da produção.
Uso de atores, apresentadores e narração em outros idiomas também oneram no valor final da produção. Geralmente esses itens são contratados pela produtora e somados ao produto final.
Custos de traslado, hospedagem e alimentação devem ser calculados se a locação acontecer numa distância maior de 50 km da produtora e o ideal é que isso faça parte do custo da produtora e não de responsabilidade do cliente pois o mesmo pode falhar com questões de horários, tipo de veículo, etc.
A complexidade do roteiro a ser produzido deve ser avaliado nos mínimos detalhes pois a soma de todas as informações contidas nele pode ser onerosa, trabalhosa e significar horas de produção. É o caso do roteiro contemplar o uso de crianças ou animais, depender de uma condição climática específica, por do sol e coisas desse tipo.
Um projeto desorganizado pode custar muitas vezes o dobro do que um bem mensurado e planejado. Mesmo simples roteiros podem demandar custos elevados se não forem bem equacionados. A organização é fundamental para se economizar dinheiro e dar um bom retorno ao seu cliente.

COMO FAZER PARA CLIENTES ORÇAREM COM SUA PRODUTORA?
Os canais de divulgação de um negócio nunca foram tão acessíveis quanto são hoje em dia. Sem gastar praticamente nada você pode aparecer para seu cliente. Um portfolio bem apresentado num canal do Youtube, por exemplo, pode alavancar seus negócios de uma forma impressionante. Claro que para isso você deve ter credenciais e bons atributos para apresentar. Uso de sites gratuitos, blogues e até o Orkut são ferramentas poderosas se forem bem administradas.

ALTERAÇÃO NOS CUSTOS DE PRODUÇÃO
A transparência em toda negociação é o melhor caminho para se seguir. Muitas vezes, depois do orçamento fechado e a produção em andamento, alguns custos podem aumentar no decorrer do projeto. Mostre para seu cliente que 2+2 = 4 e não 1 ou 5. Alguns concorrentes colocam seus preços lá em baixo e vão subindo aos poucos só para pegarem o serviço. Além de anti-ético, é desonesto. Combine por escrito toda negociação, como preços, prazos de entrega, formas de pagamento e outros fatores que posam influir no acerto final.

COMO COMEÇO A PRODUÇÃO?
Podemos dizer que a produção possui tres etapas: a pré-produção (reunião com o cliente, visitas técnicas, produção do roteiro), a produção (gravação das cenas) e a pós-produção (edição das imagens e finalização do vídeo). Os detalhes fazem a grande diferença, portanto, olho neles. Um roteiro bem produzido e acompanhado pelo cliente evitará que no meio do percurso algo falte e se tenha que mexer no material. Assim que tudo estiver bem afinado e aprovado, aí vem a melhor parte, pelo menos para mim: Luz, camêra e ação!

Assista a uma produção nossa feita para uma empresa de laticínios

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SUPORTE DE OMBRO PARA HANDYCAM

Vamos apresentar pra você um passo-a-passo de nosso suporte de ombro para handycams e pocket cams.




A lista de material está aí. A unica coisa que ficarei devendo é o parafuso com cabeça plástica para prender a filmadora. Achei no mercado apenas o parafuso comum. Mas isso não é problema. Também repare que utilizei a furação de fábrica do suporte de calha. No ferro de 25 cm fiz dois furos em uma ponta e dois em outra, usando o próprio gabarito do suporte de calha.



Lista
01 Suporte de fero para calha de telhado
01 ferro 25cm x 1cm para extensão
01 tampão de PVC
01 pedaço 12 cm cano PVC (que encaixa dentro do tampão)
01 manopla de gidão de bicicleta
01 tira de E.V.A. para acabamento
01 Tubo de cola branca ou cola de sapateiro
02 Parafusos com arruelas e porcas (para fixar extensão na calha)
01 estilete
04 pregadores de roupa
01 Spray tinta preto fosco
01 parafuso de 1 cm (de preferencia com cabeça borboleta) para fixar a câmera


Corri pra casa de meu velho onde o espaço é o grande atrativo. Claro, sem falar na presença dele, de minha mãe e daquele café especial. Forrei o piso com jornal pois esta é nossa primeira etapa da montagem: A pintura com spray preto fosco.

Pintei o suporte menor e o tampão de PVC que ficará junto com a manopla de bicicleta. Como a manopla é preta e o tampão é marrom, achei por bem deixar tudo pretinho.

O suporte de calha de chuva foi pendurado por um arame e recebeu uma camada de tinta. Essa tinta seca em alguns minutos e já fica pronta para o manuseio.

Material pintado, tudo selecionado e colocado na bancada. A partir de agora é rapidinho.

Com cola branca eu fixo uma tira de E.V.A., que pode ser um pedaço de PVC ou de borracha. É apenas um detalhe de acabamento na parte que ficará em contato com seu ombro.

Aí está a tira de E.V.A. Basta um pedacinho. Peguei nos retalhos da loja que vende. Literalmente fucei o lixo (rs), afinal é sobra mesmo e ninguém me viu chafurdando as rebarbas.

passei a cola e prendi por 5 minutos com pregador de roupas. Cola rapidinho e não solta mais.

Aqui eu passo o estilete para retirar a rebarba da E.V.A. e o acabamento ficar certinho no ombro. Tem que ficar bonito.

Eis aí o tampão de PVC. Era marrom e agora ficou preto. É aparafusado com força para não sair mais e receber as demais peças de encaixe de nosso projeto. Não se esqueça que lá na lista de materiais o nosso tampão tem um furo em cima para passar o parafuso.

Aquele pedaço de cano de PVC é encaixado aqui. Basta 12 cm. Eu consegui um pedaço do tubo que é usado para instalação elétrica. Esse eu ganhei, não precisei mexer no lixo dos outros.

Cano encaixado no tampão. Agora encaixamos a manopla de guidão de bicicleta no cano. Entra justinho e certinho. Note no detalhe como o tampão pintado de preto dá uma outra cara no suporte. Afinal "nóis é pobre mas é limpinho".

Encaixe perfeito. Não precisa de cola. E a pegada fica bem ergonomica para as mãos.

Agora vamos fixar a parte menor do ferro ao suporte da calha de chuva. Dois parafusos, duas arruelas, duas porcas. Nada mais!

Pronto. Apertado e fixo no lugar. Note que tem um pouquinho de tinta molhada no ferro. É a pressa de montar o projeto e apresentar a você.

Finalmente está montado e com uma aparência decente. Não tem cara daquelas gambiarras que volta e meia vemos na internet. Se você quiser melhorar, depois de pronto pode revestir o restante do ferro com E.V.A., inclusive sobrepondo por sobre os parafusos.

Olha que bacana. Se ajusta perfeitamente ao ombro, é confortável e discreto. Testei numa handycam, numa câmera fotográfica e na Pocket cam (aquela da minha primeira matéria do blog). A estabilização da imagem fica perfeita, livre das vibrações normais causadas pela pegada direta com as mãos. Se quiser dar um up-grade, pode-se colocar mais uma manopla junto com um ferro na horizontal do suporte. Assim você usará as duas mãos. Eu prefiro com uma só. Agora é só colocar sua câmera no suporte, jogar nos ombros e usar sem moderação.

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COMO PRODUZIR UM SHOW

Atendendo a pedidos coloco aqui um pouco de minha experiência e conhecimento a respeito de produção de show. Já fiz de tudo: diretor de show, operador de câmera, operador de grua, coordenador, assistente de palco, etc.

Apresento um pequeno "beabá" de uma estrutura de gravação e um cronograma de como começar um processo a partir da aprovação e fechamento de um orçamento. Me preocupei em montar todo esse croquí para que você possa entender cada etapa e depois montar seu planejamento, mapa de palco, quer seja com 2 câmeras ou 20. Não importa.

Durante o show que fiz de Loalwa Brás utilizei 4 câmeras com takes definidos
Nesta minha estrutura montada para sua avaliação estou colocando a cobertura com 5 câmeras, que estão dispostas da seguinte forma:

01 Câmera na Grua
03 Câmeras no Tripés
01 Câmera no Ombro


A grua foi posicionada na área vip que estava fechada para o público
Primeiramente você deve ir ao local e fazer uma avaliação de posição de palco, público e equipamentos. Eu sempre gosto de discutir com o pessoal da banda o posicionamento de PA, instrumentos, vocais, a fim de adequar minha equipe dentro da estrutura deles. A partir deste diálogo já tenho como montar um mapa de palco (aqui numa montagem em 2D para facilitar minha explanação) de todo o posicionamento da estrutura de palco da banda.


MAPA DE PALCO. FUNDAMENTAL PARA O COMEÇO DO PLANEJAMENTO DE UM SHOW

Próximo passo: Monto um plano de vista superior (aqui também caprichado - normalmente rascunho na caneta mesmo) para começar a definir, a partir do número de câmeras, onde cada uma estará situada e o que cada uma cobrirá. Jamais coloque seus cinegrafistas para filmar a esmo, cada um do jeito que achar melhor. Isso deixará a produção totalmente desorganizada, a edição complicada e a pós produção do DVD poderá sofrer danos irreparáveis.



PLANO DE VISTA SUPERIOR PARA DEFINIR POSICIONAMENTO DE CÂMERA

Nesta fase do croquí, já defini posicionamento das câmeras e quem filma o quê. Na figura abaixo coloquei cores para identificar mais facilmente o plano de cobertura das câmeras. Minha decisão não é definitiva. Troco idéia com a equipe para ouvir o comentário de cada um. Isso é importante já que cada um tem uma forma muito pessoal de trabalhar e a gravação de um show deve ser vista, mais do que um trabalho, como um prazer, uma curtição.

Nossa banda "virtual" deste projeto conta com 8 integrantes. Cavaquinho, baterista, 3 backing vocals e os líderes e destaque do grupo que ficam posicionados em frente a banda, o baixista, o vocalista (que também é tecladista) e o percussionista.



AMARELA - CÂMERA FRONTAL-CENTRO COBRE APENAS O VOCALISTA
AZUL - CÂMERA FRONTAL-ESQUERDA COBRE APENAS BAIXO E CAVAQUINHO
VERMELHO - CÂMERA FRONTAL-DIREITA COBRE APENAS PERCUSSÃO E BACKING VOCALS
VERDE - CÂMERA DE PALCO, NO OMBRO, QUE COBRE FUNDO DE PALCO E EVENTUALMENTE O PÚBLICO
LILÁS - GRUA, QUE COBRE TODOS OS INTEGRANTES E AINDA SE MOVIMENTA POR SOBRE O PÚBLICO

Como antes do "ao vivo" faremos uma gravação sem público, deixei apenas uma câmera para acompanhar o vocalista. Mas você pode optar por deixar as laterais também incumbidas de pegar alguns takes do lider da banda. Basta que isso seja devidamente programado para não ficar partes do palco descoberto.

DICAS ÚTEIS
Antes de definir o posicionamento, analise o local e veja se há espaço para circulação dos câmeras e se eles podem ficar escondidos das outras câmeras. Só espaço não significa nada. Analise fios, cabos e iluminação que ocupam estes espaços e que podem se tornar uma armadilha durante a gravação. Se precisar, mude todo o organograma para adequação da configuração final do palco.

Faça uma reunião com todos os envolvidos. Se tiver fazendo o uso de inter-comunicador, seja prático e objetivo. Não fique falando demais pois isso só atrapalha a equipe. caso não tenha comunicação entre os câmeras, quem faz e grava o quê deverá ser uma regra a ser seguida. Nestes casos costumo deixar apenas a grua com pouco mais de liberdade, afinal ela é detalhe e não tomada principal.
Neste show sertanejo, toda a equipe estava com intercomunicador
Vai começar uma música. Todos ficam à postos em seu alvo. A câmera frontal-centro deve sempre começar com a cena aberta, de ponta a ponta do palco, imóvel durante a introdução. Quando o vocalista começar a cantar, aí sim, a cena é fechada em direção a ele e permanece assim. Só vai abrir a cena novamente quando a música acaba. Esta câmera será seu suporte na edição, já que as outras, fechadas em meio-plano ou close, podem gravar aquela "relaxada" do músico que sempre se abaixa, olha de lado, lambe os lábios, etc....que é comum ao encerrar a música. estas imagens devem ser excluídas na edição.

Ao começar o show, aperte o REC de todas as câmeras e não desligue mais. Será funda,mental para o sincronismo de áudio e vídeo durante a edição.

Evite posicionar uma câmera de frente para outra. Não tem coisa mais feia do que um cinegrafista filmar o outro e ficar aparecendo no show. Isso dá ar de amadorismo e nossa busca de perfeição é exatamente nenhuma câmera aparecer. Importante é que a equipe esteja toda de roupa preta e, preferencialmente, sem marca da produtora com tamanho grande que fique chamando a atenção. O destaque no palco é a banda.

Nesta foto eu estou fazendo a câmera de palco e planos do público
Caso você vá cobrir o show com 1 ou 2 câmeras, estude antecipadamente cada posicionamento da equipe, cada música pra saber quem vai cantar e tocar e procure ser o mais perfeito possível. Menos câmera há maior risco de não se ter a imagem certa para cobrir buracos ou imperfeições nas tomadas. Neste caso explore a gravação sem público, gravando a mesma música mais de uma vez.

Show preparado para gravação requer uma iluminação de palco diferente. Deve-se solicitar mini-bruts posicionados para o público, o palco deverá receber uma luz branda e fixa durante todo o show além das temáticas, de cores e movimentos, não ter momentos de blecaute nem canhão-perseguidor (haja íris para se ajustar nestes momentos!). Lembre-se que em shows não se usa iluminação por sobre as câmeras.

Uma coisa comum nos grandes centros e incomum em outras localidades é a contratação de empresa especializada em gravação de som direto. Este não é um trabalho de quem capta imagens. O contratante deverá saber que são trabalhos distintos e fundamentais para um resultado final perfeito. Som captado por câmeras servem apenas como guia para colocação posterior da trilha sonora. Em diversas cidades do Brasil existem empresas exclusivas para a gravação de áudio de show, muitas delas entregando a produtora já em 5.1 canais para serem inseridas no DVD.

Mais importante do que o registro do show ao vivo, é a gravação da banda sem público. São estas imagens que mostrarão o detalhe de cada músico e instrumento. E que serão fundamentais para a pós-produção final do seu trabalho. Neste caso, a banda deve se colocar no palco e tentar manter um clima de "ao vivo" sem público e fans. Coloque seus cinegrafistas sobre o palco e defina quem vai gravar quem. estas cenas serão quase que todas em planos fechados e close-ups, já que não devem demonstrar que não há público. Grave fechado mesmo. Durante cada música, permita que cada cinegrafista crie, se movimentando, gravando tomadas do alto, de baixo, detalhes de cordas, teclados, etc. Cuide para que o baterista tenha uma câmera exclusiva, fixa em um tripé alto, imóvel. Estas imagens serão fundamentais para início e final de música na edição.

Durante so shows ao vivo em que dirijo ou sou dirigido, deixamos claro durante a divulgação e ao público presente, que é uma gravação para DVD. Isso permite que os músicos parem o show para começar novamente uma música caso algo saia errado. Nas fotos abaixo que postei uma de nossas produções, eu, como cinegrafista (câmera frontal-esquerda) tive a liberdade e autonomia de parar o show por duas vezes para troca de fitas da minha câmera e da grua. A banda parou várias vezes pois começavam a música com erros, esqueciam a letra, deu microfonia e em alguns momentos o cantor chamava as pessoas que estavam no show para se aproximar do palco, pois criavam-se buracos de público....
O público entende, pois trata-se de um show para gravação de DVD!

Nessa sequencia de fotos e já colocando em prática as minhas dicas, tente analisar e fazer um planejamento de show com mapa de palco e croquí de câmeras como se este show fosse seu. Neste local (Adega Eventos) onde gravamos o show da dupla Higino & Gabriel não havia espaço nenhum para o cinegrafista ficar em cima do palco. Trabalhamos na área do público.



UM LEVE ENSAIO PARA DEFINIRMOS O POSICIONAMENTO DE CADA UM

PREPARANDO A GRUA PARA A GRAVAÇÃO SEM PÚBLICO. FICOU SOBRE O BATERISTA

AQUI A EQUIPE TODA EM CIMA DO PALCO GRAVANDO DETALHES QUE SERÃO FUNDAMENTAIS NA PÓS-PRODUÇÃO

UM CINEGRAFISTA (PRIMEIRO PLANO) ESPECIALMENTE PARA A GRAVAÇÃO DE MAKING OF

UM ÂNGULO MAIS LATERAL PARA UMA ANÁLISE MAIS CRÍTICA DO CENÁRIO

FINALMENTE O SHOW ACONTECENDO COM A CASA LOTADA E TODA EQUIPE POSICIONADA DE ACORDO COM O MAPA DE PALCO E POSICIONAMENTO DE CÂMERAS PRÉ-DEFINIDOS. NA IMAGEM APARECEM A GRUA E A CÂMERA QUE EU ESTAVA OPERANDO. UTILIZAMOS AS CÂMERAS TODAS IGUAIS, DA SONY, HVR Z7, COM REGISTRO EM FITA. TOTAL DE 10 HORAS DE IMAGEM PARA UM SHOW DE APENAS 1H20 DE DURAÇÃO.

Show da Banda Clube Big Beatles realizado em Liverpool, Uk e dirigido por mim. Foi apenas uma edição-guia para sincronizar o áudio final na pós produção.


Agradeço ao diretor do show, Augusto da Invicta, por nossa contratação no registro deste DVD e pela autorização da publicação das fotos em meu blog. Muito obrigado.
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

FAÇA UM MINI STEADI

Este projeto não é nada complicado. Basta achar as peças certas, adaptar outras, ser caprichoso e começar a montar este sistema simples porém de um enriquecimento valioso nas imagens.


Anote os materiais: 02 parafusos longos (10 cm) para montar o contra-peso, 02 porcas tipo borboletas que devem ser encaixadas aos parafusos longos, parafusos e porcas para fixar eixo central e câmera, arruelas de 4 tamanhos que serão usadas em vários locais, 01 rodinha de patins, 1 metro de tubo de alumínio preto desses usados para colocar cortina de argolas, uma manopla de guidão de bicicleta, chapa acrílica ou de alumínio para a base do contra-peso, chapa acrílica com chapa PVC para a base de apoio da câmera, 01 disco tipo argola que vai circular a roda do patins e vai se transformar em gimbal. A base de baixo que fixa o eixo central ao contra-peso pode ser usada do mesmo tipo que sustenta ventilador de teto.

O mais importante é que você poderá observar as fotos e procurar materiais que substituam os utilizados aqui. O eixo central pode ficar de 50 a 60 cm de tamanho e a empunhadeira onde será encaixada a manopla em torno de 20 cm. Uma informação importante é que no caso do gimbal da foto (a peça que contém a roda e empunhadeira) a mesma foi comprada pronta em um site americano. Depois de montada as peças, você poderá pintar de preto alguns detalhes para ficar com cara de profissional.

Este modelo foi criado para usar com câmeras pequenas, máquinas fotográficas e pocket cams. Depois de completamente montado e colocada a câmera em cima do Mini Steadicam, agora terá que balancear o sistema.

Deixe as arruelas de contra-peso um pouco frouxas. Com a mão direita segure na manopla e ergua o sistema. A posição de pêndulo tem que se manter em linha reta. caso a câmera penda para um dos lados, você acertará as arruelas de contra-peso para o lado oposto, procurando o equilíbrio central. Caso seja necessário, inclua mais arruelas. Depois de tudo equilibrado, faça uns testes dando umas voltas com o mini steadi.

Importante: segure o mini steadi com o braço como se fosse cumprimentar alguém, onde o cotovelo não toque em nenhuma parte de seu corpo. Essa sustentação do braço que cria o equilíbrio perfeito para lindas tomadas de cenas.


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A IMAGEM QUE NÃO FIZ


Era o dia 31 de agosto de 1997. Tinha acabado de sair de Liverpool na Inglaterra após a gravação do Festival BeatleWeek, o maior evento Beatles do mundo que acompanho até hoje. Cheguei em Paris no dia 30 para um merecido descanso e aproveitei para conhecer a Disney Paris. Meu hotel ficava exatamente ao lado de uma ponte chamada D'Alma e eu estava indo trocar de roupa pois passava o tempo todo "batendo perna". De repente um corre-corre alucinante de todos na rua, como se alguém previsse um atentado. Na verdade eu havia escutado um ruído, tipo explosão com vidros num som bem abafado. Eu estava com minha câmera debaixo do braço (minha saudosa Panasonic AG-456) e, como por impulso, corri pra lá também. Como não domino o francês, entendia alguma coisa da pronúncia "tragédie" com o nome "Lady Diana". Chegando na boca do túnel, pessoas se aglomerando, saquei a câmera no ombro e já me preparava para ligá-la quando fui cercado por alguns policiais franceses que disseram alguma coisa parecida com "não registre". E aquela tradicional e decisiva apontada de dedo pra sua cara dizendo, sem emitir som nenhum....."nem tente....".

Como não tinha credenciais de jornalista muito menos visto de trabalho, apenas de turista, preferi não arriscar e coloquei a câmera em baixo do braço, atento apenas para a movimentação de pessoas, policiais e um número cada vez maior de jornalistas, filmando e fotografando a esmo. E ser preso em outro país iria simplesmente estragar meu belo passeio. Naquele momento liguei para meu pai, no Brasil, contando a notícia em primeira mão. Logo mais ele teria a confirmação pelo Jornal Nacional do trágico acidente que matou a Princesa Lady Di e seu namorado. Ironia do destino, menos de duas semanas antes eu havia conhecido a Harrod's, a maior loja de departamentos do mundo, que fica em Londres e na qual o dono era o pai de Dodi. Paris estava agitadíssima pois Michael Jackson e Madonna estavam perambulando pela cidade das luzes.

Não foi daquela vez, afinal todo cinegrafista que extende suas passadas a outros continentes, sempre fica a busca de um flagrante excepcional que possa lhe render, além de notoriedade mundial (humildemente falando...rs), uma grana razoável pela imagem inédita. Mas o destino me informou que não era pra ser daquela vez. Por enquanto, só me sobrou essa história, da imagem que não fiz.



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SONY HXR-NX5U - EXCLUSIVO


Fui conhecer pessoalmente o modelo para postar as primeiras impressões da NX5 pro BLOG

Novos detalhes foram incorporados no corpo da NX5


A Câmera HXR-NX5U da Sony é uma nova categoria de filmadoras criada pela empresa com memória e sem o uso de fita, permitindo uma qualidade sem precedentes em cartões de estado sólido. Utilizando o formato AVCHD (ou Codec Avançado de Vídeo de Alta Definição disponibilizado pela Sony e pela Panasonic), esta câmera oferece gravação de longa duração com slots duplos de cartões. Ela grava em Full HD (1920 x 1080), pesa uns 2,5kg (um pouco pesada para câmera handheld) e é bem parecida com a Sony Z5, com pequenas diferenças, sendo mais larga, mais alta porém mais curta.


Fiz um "Teste Motion" do modêlo e fiquei impressionado com cada detalhe


A lente Grande Angular "G" tem três sensores CMOS Exmor com matriz ClearVid. Basicamente a mesma presente na Z5. E aproveitando a grande sacada que a Sony fez com a HD1000, a tela LCD é touch screen. Porém com a opção de se acessar muitos recursos por botões integrados ao corpo da câmera.

Todos os controles ao alcance das mãos


Um dado importante é que ao adquirí-la, você deve esquecer o passado. Não há escolha de HDV, DV, DVCAM, não há saída fireware para captura, pois ela é toda baseada em processamento de dados e não em gravação de imagem propriamente dita. Até GPS foi inserido em seu sistema, dessa maneira nas propriedades do clipe gerado ela colocará as informações de número do take, data, hora e local da gravação - tudo baseado em rastreamento de satélite. Outro destaque é o áudio, onde você poderá optar em gravar pelos tradicionais canais stereo ou Dolby Digital Stereo.

Leve, prática e de boa pegada



Outra coisa muito importante. Você trabalha com vídeo social? Então ela não é ideal. Seu custo/benefício neste caso fica muito alto em comparação a renda obtida em filmagens de casamentos, aniversários e afins. Além do investimento na ilha, você terá um alto custo em cartões de alta capacidade devido ao tamanho e tempo de gravação gerado por esse tipo de evento. Se o foco for Corporativo e VT, é a câmera perfeita e pronta pro trabalho.

ESTAÇÕES DE TRABALHO
Ao tomar a decisão de comprá-la, primeiramente você deve fazer alguns investimentos de retaguarda, senão ela será apenas uma Ferrari estacionada num piso de terra ao relento. O maior problema ao editar esses arquivos é a necessidade absoluta de recursos que exigem no momento da edição. Se sua plataforma de operação for 64-bits, editar AVCHD não será problema. Mas por ser Full e trabalhar com AVCHD, a NX5 precisa de ilhas de edição potentes para dar conta do processamento de imagens. Sem falar nos softwares de edição para editar suas imagens.

SOFTWARES
Atualmente existem softwares como o Nero 8 (Premium ou Ultra), a linha de softwares da Pinnacle (Studio 11), da Avid (Avid Liquid) e o Adobe Premiere CS4. Versões anteriores do Nero ou da Adobe (CS3) precisarão que as imagens sejam convertidas para outro formato, tipo AVI, perdendo o grande trunfo de se ter nas mãos o produto nativo gerado pela câmera.

PREÇO
Vale R$ 11.900,00 na BH Vídeo (bhvideo.com.br/Kleber 27 3235-1365), desbancando em preço as imbatíveis HVR Z5 e Z7, que continuam sendo um grande e sofisticado equipamento.

CONCLUSÃO
Essa é uma opinião pessoal e profissional minha. Com o avanço desenfreado da tecnologia, novos lançamentos irão aportar um atrás do outro, sempre dispostos a colocar a concorrência e modelos anteriores no status de ultrapassado. Mas uma dica deve ser feita a você que pretende trocar de equipamento. O mercado de câmeras está indo na mesma trajetória que o de carro. Só troque se necessário, se você tiver demanda e se seu cliente estiver exigindo recursos a mais para fechar negócio. Um carro novo requer um som mais bonito, um seguro mais caro, uma garagem nova, e uma câmera deste porte vai pedir backups de armazenamento, novas e caras ilhas de edição, além de uma nova visão de como registrar as coisas. Afinal não se dirige uma Ferrari usando chinelão velho e nem querendo acertar o retrovisor com a mão!

Dicas do Keko: Para quem quer abrir um projeto no CS5


Para arquivos Full: A Timeline correta deve ser: XDCAM EX - 1080i/60 HQ. 
Para arquivos HDV: HDV1080i30 (60i)
Não sei qual o formato gravado: Faça assim: Descarregue suas imagens no PC/Mac. Abra o Premiere CS5 em qualquer timeline. Agora importe apenas um arquivo de vídeo para dentro do projeto (project). Espere carregar. Agora pegue este arquivo e arraste para um icone abaixo do Project, que é New item (folhinha dobrada na ponta). O Premiere vai detectar as configurações do arquivo e abrir a timeline correta automaticamente.
Exportando para fazer o DVD: Use MPG2 DVD, NTSC progressive widescreen, High Quality. Na aba VIDEO marque Quality 5 e Bitrate settings em CBR 7.

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Agradecimentos especiais a BH VIDEO (Kleber Alfano) de Vitória/ES por ter cedido o modelo apresentado nas fotos para um "Test Motion".

quarta-feira, 31 de março de 2010

EU SOU O DIRETOR!

Quando você faz sua produção, edita, finaliza e entrega para o cliente, ele não reclama ou não pede pra mudar nada?

Se você não tem esse problema, me passe a receita agora! Se você tem, é mais um no time dos produtores de vídeos insatisfeitos.


MUITOS ALMEJAM SENTAR NESSA CADEIRA POIS OS HOLOFOTES FICAM SOBRE ELE

Com a gravação de vídeo banalizada em todos os aspectos, quer seja por um celular, uma câmera fotográfica ou uma handycam e a facilidade de apresentar seu filme ao mundo todo, lê-se Youtube, qualquer um se dá ao direito de se algo proclamar "Diretor de Cinema". Com a invasão literal de estagiários da faculdade de comunicação nas empresas, a coisa piora. Acham-se sempre acima do profissional contratado para produzir um filme.

FAZENDO A DIREÇÃO DE UM DOC PARA UM ARTISTA PLÁSTICO

Perco as contas das vezes que faço uma visita técnica a uma empresa, participo de reunião, nosso diretor de cena traça todo roteiro junto com o cliente, as captações são feitas e aí aparecem os benditos (ou malditos) diretores. Eles vem em legião. Sentam em frente a primeira prova do filme e saem distribuindo pitaco. Não gostaram da fonte, a panorâmica poderia ter sido feita na posição contrária a que você fez, e chegam ao ridículo de quererem palpitar até no enquadramento, pedindo umas posições que nem no cinema moderno de hoje eu ainda vi.

Pior quando o tal estagiário tem a carta branca do chefe pra fazer do jeito que ele quer. Como o provérbio "manda quem pode, obedece quem tem juízo" faz parte de nossa cartilha, lá vamos nós direcionando toda produção ao talzinho que caiu de paraquedas. Produção finalizada, DVD queimado, lá vai o Spielberg indo pra empresa mostrar pro chefe. Aí começam os aborrecimentos: "Não foi isso que pedi, que título grotesco, aquela imagem tá errada, essa música tá ridícula..." e o pior é que o tal diretor de cinema não diz pro chefe dele que tudo foi conduzido por ele próprio. A contra-gosto nosso. Afinal o expertise é nosso.

E lá volta o tal filme para receber uma, duas, três, quatro, cinco e até seis reedições. Se você perguntar porque não cobramos a reedição a resposta é fácil, tá na ponta da lingua. A maioria das empresas trabalham com orçamento aprovado num valor fechado. Quando se cobra a reedição, ou deduramos o tal estagiário, o mal estar é tão grande que o melhor é disfarçadamente deixar pra lá. Afinal você quer voltar a atender essa empresa. Cobrar antecipadamente mais caro? Até que pode, mas com a concorrência acirrada das produtoras e cinegreafistas de plantão, perde-se um orçamento por míseros reais.

O que tenho percebido hoje é que nem estrutura, equipamento, pessoal treinado tem pesado a nosso favor. Já peguei trabalho pelo preço baratinho do concorrente por que se não fizesse isso, ficava a ver navios. Meu concorrente tinha o estúdio no quarto de casa, uma câmera de 2 contos, um PC que recebeu um up-grade para virar ilha e pegava a nota fiscal emprestada com o amigo fotógrafo. Ossos do ofício.

Tenho um conhecido do ramo que ficou bradando a todos os cantos que fechou uma mega produção de mais de cem mil reais com uma multinacional. Contratou atores, apresentador, diretor de cena, maquiador, alugou estúdio para gravação de chromakey, viajou para a cidade da empresa e ficou uma semana na produção. Início de edição, roteiro aprovadíssimo, fecham o filme. O filme volta porque o supervisor não gostou de uma cena. Volta, conserta, entrega. O filme volta porque o gerente não gostou de outra cena. Volta, conserta, entrega. O filme volta porque o diretor não gostou da fonte usada. Volta, conserta, entrega. O filme volta porque o inspetor de segurança disse que o procedimento foi gravado errado. Mais de quinze alterações, lá se vai o primeiro ano e o filme nunca é aprovado e muito menos pago. A multinacional tem mais de 150 mil empregados espalhados pelo Brasil e pelo mundo. E apenas uns vinte gatos pingados que assistiram até agora.....

Já a nível de filmes, doc's, curtas e afins, toda a situação muda. Ali quem manda é o diretor. E ponto final. Neste caso não temos o cliente direto como beneficiário do produto final. Essa hierarquia é sempre obedecida onde a arte em si predomina na execução de uma produção. É o caso de um doc em que dirigi para um artista plástico de renome aqui de meu estado. Havia toda uma roteirização e o foco do filme era a obra e seu autor. O nosso protagonista, no caso o artista plástico em questão, seguia cegamente as ordens do diretor de cena. Manda quem pode, obedece quem tem juízo!

Mas voltando o nosso assunto na produção comercial em si, a acessibilidade de equipamentos, softwares cada vez mais domésticos, abundância de filmes, diversidades de canais de TV produzem de dois a três diretores de cinema por residência, senão mais, e nós, simples produtores de video, com conhecimento, cursos e donos da cocada preta somos reduzidos a ínfimos apertadores de botão.

Sob minha direção: Vídeo que apresenta tecnica de afamado artista capixaba.


TODOS OS TEXTOS E FOTOS SÃO DE AUTORIA DE KEKO SINCLAIR (COM EXCESSÃO DOS QUE MENCIONAM A FONTE). VOCÊ PODE USAR PARTES OU UM TODO DO ASSUNTO CONTANTO QUE CITE O NOME DO AUTOR E DO SITE.
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