MATÉRIAS

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

TURBINE SEU VÍDEO DE CASAMENTO


Irreverência e descontração tiram as produções de casamento da mesmice do dia a dia e determinam uma nova forma de apresentar seu produto


Chique ou brega. Não importa. Todo o casamento tem seu estilo próprio que vai de acordo com a maneira de viver de cada um dos envolvidos no evento. Dos noivos ao fotógrafo, do celebrante aos garçons. Todos, sem exceção, influenciam neste momento especial.

E cabe a nós, cinegrafistas, seguir o tom da festa e buscar, em cada take, uma cena que retrate emoção, paixão, alegria, e por aí vai. Isso não é mais exclusividade dos fotógrafos que sempre conseguiram colocar sua pitada pessoal e profissional em cada foto registrada. Vale, e cada vez mais é cobrada, um diferencial a mais em cada filmagem produzida.


Mais do que agradar o cliente, é saber que você vai fazer parte de sua história
Em algumas comunidades no Orkut que tratam do assunto casamento, os membros postam seus trabalhos e pedem que outros associados comentem a respeito de seu trabalho. Um deles pediu que desse minha opinião. E fui muito sincero. Achei a produção do rapaz sem emoção, pobre em enquadramentos e em muitas cenas alguns efeitos beiravam ao ridículo. O “filmador” disse que era técnico em informática e nos finais-de-semana filmava casamentos. Disse pra ele que como cinegrafista ele era um bom consertador de PC. Se dar manutenção em computadores não tem emoção nenhuma, na difícil obra de registrar momento esse mote é essencial. E ser brega ou chique vai do ponto de vista de cada um.


Equipe preparada pára mais um casamento. O charme e elegância da equipe fazem parte do atendimento
Quando apresento meus mostruários a noivas que querem um orçamento comigo, fico surpreso com a atitude de muitas delas. Umas elogiam a cerimônia, festa, e outras, na mesma produção, acham tudo muito cafona. Por isso me arrependi, algum tempo depois, de ter dado minha opinião pessoal a filmagem do técnico de informática, ou do “filmador”.

Gosto é gosto. Vem de berço, da forma que cada um vê o mundo, de como foi educado, etc. E cabe a cada um se sintonizar ao cliente e perceber o que ele vai gostar, ou se emocionar. Por isso darei algumas sugestões, de cunho muito particular, do que pode ser feito numa produção de casamento e o que deve ser evitado.


Câmera no carro. Cada vez mais usado nas produções de casamento



Para turbinar a produção de seu vídeo de casamento, novidades tecnológicas serão sempre bem vindas. Principalmente em equipamentos que podem explorar novos ângulos e enquadramentos. Desde gruas, travellings a steadicams. O slider, pequeno suporte de trilhos com, no máximo, 1 metro de comprimento, sempre é bem vindo numa produção porque valoriza a cena de baixo pra cima, principalmente aquelas onde a locação possui um teto bonito, como catedrais, cerimoniais com lustres, e até a gravação da entrada da noiva passando pelo corredor da igreja.
Outro equipamento que vem angariando adeptos é a camera-pod, uma pocket cam do tipo Kodak Zi8 ou GoPro fixada a um tripé de luz de 4 metros ou num suporte de ventosas. A câmera é colocada por trás do altar e bem no alto, gravando continuamente toda a cerimônia. Na recepção ela é colocada no alto para gravar a pista de dança do alto. Com o suporte de ventosas a pocket cam pode ser presa ao vidro do carro e ir registrando todo o trajeto do casal até o cerimonial. Aparatos amadores se bem empregados dão um “plus” a mais em qualquer produção.

O Slider camera dolly produz cenas exclusivas e criam grande diferencial


Sempre buscamos uma interação muito forte da câmera com o casal. Normalmente vemos cinegrafistas filmando casamento e sequer eles conversam com o casal. É cada um de um lado. Conosco, há bastante tempo é muito diferente. A câmera que acompanha o noivo dentro da igreja pega detalhes do nervosismo e aflição enquanto a noiva não entra. Exatamente no break da música quando os trompetes anunciarão a chegada dela, a câmera se aproxima do noivo e pergunta pra ele, como está o coração, ou outras perguntinhas básicas em que a resposta é curta e esta resposta dele será uma preciosidade na montagem de um clipe, making of, etc. Da mesma forma a câmera que acompanha a noiva pinça uma mensagem dela segundos antes da porta da igreja se abrir. Nem o pai nervoso ao lado da noiva escapa as nossas investidas. E isso vale até no momento certo no meio da cerimônia. Tudo isso feito com bom gosto, discrição e puro feeling. Se forçar ou fizer na hora errada, tudo vai por água abaixo.



O cinegrafista antenado jamais perde nenhuma cena. Flagras e surpresas são imperdíveis


Novos quadros ou capítulos são adicionados à produção, criando mais variedade no DVD que será entregue ao casal. Nós usamos um capítulo chamado “Paparazzi”, aproveitando o bordão criado por fotógrafos italianos. Acompanhamos o carro da noiva de nosso carro, gravando o trajeto que eles fazem até o cerimonial. O carro é emparelhado ao do casal, e faz com que eles interajam com nossa câmera. Na edição damos o dinamismo que a imagem pede, usando speeds em trajetos longos e efeitos gráficos.


O “Ponto de vista do Noivo” é outra grande atração que pode ser incluído no DVD. A idéia é tão simples que nos impressiona pelo sucesso obtido. Uma câmera espiã é colocada no paletó do noivo. Depois essas imagens são colocadas como extras no DVD mostrando a visão do noivo durante o casamento. Até a voz dele é captada pela micro-câmera e já registramos flagrantes do noivo sussurando ao ouvido da noiva bem no meio do sermão: “...to doidinho pra tudo isso acabar e eu poder te pegar de jeito...”. E acredite, isso vai direto pro DVD. Muitos anos depois esse comentário será impagável nas mãos dos filhos, netos, etc...

A caneta espiã, usada com criatividade, dá uma nova visão na área de produção


“Cenas Excluidas” exploradas em todos os vídeos caseiros ganham uma nova roupagem na produção de filmes de casamento. Todos os câmeras envolvidos no evento estão atentos para qualquer deslize que possa acontecer no casório. Desde aquela tia solteirona que leva um tombo na hora de pegar um buquê ou até mesmo uma barata voadora que pousa no paletó do noivo, dentro da igreja. Cenas desse tipo devem estar separadas em um capítulo à parte. Se forem colocadas na edição normal poderá ser rejeitada pelo cliente e até soar como um tremendo mal gosto. Mas nesse capítulo especial vale tudo.


Cenas irreverentes devem ter capítulos à parte. Jamais inclua no meio da produção



Nós já colocamos desde um noivo que estava “pescando” no próprio casamento, literalmente “dormindo em pé”, até um sonoro e fedorento peido que um deles deixou escapar. Com direito a eco na igreja e uma explosão de gargalhadas por parte dos convidados. Mais impressionante é que esse tipo de flagra é o que mais faz sucesso no DVD! Mais incrível ainda é que o mérito não vai pra quem peidou, mas sim para a produtora que ousou usar essas cenas da forma mais usual possível, no estilo “Pegadinhas do Faustão”. E todo mundo adora.



Se tiver dúvidas quanto a imagens que expõem convidados ao ridículo, consulte sempre seu cliente
Vale lembrar que do engraçado ao ridículo o limite é por um fio e cenas desse tipo devem ser mostradas e aprovadas antecipadamente pelo cliente. Nunca fomos vetados!


Durante a recepção, além das tradicionais cenas de decoração, mesas de convidados, entrada dos noivos, procure sempre buscar imagens que normalmente são desprezadas na edição ou sequer são gravadas. Inclua a chegada do casal saindo do carro e entrando no cerimonial, o momento deles em família na sala anexa antes de entrarem no salão, a movimentação dos convidados na rua, chegando de carro, entrando no salão. Procure usar também o áudio original com uma trilha sonora em background.


Cenas de alegria e felicidade contagiante devem ser usadas sem moderação
E por aí vai: Noivo e noiva filmando na pista, o próprio casal filmando e entrevistando seus convidados, o noivo ou noiva batendo foto um do outro com a câmera do fotógrafo, noivos brindando na lente da câmera, toda irreverência do casal pode ser aproveitada a seu favor e deixar a produção cada vez mais diversificada e diferenciada do que se vê por aí. Use e abuse dos recursos ao seu alcance sempre com bom senso e bom gosto. Não seja um estranho entre o casal, seja um clone deles mesmos. Você verá que o sucesso nunca esteve tão próximo de você.

Todos os textos e comentários são de autoria de Keko Sinclair. Se você precisar, pode usar todo ou parte da matéria, desde que cite o nome do autor e a fonte da informação.
...

domingo, 10 de outubro de 2010

DICAS PARA FILMAGEM AÉREA


Tomadas aéreas sempre valorizam, e muito, seu trabalho.
Faço imagens aéreas há mais de 15 anos. Pode parecer até fácil, mas gravar cenas de helicóptero requer experiência, atenção, disciplina e não ter medo algum de altura. Minha primeira gravação apareceu como por acaso. Lembro que uma empresa global acabou com a terceirização da mão de obra no porto e os estivadores, prejudicados com a nova política, partiram para "o tudo ou nada". A equipe de TV que iria cobrir estava toda defasada pelo excesso de externas, então um amigo meu que trabalhou na Globo junto comigo me repassou a empreitada. E lá fui eu voar. O cinto foi enrolado e amarrado a cintura, sentei no assoalho da aeronave, coloquei os pés no estribo e lá fomos nós. Junto comigo acompanhava meu saudoso amigo fotógrafo Flávio, já falecido, que ficou deitado no helicóptero, só com a cabeça e a câmera pro lado de fora. Era eu, ele e o piloto, ninguém mais. O porto parecia cena de guerra: Incêndio por todos os lados, empilhadeiras andando de um lado a outro derrubando escritórios, passando por cima de carros, e o mais incrível: a estiva estava movimentando um guindaste gigante para derrubá-lo ao mar. Sem sucesso!
Tiros foram disparados para cima, helicóptero da polícia passava a centímetros de nossa aeronave e lá estava eu, gravando tudo.

Confesso que depois daqueles 2 dias de voos diretos, e depois de ver as cenas registradas, agradeci a Deus por estar vivo, mais uma vez (já caí de ultraleve num trabalho e só vivi porque caímos no mar!).

Então vamos a umas dicas que serão muito importantes caso você precise fazer um registro aéreo.
Eu dando as instruções ao Cmte. Marcos de como seriam feitas as imagens
10 Dicas para filmagem aérea
01- Primeiramente o piloto deve ser experiente com gravações aéreas. 40% da qualidade final das imagens deve-se a ele. Explicarei mais a frente o porquê.


02- A porta da aeronave deve ser retirada. Isso não é proibido! Pilotos sem experiência dizem que é pois caso aconteça algum acidente a responsabilidade será deles.

03- Se a aeronave for de 4 lugares, sente-se no banco de trás oposto ao do piloto. Assim você estará no campo de visão dele. Coloque o cinto e sente-se de lado no banco com as pernas para fora. Eu gravo em pé, na lateral, com os pés no estribo e apenas encostado no banco. Claro que uso um cinto de 4 pontas. No seu caso, fique de ladinho mesmo.

04- Não esqueça de um cabo para prender a câmera ao seu corpo (isso é obrigatório pelas regras da aviação civil). Retire também partes móveis e que podem se soltar da câmera, tais como espuma de microfone e parassol. A força do vento arranca esses acessórios.


05- Importante: No banco da frente o reflexo do vidro atrapalha. Com porta não rola!
Combine gestuais de movimentos da aeronave com o piloto. Os fones com microfone que normalmente se utilizam não funcionam com a gente. Atrapalham o ajuste da câmera com o rosto além do vento entrar no microfone e só transmitir ruído.


06- Preparado para gravar? câmeras de ombro dão mais estabilidade que as hand held (tipo Z7). Não utilize zoom in/out. A aeronave que deve se aproximar do objeto ou local. É aí que entra a experiência do piloto. No meu caso o Cmte. Marcos que voa comigo é responsável pelo zoom e pelas pan. A câmera deve operar sempre com cena aberta. Se vc tiver acesso a filtros, utilize os UV que darão tons azuis espetaculares ao céu.


07- Fique atento a linha do horizonte. A aeronave é instável, se move muito. Então é fundamental um jogo de cintura para manter a cena sempre reta e paralela a linha do horizonte. Isso é primordial, fundamental e imprescindível. Cenas com horizontes tortos
são cenas perdidas. Cinegrafistas inexperientes acabam no meio da jornada esquecendo este item e tem seus trabalhos totalmente perdidos.


08- Arrasto de Pá. Outra surpresa que é descoberta depois que as imagens serão assistidas. Elas são imperceptíveis a olho nu e pelo view-finder. Mas depois aparecem como um efeito de strobe nas cenas. Esses arrastos do deslocamento do ar pelas pás da aeronave atingem o campo visual da metade para cima. Então se lembre de sempre estar apontado com a câmera para baixo.


09- Conheça o tipo de aeronave. Esquilo ou Bell possuem rotor curto e três pás, o que ajuda muito na estabilidade e na parada no ar. Se for um modelo Robinson complica mais pois essas aeronaves tem o rotor longo que gera muita vibração, além de possuir 2 pás.

10- Existem movimentos de câmera que são maravilhosos mas que podem ter consequencias graves. Um exemplo é de cena onde haja ponte ou viaduto em que o helicóptero vai surgindo de baixo para cima, desvendando o tráfego sobre ela. Pode acontecer de algum motorista se assustar e acontecer algum acidente. Outra é passar próximo ou entre prédios. Se houver uma rajada repentina de ar, aí a queda é quase que um prêmio de consolação. Foi o que quase aconteceu com um parceiro que fazia aéreas para uma imobiliária. Portanto, evite esse tipo de cena e deixe elas para Hollywood!




No mais aproveite o voo, procure deixar a câmera em REC para utilizar as melhores cenas na edição. Grave inclusive a decolagem. E depois não se esqueça de nos contar como foi sua estréia.
Eu, uma GoPro que foi fixada na frente da aeronave e uma NX5. Quanto mais câmeras, melhor.
Gravação aérea feita por mim e o cinegrafista Alex para um novo cerimonial

sábado, 25 de setembro de 2010

COMPRANDO EM SÃO PAULO

Visitei as ruas Sta. Ifigênia, 7 de Abril e Conselheiro Crispiniano, SP

Parece até uma dica desnecessária, mas muita gente, como eu mesmo, adoraria saber onde encontrar os produtos certos com preços bons e atendimento nota 10 na cidade de São Paulo. Então decidi topar essa empreitada e me acomodar em um hotel do centro da cidade e bater perna pelos principais pontos de compras desta mega-metrópole.
Nós, videomakers e afins, temos como principal característica entrar em várias lojas, adoramos botar a mão no produto, perguntar preço, bater papo, sair da loja e procurar outra. Afinal é dessa forma que fazemos para pesquisar o melhor produto e o menor preço. Decidido, a gente volta e compra o equipamento. E se o comerciante não entender essa nossa essência, vai nos atender mal e perder grandes negócios. Somos assim e ponto final!
Do metrô São Bento ao hotel (em azul) e do hotel a Conselheiro Crispiniano (em vermelho). Tudo à pé.

Vou imaginar que você é igual a mim. Trabalhador que junta cada centavo para investir na última tecnologia. Portanto, só vou de avião se a passagem estiver na promoção, vou ficar num hotel 2 estrelas e andar o que puder à pé, botando a grana do taxi no bolso. E foi assim que despenquei de minha cidade rumo a São Paulo. De ônibus, e de Itapemirim. Aliás, Itapemirim nunca mais. Mas isso é outra história. Escolhi um hotel que ficasse exatamente no meio do meu foco: entre a Conselheiro Crispiniano e Sta Ifigênia. O escolhido foi o Paissandu Palace Hotel, R$ 93,00 a diária com café da manhã e localizado na rua do Seminário, um tradicional ponto de lojas de instrumentos musicais, chapelaria e roupas country. Após às 19 horas o cenário do bairro muda. Vira boêmio com bares e prostitutas no local. O bom é nesse momento se recolher e recarregar as baterias para o dia seguinte.

Nikon 20mm MF por R$ 600,00 e Nikon 35mm MF por R$150,00 na Pretti. Atendimento excepcional



Minha primeira parada foi cortar toda Crispiniano e ir direto a rua 7 de Abril, num shopping popular com várias lojas de fotografia. Eu estava procurando lentes Nikon para usar com a LETUS e fui direto nessa rua onde vende lentes usadas. Encontrei duas lentes importantes e difíceis de encontrar na Pretti Cine Foto, onde fui atendido pelo dono, Sr Paulo Pretti. Fiquei encantado com o cuidado com o trato das lentes. Ele próprio as limpa e expõe. me deu uma aula sobre o assunto, fotografou para me mostra detalhes de abertura, campo de profundidade, etc. Uma atenção especial. Comprei as duas peças, ganhei desconto, case, filtro UV e recebi a nota fiscal sem problema nenhum. Ainda me indicou outras lojas para visitar. Recomendo!
Nikon 24-120mm comprada à vista com dinheiro por R$ 640,00 na Angel Foto. Mau atendimento e recusa da entrega da nota fiscal.

Precisava agora de uma lente rara, uma Nikon 24-120mm, f3.5-5.6. Entrei em várias lojas até chegar na famosa Angel Foto. Conhecia de nome e de internet. Todos os fotógrafos do Brasil conhecem a Angel. Mas ao entrar, começou a grande decepção. Fui recepcionado por um vendedor mau humorado e sem paciência. Mas ele tinha a lente. Minha vontade foi de sair da loja mas a necessidade fez meu poder de cliente se transformar em um humilhado consumidor doido pra comprar o produto. E comprei. Com insistência ganhei um desconto miudinho mas a loja se negou a dar a nota fiscal e entregou apenas um recibo sem valor tributário, apenas para formalizar uma micha garantia de 90 dias. Não aconselho ninguém sequer botar os pés por lá. Pela arrogância e desdenho tenho certeza que eles não precisam de nós.
Essa não recomendo!


Mais duas lojas de atendimento muito bom foram a Cine Foto Paparazzi e a Photo Camara DHM. Vendedores simpáticos e dispostos a ajudar. Muitas lentes a disposição. Infelizmente não tinham a que eu precisava. Todas ficaram me devendo uma Nikon Tele 300mm. Mas na DHM comprei uma ball head e um parassol por preço excelente, com desconto e nota fiscal. Recomendadíssimas!
Monopé Manfrotto com cabeça profissional por R$ 320,00. Atendimento VIP da Bella Photo na Conselheiro Crispiniano.



Atendimento profissional e especial ancontrei na Bella Photo. Fui atendido pelo Dailton que pacientemente me mostrou vários produtos. Fui embora e voltei no outro dia para arrematar um monopé Manfrotto 558B por R$ 320,00. (www.bellaphoto.com.br). Nota fiscal sem problemas e fidelização de cliente.
Lá tem muitas opções de cartões, cases, tripés, cabeças, monopés, além de lentes e camêras profissionais. Em breve estarão vendendo acessórios completos para quem filma com câmeras DSLR, tais como suportes, mattebox, follow focus, LCD, etc. Recomendadíssima!

Case para tripé por R$ 85,00 na Chromur. Ótimo atendimento!
Tripé de iluminação de 2,5m por R$ 70,00. Excelente custo-benefício.


Continuando na Conselheiro Crispiniano cheguei a Chromur Materiais Fotográficos (www.chromur.com.br) onde comprei 02 tripés de iluminação de 2,5 m por R$ 70,00 cada, além de um case para tripé por R$ 85,00 e um case duro gigante para filmadoras, teleprompter, LETUS, kit DSLR, etc, pela bagatela de R$ 295,00. Um case desses tem preço normal na faixa de uns R$ 650,00. Ganhei desconto, recebi a nota fiscal e tive a atenção que todo cliente merece. Recomendo!
Na mesma galeria mas no andar de cima, mais uma loja que é a paixão dos videomakers: Consigo. Uma loja grande repleta de tripés, bag e cases, iluminação, rebatedores, slider, grua, além de câmeras fotográficas, lentes e filmadoras. Lá encontrei a Sony NX5 a pronta-entrega. Slider Câmera Dolly por R$ 1.150,00 e a grua com tilt manual, 4 metros da DIMTEC por R$ 3.300,00. Também o kit de luz fria com refletor e difusor por R$ 200,00. Vendedores atenciosos e dispostos a tirar todas as dúvidas. (www.consigo.com.br). Recomendo!


Rebatedor 5 faces na Consigo. Vendedores prestativos numa loja variada.


Ball Head com nível por R$ 76,00 na DHM. Loja prática com muitos acessórios.



Nessa caminhada pela rua 7 de Abril e Conselheiro Crispiniano, outras lojas podem ser encontradas, principalmente em galerias onde você entra e acha várias espalhadas pelos andares. É um deleite.
De lá, atravessei a Avenida São João e a Rua Anhamgabaú e caí na Santa Ifigênia. Naquele momento virei "pinto no lixo", de tanta loja de produtos eletrônicos. Encontrei a Sanjardini na rua dos Timbiras onde tem muita iluminação fria, dolly de mangueira e outros acessórios. Ali arrematei apenas uma canopla para microfone, já que procurava um microfone Boom e vara de Boom, o que acabei não encontrando.
Mais a frente mergulhei na Galeria Pajé e parei na feira do Brás. Resultado: voltei com várias sacolas no braço contendo celular com TV, GPS, mp3, caneta espiã, DVD para carro, Tenis Nike, calça Cavaleira, Relógio Ferrari (veja nas fotos), entre outros artefatos chinguelingues daquela região. À propósito, São Paulo é dominada pelos chineses. Nunca vi tantos juntos assim fora da China.
E assim completei minha estada na terra da garoa, dois dias bem aproveitados onde conheci muitas lojas boas, outras nem tanto, fiz bons negócios e ganhei muitas, muitas bolhas no pé.
Se for a São Paulo de avião, ônibus ou carro, tudo é muito fácil. Tem taxi, metrô e estacionamento pago para você chegar nas lojas rapidamente. Só não esqueça de levar um agasalho e um casaco. Essa cidade consegue ter as quatro estações em um só dia. 


Mais dicas de Mr. Odon Ricardo de SP, para quem quer novas opções de compras
Material fotográfico na area do metro trianon é muito mais barato que na Sta. Chineisada , pechinche dizendo que tem dinheiro para pagar a vista e consiga grandes descontos. Cartão ou cheque desinteressam o vendedor. Quem dá a ultima palavra é o chinês ou o libanês, com dinheiro tirando do bolso os olhos deles crescem!!!
São várias lojas não como a Sta Ifigênia, mas com mais variedade.


Mais a frente no shopping Boulevard, se a receita federal não estiver fazendo blits e bloqueios, também é uma ótima opção. Tem de tudo.
Comprei uma Canon lá por R$ 1.300,00 e na Sta estava R$ 2.000.


A melhor localização para se hospedar fica na região norte, próxima ao centro (20 minutos), mais familiar, barata e sem a decadência como lá. Não se mostre deslumbrado, ou perguntando muito...esses hábitos mostram que é turista. Haja normalmente , tudo é muito seguro. Mas seguro morreu de velho. E no Tietê que tem piranha, Jacaré nada de costas e a propósito, na Paulista tambem tem , cruzamento com a Augusta mas só depois das 18Hs....


O Shopping Oriental é uma galeria com muitas lojas e fica na região central próxima ao metrô São Bento e Galeria Pagé. Aqui existem ruas específicas para prod. Sta Ifigênia informatica e eletrônicos, Braz roupas, Consolção iluminação, etc. Se preferir se hospedar na zona leste, fica ainda mais barato dependendo do hotel é claro mas, fica a 40 minutos do centro e pode contar com o conforto do metrô, o melhor do país. Não recomento a zona Sul, onde ficam as mansões do Morumbi e Hotéis mais caros. Fica a 50minutos.
...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

FLYINGCAM DIMTEC

Usando na dose exata, imagens em steadi podem dar um grande diferencial a sua produção

Toda a magia das grandes produções cinematográficas podem estar ao seu alcance, basta querer e poder. Querer todo mundo quer. Poder é questão de desembolsar R$ 2.500,00 para adquirir o estabilizador de imagens fabricado no interior de São Paulo e que não deixa nada a desejar aos importados. Estamos falando do FlyingCam Prolite Dimtec, mais conhecido com steadicam.

Num mundo cada vez mais concorrido, equipamentos diferenciados atraem clientes e bons lucros.

Com a quantidade de pessoas fazendo a mesma coisa, nada mais adequado do que procurar equipamentos e técnicas que diferenciem um profissional do outro. E principalmente o resultado final. Por isso, para quem quer estar na ponta, é fundamental investir em ferramentas que tragam uma produção diferente, esmerada e que deixe a concorrência na poeira. O FlyingCam testado é todo em alumínio leve e resistente. Vem acondicionado em um case de lona acolchoado que poderia ter algumas melhoras, tipo uma altura menor para não ficar tipo "saco murcho" e um protetor para as mãos nas alças, com felcro, para mais conforto no transporte. Um detalhe simples que pode ser resolvido facilmente pelo fabricante.



Case acolchoado para transporte. Bom, mas com alguns ajustes poderia ficar melhor.


O colete é todo em lona preta com regulagem de altura e largura, bem confortável apesar de esquentar muito durante a operação do sistema. Uma sugestão seria usar forro de E.V.A. com furos que ajudam a arejar o corpo. Mesmo assim é prático e rápido de vestí-lo, bastando encaixar uma base das costas junto a um cinto de velcro e travá-lo no corpo.


Colete dimensionado para vários tamanhos de pessoas.

O eixo de suporte central que acondiciona o gimbal, a base da câmera e os contrapesos é extremamente leve e possui duas aberturas, na base e na parte de cima. Por ali pode-se passar o cabo para gerar sinal de vídeo em um monitor. Os contrapesos possuem ajustes inteligentes para se ajustar o equilíbrio da câmera de forma prática e rápida, sem a necessidade de se ficar acrescentando ou tirando peso.


No corpo do eixo pode-se colocar a marca da Produtora. Um espaço bom de divulgação pois todos olham o operador atuando.

Os braços articulados são os responsáveis pelo equilibrio e suporte da câmera durante a navegação. O kit possui duas molas extras. Tanto no FlyingCam quanto em outros modelos nacionais e importados, o grande diferencial e que torna o equipamento mais caro ou mais barato está concentrado aqui. Braços maiores, molas mais resistentes, reguladores de pressão e outros itens que dão o poder de sustentação a câmera ditam o preço final. No caso do modelo testado estamos colocando uma Sony Z7 com bateria grande e iluminador que geram um peso de uns 3,3 Kg. E o FlyingCam resiste bravamente, mesmo com a informação de que ele foi feito para suportar câmeras de até 3 Kg. Tem produtora em Santa Catarina que substituiu as molas por outras de maior pressão e conseguiram colocar 5 Kg no estabilizador e o equipamento funcionou perfeitamente bem. Sinal de boa resistência.


Braços projetados em menor tamanho facilitam a utilização do FlyingCam em igrejas, cerimoniais e pequenos ambientes

Outra item que poderia ser melhorado é a bandeija ou prato de suporte da câmera. Ele é um pouco avantajado e pesado. Poderia se pensar em trabalhar com um modelo em cruz ou até mesmo de outro material mais fino. Um engate rápido seria bemvindo pois dessa maneira, se o operador desejar, pode se livrar do equipamento em segundos para fazer outro tipo de tomada. Da forma atual, ele precisa de alguns minutos para soltar a câmera, o que pode fazer muita diferença durante a gravação de um vídeo social. O nosso FlyingCam adquirido veio com um defeito de fábrica. O eixo central veio empenado, como se tivesse sofrido uma queda. Depois de muita insistência cobrando o vendedor, finalmente a Dimtec substituiu a peça. Mais um ponto a ser melhorado por parte do fabricante. Um atendimento mais comercial, especializado, e com pós venda. Atualmente a impressão que dá é que estamos ligando para uma residência onde o intercomunicador atende e diz simplesmente "alô?".


Ponto a ser melhorado: o fabricante poderia fazer uma reengenharia do suporte da câmera e incluir um engate rápido.

Estes pontos negativos não diminuem o prazer e o desejo de possuir um FlyingCam da Dimtec. Depois de assistir ao DVD que acompanha o kit e algum treino, já é possivel sair pilotando a câmera voadora e fazer bonito nas produções. Utilizamos atualmente o FlyingCam para gravação de câmera de apoio em igrejas, decorações e entrada de debutante nas festas de 15 anos, sem falar em inúmeros institucionais e corporativos que realizamos todos os dias. Infelizmente o conjunto não suportou a câmera acoplada ao adaptador LETUS e a lente Nikon. Mas ele não foi projetado para isso.

Pegada boa e confortável. O FlyingCam da Dimtec atende bem as funções a que foi feito. Vale a pena investir!

Então fica aqui a minha sugestão para quem quer oferecer um grande diferencial aos seus clientes sem investir um dinheirão em sistemas de estabilização importados ou outros que devem ser carregados na munheca. Pode adquirir sem medo o FlyingCam Dimtec modelo ProLite. Crie movimentos especiais correndo por estradas minúsculas, subindo e descendo escadas, girando em volta de seu objeto de cena, enfim dando asas a sua imaginação. O grande desafio é ser diferente e inovador. A mesmice vende o almoço pra pagar o jantar.
FlyingCam Dimtec. Eu recomendo!


...

domingo, 1 de agosto de 2010

EDITANDO COM iMAC i7

Já dirigiu uma Ferrari? Não?
O prazer é o mesmo ao se editar vídeos no novo iMac i7 27,5 Pol com tela LED. Esqueça o PC, esqueça o Windows, esqueça o Gill Gates. Viva Steve Jobs!


Resolvemos mudar todo o nosso perfil começando com toda a estrutura de edição da produtora. E resolvemos apostar na maça mordida. Há tempos trocávamos idéias com a turma dos Mac. Achávamos uma turminha metida a besta, com papo elitizado, tipo "não me misturo com a turma dos PCs". Bom, adivinhe o que aconteceu? Ficamos metidos a besta! No bom sentido, é claro.


Parece uma coisa de magia. Ao colocar em sua bancada um Mac, sua personalidade, seu olhar, sua criatividade, tudo se transforma. E pra melhor. Hoje é fácil entender porque essa diferença de opiniões e espaços entre fãs de Mac e fãs de PCs. Pilotar um Mac é como se dirigisse um carro que não desse problemas nunca, e é a mais pura verdade. O prazer começa em abrir a caixa onde cada item é embalado cuidadosamente, como se fosse o próprio Steve Jobs preparando sua encomenda e dizendo: "Esse vai pro Keko."


O modelo testado é um iMac i7 2,93 Ghz Quad Core Intel Core i7, 8Gb 1333Mhz DDR3 SDRAM, HD 1 Tb Serial ATA Drive, ATI Radeon HD 5750 1Gb GDDR5 SDRAM com Adobe Premiere CS5 e Final CUT instalados. Basta acessar o site da Apple, selecionar o produto, montar a configuração e pronto. Em alguns dias a sua estação de edição está sendo entregue na porta de sua casa ou estúdio, sem pagar um centavo pelo frete.


Editando - Pode-se colocar qualquer tipo de vídeo na timeline do Premiere. De WMV a vídeos FullHD. O iMac topa tudo e nem pisca ao se dar o play. É rápido em tudo, começando ao ligá-lo. Em segundos está tudo na tela de LED. Estreiamos nossas estações com um projeto desafiador. Uma vídeo aula de guitarra, gravada em Full e com aplicação de diversos efeitos e filtros. Um detalhe: Na nossa antiga ilha PC, só de tentar abrir o projeto em Full, o Premiere fechava e travava o computador. No iMac nem cosquinha faz!


Quando se trabalha com Mac toda a referencia do PC deve ser esquecida. É como se, de uma hora para outra você passasse a dirigir um carro automático, e com mão inglesa. Muitos detalhes fundamentais mudam, de nomes a posições. Um exemplo é o Explorer que no Mac se chama Finder e outro são os botões de fehar ou minimizar janelas, que são em posições opostas ao Windows. No iMac é tudo mais prático e inteligente. O arquivo nativo do iMac é o MOV e não o AVI, então significa que quando você captura as imagens de uma câmera, o iMac já transforma em MOV, fidelizando a originalidade do arquivo durante a importação. Na timeline, pode-se aplicar qualquer efeito ou filtro e assistir em tempo real o resultado final, sem necessidade de renderizar para ver como ficou. E a velocidade do render chega a ser humilhante. Um projeto tosco que migramos do PC para o iMac, que pedia 36 horas de render na antiga plataforma, foi processado em 6 minutos. É como se tivéssemos saido da internet discada para as velocidades atuais da web.


Depois do projeto finalizado, abandonamos o Encore e partimos para queimar nosso vídeo no iDVD. É outro nível. Das opções de menu a navegação, tudo fica com cara de profissional. Sentimos falta de um queimador de Blu Ray, mas segundo Job, ele não acredita em mídias fisicas e já decretou a morte do disco azul. Segundo ele as mídias do futuro serão removíveis, então o cliente vem com um dispositivo e o arquivo será transferido. Nada de disco. Por isso o iMac vem com apenas gravador de DVD.
Conclusão: Com os novos modelos de cameras gerando cada vez mais arquivos de alta definição e de tamanhos enormes, os computadores tem que ser cada vez mais potentes. O custo final de uma super ilha baseada em plataforma Windows fica praticamente próxima a um investimento em Mac. Então sugiro que você invista na maça. Não tem erro. Quando entro na produtora e vejo o iMac na bancada, é como se estivesse entrando em minha garagem e vendo uma Ferrari estacionada ali. Sem exageros, sem superlativos. A mais pura verdade.
I Love iMac!


...


ADAPTADOR LETUS ELITE


LETUS com lente Nikon Tele 24-120 acoplada a uma Sony Z7 com suporte de trilhos

Pra quem quer pegar seu passaporte rumo às produções cinematográficas, a incrível maravilha do século 21: Letus Elite. Um show de imagens e você num outro patamar. Vai encarar ou vai correr?

Kit Letus montado na Sony Z7 e com lente objetiva da Nikon AF. O conjunto todo passou a pesar 6 Kg.

Depois de um tempo de pesquisa decidi adquirir o kit Letus Elite, que inclui o adaptador, que é a caixa preta que faz a projeção da imagem para a câmera gravar, o suporte trail onde são fixados a câmera, o adaptador e a lente fotográfica, e o anel adaptador (onde você escolhe a opção de uso com as lentes da Nikon ou Canon). Antes de comprar o equipamento é importante você saber em qual câmera vai acoplar, pois o Letus é vendido de acordo com o tamanho da lente da filmadora. No meu caso eu comprei a de 72 mm pois será usada em uma Sony Z7 e NX5.



Na foto parece mais uma bazuca do que uma câmera. Mas é cinema purinho.

A decisão em comprar um Letus em vez da Canon 5D Mark foi simples. Poder ter um investimento menor no conjunto todo, conseguir maior autonomia nas gravações e ter um equipamento durável, sem preocupação com vida útil. O kit completo do Letus com os acessórios e lentes ficam na faixa de uns 12 mil reais, enquanto que com a Canon o gasto beira os 20 mil. A Canon 5D suporta gravações contínuas de até 6 minutos e precisa de algumas pausas para esfriar o sensor, que aquece a altas temperaturas chegando ao extremo de ter que largar a câmera. Já com a filmadora não existe essa limitação. Sem falar que as máquinas fotográficas possuem tempo de vida medidas em números de clicks. No caso de gravação contínua o cmos da 5D vai sendo consumido e em uso profissional sua longevidade pode chegar apenas a um ano de vida. Na filmadora não.

As imagens obtidas são sensacionais e colocam sua produtora em outro nível: fazendo filme de verdade.

Com um pouco de treino e cuidado consegue-se montar o kit Letus em 5 minutos. Com trata-se de um equipamento com roscas e parafusos, tudo deve ser checado, apertado e conferido, pois uma queda de parte ou todo o conjunto pode ser fatal para todo o aparelho. Só o adaptador, que é todo de ferro, pesa quase 3 kilos. Nele está o conjunto optico, o motor de vibração, a lente difusa e ainda um par de pilhas AA que alimentam o sistema. O processo de montagem é simples. Primeiro tira-se o parassol da filmadora, enrosca-se o anel na frente como se fosse uma lente extra na câmera e logo em seguida se rosqueia o adaptador Letus. Junto vai se colocando o suporte trail para não estragar a rosca da lente e coloca-se tudo fixado a um tripé robusto. Depois de tudo preso, aí sim iremos encaixar o adaptador de lente Nikon e a lente em si. Pronto, já podemos pensar em gravar.


O conjunto todo, montado, pesa quase uns 6 kilos, necessitando de um tripé mais robusto.

Quando for comprar o kit, o fabricante disponibiliza três tipos de anéis adaptadores para encaixar as lentes. Adaptadores para as lentes Letus, Nikon e Canon. Minha sugestão é que você compre o anel para lentes Nikon. E explico: As lentes Letus são caríssimas e você fica preso ao fabricante. As lentes Canon, de tecnologia de vanguarda, possuem alguns recursos que são dispensáveis quando for usar no Letus, mas que estarão embutidas como recursos na lente e que você terá que pagar por isso. É o caso do Auto Focus, presente em 100% das lentes Canon e onde no Letus, obrigatóriamente, deve ser com foco manual. E essa simplicidade você encontrará facilmente nas lentes Nikon, principalmente nas mais antigas onde os fotógrafos já nem usam mais, tornando as mesmas extremamente baratas e super acessíveis. Só para se ter uma idéia, Uma lente Letus é a partir de US 1000, uma Canon a partir de U$ 700, enquanto uma Nikon você encontra por U$ 50 ou até por R$ 300,00 no Mercado Livre. Então lembre-se sempre. Todo o acesso a recursos da lente devem estar no corpo da lente, e não através do comando da máquina fotográfica. Ali é tudo na mão e o Letus não comanda nada, só registra a imagem que a lente captura.

Apesar da imponência da lente Nikon, ela não é a ideal para ser usada no Letus por ser AF. Use lentes apenas com Foco Manual.

Outro detalhe importante é a luminosidade da lente. A partir de 3.0 as lentes começam a ser escuras, necessitando de muita luz. O ideal é adquirir abaixo disso. Com 3 conjuntos de lente, uma básica, uma grande angular e uma tele, você já estará preparado para gravar um curta, um longa, um comercial com cara de película e até uma super-produção. Coloco aqui sugestão de algumas lentes da Nikon que poderão ser usadas junto com o Adaptador Letus 35mm:


Letus 35mm
=
lentes Nikon 24mm 1:2.8

Nikon 50mm 1: 1.4

Nikon 85mm 1:2

Nikon 105mm 1:2.8


Se seu mercado é exclusivamente social, como cinegrafista de casamentos, aniversários e festas, esqueça tudo isso. Filmar com Letus exige cena e luz controlada, mais de um operador para a câmera e técnica, muita técnica. Não há espaço para aventureiros. E sugiro mais. Quer ficar fera nessse mercado? faça um curso avançado em fotografia, pois a linguagem toda se voltará para este tipo de enquadramento, uso de fotômetro, distância focal, etc.

Um prazer indescritível ao conferir as imagens gravadas com a LETUS. Só quem vê é que sabe!
Mas vale a pena o investimento no equipamento e no conhecimento. Produções básicas como um institucional, se forem feitas em equipamento padrão, ficam na faixa de 2 a 3 mil reais. Já com o recurso cinematográfico, comece a vislumbrar orçamentos acima dos 12 mil reais.
É um sonho, dos mais reais, dos mais rentáveis e do mais alto prazer!

Vídeo que fiz com a Sony Z7, Letus Elite e conjunto de lentes Nikon.






...

FAÇA CINEMA


Canon 5D Mark II - A preferida para gravação de imagens em Full Frame.

Há pouco tempo atrás gravar com resolução de cinema era praticamente inviavel para produtoras de pequeno porte. Câmeras da linha Panavision, beirando os U$ 500.000 no modelo básico sempre foi papo para Hollywood. Fora custos com lentes, suportes, o filme em sí e a revelação.

A Canon era a lider do mercado neste segmendo. Agora a Sony contra-ataca.

O sonho de se fazer um produto final com textura de película a partir da captação foi se tornando realidade com a descoberta das câmeras fotográficas D-SLR Canon, da linha “D Mark”, da nova Handycam Sony NEX-VG10 e dos adaptadores de 35mm para filmadoras da linha consumer. E o que era exclusivo de grandes produções passou a ser acessível a nós, simples mortais. Hoje o xodó dos videomakers e produtores de curtas é a Canon 5D Mark II que, além de fotografar, filma com qualidade full (1080p a 30fps) com 21 Megapixels. Por trabalhar com lentes e objetivas o campo de profundidade é regulado manualmente dando o aspecto de cinema. Claro que só isso não resolve, já que para uma bela produção deve-se contar com iluminação adequada, lente certa para a cena certa, locação, etc.

Sony NEX-VG10. Uma handycam com adaptador 35mm. Coisa de cinema.

Outra possibilidade de se gravar como cinema são os adaptadores 35mm para filmadoras. Existem muitas marcas no mercado mas a que eu indico e que em breve farei um Test Motion aqui é a LETUS, única no mercado que faz o registro como as outras, de cabeça para baixo, mas que corrige em seguida evitando que se tenha que virar a imagem posteriormente na edição. O resultado será tão bom e gratificante quanto gravar com a Canon, principalmente se a filmadora for fullHD. O adaptador LETUS nada mais é que uma caixa que se acopla a frente de uma câmera e na outra extremidade uma lente fotográfica. Ela produz o efeito de profundidade de campo, projeta essa imagem dentro da caixa e a filmadora nada mais faz do que gravar essa projeção. É como se filmássemos uma projeção dentro do cinema.

LETUS 35mm. O melhor adaptador do mercado com um custo razoável: R$ 7 mil reais.

Tanto a Canon quanto a LETUS devem ser bem avaliadas ao se pensar em adquirí-los. A não ser que você tenha dinheiro escorrendo pelo ladrão e compre por paixão. Comercialmente, deve-se avaliar primeiramente seu mercado ou o que estes equipamentos poderão proporcionar de retorno financeiro. Tanto a Canon quanto a LETUS precisam de todo um aparato para uso. Suportes especiais, monitores, tecnicas de gravação e um novo personagem nas produções: o foquista, um profissional que até então era de uso exclusivo em cinema e agora é requisitado nas produções mais simples. Como nesse tipo de gravação tudo é feito no manual, fica praticamente impossível o operador de câmera fazer o seu papel e ainda se preocupar com o foco. Até porque num simples movimento de cabeça ou de corpo de quem está na cena já é suficiente para se sair do foco.


LETUS 35mm encaixada a Sony HVR Z7. Pra quem quer rodar um filme essa é a dupla perfeita.

Quem acompanhou a novela Passione da Rede Globo pode ver o resultado extraordinário obtido pelo adaptador 35mm nas cenas externas gravadas na Itália. Aliás, é a primeira novela brasileira a contratar um colorista, profissional que se preocupa com os tons de cores de cada cena. Notem nas cores de cenas feitas na terra de Totó e nas de Beth Gouvea. Bem diferentes umas das outras. Mas isso é assunto para outra hora.
Aqui na minha cidade já tem alguns videomakers que adquiriram a Canon 5D e 7D Mark para registrar casamentos. Infelizmente investem alto no equipamento mas não cobram mais por isso, vulgarizando esse tipo de captação que não é um simples registro, mas sim uma poesia visual. Cada um faz o que quer mas, na minha humilde opinião, essa seria uma boa maneira de obter um diferencial tanto em produção quanto em postura profissional. É o que faz o fotógrafo e ex-apresentador do Shoptime, Pepe Figueroa, que grava casamentos com uma 7D Mark II, registrando momentos de todo o evento e entregando ao cliente um HighLights, ou Melhores Momentos, cobrando bem por isso e não se “matando” para registrar todo o evento como normalmente se faz numa gravação comum. Esse usa a cabeça!
Para turbinar sua produção cinematográfica, o steadicam é imbatível
Para ilustrar essa postagem e facilitar a abordagem deste assunto, coloco aqui alguns links para que os interessados possam conhecer os resultados obtidos com os equipamentos citados nesta matéria. Espero colaborar com os amantes das imagens que, assim como eu, buscam incessantemente a cena perfeita!
...

Fotógrafo e Videomaker Pepe Figueroa que grava casamentos com uma 7D Mark II.

Vídeo mostrando a qualidade excepcional da Handycam Sony NEX-VG10

Uma amostra de cenas de casamento gravadas com a 5D Mark II

Imagem de filmadora registrando imagens com a LETUS 35 mm
...

● Quem está aqui agora

● Estamos chegando a 2 milhões de acessos!

Twitter Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Download from Blog Template