MATÉRIAS

sábado, 18 de junho de 2011

MR. K DESVENDANDO O SLIDER DOLLY



Os fabricantes dos Slider Dollies industriais guardam um segredo à sete chaves.
De onde vem as peças para se fabricar este equipamento que é desejo de 9 entre 10 cinegrafistas?


O que é isso Mr. K? (Parodiando o Mr. M)
O Blog do Keko Sinclair desvenda mais um mistério. Disponibiliza para você montar em casa o famoso Slider Dolly original, que é vendido por U$ 1200 e tem assinatura de grandes marcas internacionais.

Slider Dolly Original - Nada de tubos duplos, rodinhas. É engenharia pura.

Um grande fabricante de polímeros e componentes metálicos, que tem suas peças usadas ​​em milhares de indústrias espalhadas pelo mundo, se chama Igus Inc. Em algum momento, um técnico mecânico da empresa descobriu que os mecanismos de deslizamento que eram produzidos na fábrica eram perfeitos para fazer uma câmera deslizar. Então a Igus começou a projetar alguns modelos de teste, para logo em seguida se tornar um dos principais fabricantes de slider do mundo. Todo o resto de equipamentos e marcas que você vê por aí, em qualquer lugar do mundo, copiou da Igus. Então você já percebeu uma das palavras-chaves desta minha postagem: Automação industrial. E o que o técnico da fábrica observava era um trilho, que se chama Guia Linear (outra palavra-chave) com um patins deslizante fixado nele. 

Guia Linear e Patins. Compre sempre as duas peças juntas.
As Guias Lineares são utilizadas em grandes indústrias onde necessitam de deslocar grandes e muitos volumes de forma automatizada, sem a presença de operadores. É facilmente encontrado em fábrica de automóveis, laminadoras de vidros e, próximo da região onde vivo, do Centro de distribuição da Chocolates Garoto. Um imenso galpão onde milhares de caixas de chocolate deslizam de um lado para outro para serem estocadas ou despachadas para o mundo todo.

E porque estas palavras-chaves não são usadas nos sites dos fabricantes? Senão você vai lá e compra um metro de Guia Linear e um patins e faz seu slider em casa. E a solução agregada ao produto mais a griffe da marca deixa de faturar nas suas costas.

Então comecei a pesquisar e ver quem fabrica e comercializa guias lineares. Achei vendedores no Mercado Livre (use as palavras-chaves) e estes sites aqui.


Algumas empresas não vendem para pessoa física, outras não vendem 1 metro. Somente milhares de metro. O jeito é pesquisar. E foi pesquisando que consegui comprar na mão de meu amigo e grande colaborador Joel Miranda, 80 cm do trilho mais desejado do momento para minha produtora, acompanhado de um patins. E assim arregacei as mangas e construí meu slider, onde usei mais alguns materiais para a eficiência do equipamento.

Material usado
80 cm de trilho de guia linear
01 patins
01 ball head (cabeça de tripé Manfrotto)
10 cm de cantoneira de alumínio
01 parafuso para ser usado como freio
02 parafusos com porca borboleta
01 regua de pedreiro
04 pés de armário com regulagem de altura

Meu slider dolly com uma GoPro. Uso também a NX5 sem problemas.
Cortei a regua de pedreiro em duas partes, de 20 cm cada. Por baixo coloquei os pés com regulagem de altura para trabalhar com o slider no chão ou mesa. os 2 parafusos com porca borboleta usei para prender a guia linear nas duas reguas. A borboleta ainda funciona como limitador para o patins não sair do trilho.




Depois dos pés e suportes de piso devidamente instalados, vamos a colocação do patins, freio e colocação da ball head. Utilizei uma cantoneira de alumínio (10 cm) onde coloquei um parafuso invertido, que fará a fixação da cabeça onde será presa a câmera. Nessa cantoneira coloquei também um parafuso com cabeça plástica (tirei de um suporte de luz) onde ele funciona como freio. Se eu deixar o sistema parado, é bom travar o patins para ele não deslizar e bater na ponta da guia. Outra dica: pode-se usar também uma cabeça de tripé comum.




Comprando a Guia Linear junto com o patins, você não tem que fazer nada. O patins já desliza dentro da guia. O importante é, na hora da compra, comprar o conjunto pois existem diversos tipos de patins e Guias. O meu patins é preso por dentro do trilho. Outros modelos são inversos. O patins corre por fora do trilho. Qualquer opção funcionará bem.




Para eu ter a opção de trabalhar com o slider em um tripé, fixei um engate rápido debaixo da guia. Neste caso fiz um furo menor que o do engate, e com o auxílio de um parafuso maior, esculpi os sulcos para o engate prender direto no trilho. Não poderia colocar uma porca por dentro pois corria o risco de atrapalhar a passagem do patins. E deu certo!



E assim ficou pronto meu projeto - BBB - Bom, Bonito e Barato. Gastei exatos R$ 215,00 e o resultado obtido com as imagens é extraordinário. O próximo projeto será colocar um motor que faça a câmera deslizar sozinha. Assim poderei dar meus passos profissionais a imagens em time lapse, minha atual paixão.


Espero que tenha gostado e que possa fazer um também. Precisa apenas de força de vontade e capricho pra não ficar com cara de gambiarra.
Agora um pequeno vídeo de umas gravações feitas com meu slider e uma câmera GoPro.


terça-feira, 14 de junho de 2011

FILMAGEM COM HELIMODELISMO



Uma tendência cada vez maior é se usar helimodelismos para captação aérea. Devido ao alto custo de locação das aeronaves tradicionais, cada vez mais o Brasil tem sido inundado por este tipo de serviço. Na cidade de Belo Horizonte, 1 hora de helicóptero nao sai por menos de 3.500 reais. Em Vitória o valor é um pouco mais ameno, 2.500 reais. Por mais que o cinegrafista se prepare para que suas captações sejam objetivas, raramente conseguirá fazer alguma coisa com apenas 1 hora. Então o custo final de um trabalho com imagens aéreas acaba inviabilizando o prosseguimento da produção. Ou até mesmo o fechamento.

De olho na falta de opção, algumas produtoras aproveitaram esse nicho e estão oferecendo captações feitas por helimodelismo. Um mercado que o videomaker americano se esbalda já há muito tempo.
Engana-se quem ache que basta chegar numa loja especializada e comprar um helicóptero da promoção e sair voando por aí. Primeiro é o valor. Aeronaves com preços inferiores a 5 mil reais não são as ideais para o transporte de câmera onboard. Segundo é que para se “pilotar” um equipamento destes é necessário um curso para comandar com precisão os joysticks. Senão a queda pode ser pior que a esperada. Não só perder o equipamento como causar um acidente grave em quem estiver embaixo.
Então o preço do helimodelo está ligado ao tamanho. Quanto maior, mais caro. Quanto maior, melhor. O cálculo para ver o que uma pequena aeronave suporta é ver seu peso total. Se tiver 2 Kg, por exemplo, ele suporta levantar uma câmera de até 0,80 Kg. É por esta razão que cada vez mais a GoPro é a mais procurada para este quesito.  Para se conseguir menor redução de vibração e ruido, escolha helicóptero elétrico. Ao escolher qual motor e bateria usar, a atenção deve se voltar mais para economia, capacidade e peso, do que se voltar para a potencia máxima descarregada durante um curto período. 
Os modelos mais procurados para se fazer uma GoPro voar são: T-rex 600, Raptor 90 com modificações, CB 5000.
Quem é louco por diferencial ou procura um mercado em plena ascensão, sugiro que comece suas pesquisas por modelos que possam transportar câmeras ou até mini dirigíveis (que não geram ruído) para gravações indoor. Imagine um cerimonial onde uma câmera navegue por cima de todos? 
A dica foi dada. Agora é com você.



MAKING OF: HIDRELÉTRICA DE AIMORÉS/MG

Mais um trabalho nosso para registro aqui no blog. Desta vez foi a Hidrelétrica de Aimorés/MG que recebeu a visita da equipe Memory Brasil. Como o trabalho foi executado em sigilo contratual, não estarei postando o vídeo que resultou esta demanda. Mas as fotos de parte da execução do trabalho você poderá ver aqui.




Neste trampo o equipamento foi o mais compacto possível, já que ficaríamos em campo o tempo inteiro, sem disponibilidade de carro ou auxílio de transporte de material.


Equipamentos utilizados
01 Filmadora Sony HVR Z7
01 Lente Grande Angular Olho de Peixe
01 Tripé Manfrotto cabeça 028 (modelo antigo)
01 Canon D60 com várias lentes


De quebra, entre um intervalo a outro, pude brincar com algumas cenas, que resultaram neste belo filminho em Time Remapping. Espero que sirva de inspiração.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

GRAVANDO EM TIME LAPSE




A técnica de time lapse ou lapso de tempo consiste da captura de várias imagens, com pausa entre elas, que é sequenciada em uma velocidade mais elevada do que a taxa de quadros original. É basicamente um vídeo em que tudo se move em alta velocidade. Não confunda com Time remapping, ou remapeamento de tempo. São coisas diferentes. Enquanto remapping é uma gravação contínua, lapse são intervados entre as cenas. O remapping pode ser feito com filmadoras e câmeras fotográficas enquanto o lapse só é possível a partir de câmeras fotográficas.
Deve-se programar o equipamento para clicar automaticamente de tempos em tempos.  Fazer isso manualmente? Nem pensar. Botar a mão na câmera? É vela e caixão. Trabalho perdido. No meu caso estou usando a GoPro com intervalos de 3 em 3 segundos.
Vela este filminho que fiz brincando. Durou uma tarde inteira até o anoitecer:


Dominar completamente a arte com criatividade faz tanto sucesso que grandes nomes da produção de vídeo emergem neste segmento em todos os cantos do mundo.
Eu virei um apaixonado pela técnica. E o grande charme disso tudo é poder tratar a primeira foto no Photoshop e depois aplicar a todas as outras de forma rápida.
As melhores ações de gravar vídeo com lapso de tempo são as que levam um bom tempo para acontecer. Há muita coisas ao nosso redor que dá pra fazer excelentes vídeos. 

Aqui está uma lista delas
Mudanças climáticas – formação ou movimento de nuvens, névoa e nevoeiro, chuva.
Fontes de luz - o pôr e nascer do sol, o curso do sol no céu, a lua, as estrelas, a noite se transformando em dia, raios de luz penetrando nas nuvens.
Marés - o fluxo e o refluxo do mar, a cheia e vazão de marés.
Pessoas - multidões que se deslocam em grandes espaços.
Construção – Uma obra em construção, um prédio sendo erguido, guindastes em movimento. Sugiro cliques a cada 30 ou 60 segundos.
Tráfego de carro - carros em movimento nas ruas durante a noite, em pontes, em garagens. Ideal são cliques de 3 ou 5 segundos.
Obra - um pintor produzindo uma pintura a óleo. Criações gráficas de computador podem se enquadram nesta categoria também.
Plantas - uma rosa abrindo suas pétalas, uma semente germinando. Cliques de 60 em 60 segundos.
Trajeto de veículo em movimento - uma visão rápida de uma viagem inteira.

Se fizer cenas diferentes, você poderá misturá-las para uma transição mais suave entre as diferentes imagens. Para uma quebra nas ações monótonas, pode-se incluir efeito ao contrário, como slow motion ou até mesmo tempo real. O que vale é combinar a passagem de uma cena para outra.


Super dica 
Essa é muito legal. Aprendi fazendo pesquisas da técnica e aprendi um macete para aplicar o efeito de panning. É o movimento da câmera durante a captura das imagens. Pode-se usar um slider motorizado – com movimento ultra lento – para sequencia de movimento lateral, ou um giro da câmera em 360 graus usando um timer de cozinha. O timer gira enquanto a câmera captura as fotos (o ideal neste caso é a cada 2 segundos).



Como posso usar em vídeos sociais?
Que tal registrar o movimento de nuvens com a igreja ao fundo?
Ou a cerimonia ou festa inteirinha em lapso de tempo que resulta em um filminho de 1 minuto? Ou a noiva em todo o seu processo de transformação?
A ordem é criar, inventar e seduzir seu cliente com coisas diferentes. Lembre-se: hoje em dia ganha-se da concorrência com diferencial. Tá cheio de gente fazendo a mesma coisa, e todo mundo se copiando.
Que tal inovar?

Um casamento completo em time lapse:

CASAMENTO: QUE CLIENTE VOCÊ QUER?

Um espaço moderno e aconchegante atrai seu cliente e lhe rende bons lucros.
Você pode escolher que cliente você quer. Tudo vai depender da atitude e da cara que você dará ao seu negócio.  Vamos a um belo exemplo de mudança de foco. Lembra da Towner, aquele furgãozinho da Kia focado para compradores de baixa renda que precisavam de um veículo barato e de multi-uso? Vendeu muito, a fábrica ganhou muito dinheiro mas com isso teve que montar uma estrutura monstruosa para a manutenção desses carrinhos. Após uma decisão estratégica da fábrica, o foco deles mudou. A Kia abandonou o mercado de carros populares e entrou num segmento para poucos: a produção de carros de luxo e de alto padrão. Sucesso de vendas e faturamento recorde a cada novo lançamento. A multinacional coreana teve atitude, trocou de mercado e virou o jogo.
Você também pode escolher quem vai ser seu cliente.
Sala, loja ou casa. Não importa. O que interessa é seu endereço ser comercial e não residencial.
Se seu desejo é atender clientes de baixo poder aquisitivo, o investimento é proporcional ao custo final do produto. E 80% do mercado de vídeo social está focado neste segmento. Videomakers entram neste mundo pensando no negócio como um complemento de renda, um bico de final de semana ou um passatempo remunerado. Com um lucro já pequeno e dividido entre os gastos pessoais, investem em câmeras baratas que geram um produto final amador. Acabam instalando sua “produtora” num dos cômodos da casa e carimbando de vez seu perfil como de vídeo de baixo custo. Não entenda isso como um mau negócio. Nem se ofenda com minha explanação. Mesmo os trabalhos focados neste segmento são bastante rentáveis, porém o filmador, ou cinegrafista, terá que trabalhar mais por menos.
Fique atento: Quem faz a cara de seu negócio é você e não seu cliente.


Lembro quando decidi mergulhar no mundo do casamento e comecei a fazer filmagens como bico. Claro que havia paixão, dedicação e qualidade. Até porque eu tinha um pedigree que era trabalhar em uma emissora de TV. Mas como começou como um bico, eu atendia meus clientes em minha casa. A ilha de edição era no quarto do meu filho. Uma cama, brinquedos espalhados, uma mesa com dois vídeos S-VHS e uma filmadora. Só. E confortavelmente instalado em um bairro residencial num conjunto popular. Meu preço? compatível com que meu cliente via. Bom, isso foi a bastante tempo até estudar, ler muito e entender que detalhes fazem a alma do negócio. E depois mudar de mala e cuia para uma localização nobre e comercial da cidade.
Para oferecer um trabalho diferenciado e de alto valor agregado, não basta fazer um bom trabalho. Toda a estrutura deve estar em sintonia com seu produto. Um bom local de trabalho em região nobre, atendimento especializado, equipe antenada, equipamentos de primeira e um trabalho que encha de lágrimas os olhos do cliente. Saiba que acima do produto que você vende, está sua marca e atitude de vencedor. A Memory Brasil percebeu há bons anos atrás que o cliente quer ver o que há por trás das cortinas, e sempre os leva a uma visita aos bastidores da produção. Quem não se sente seguro, entregando o dia mais importante de sua vida a uma empresa que tem estrutura? Basta um rápido passeio para nosso cliente perceber que ele estará em boas mãos. Isto é estratégia.

A Memory segmentou seu atendimento. Para a área infantil chama-se Memory Kids
Por falar em marca, as produtoras mais criativas do mercado estão fugindo do velho estilo de usar o nome do fundador como marca. Estão ousando em nomes fora do padrão que ajuda, e muito, na personalidade do negócio. E dá liberdade, ao dono, de poder montar uma equipe onde ele deixa de ser o centro de tudo - o que é normal em nossa profissão. Quem nunca fechou um casamento onde o casal quer que você vá? Eles não querem a empresa atendendo. Querem você! Já pensou se naquele dia lhe der uma diarréia?

Estrutura, localização, atendimento. Tudo influencia nos valores e fechamento de negócios
Qual é o nome que passa mais poder de resultados se você fosse assinar um contrato? Nunes Filmagens (somente um exemplo. Que Nunes me perdoe) ou Etnia Filmes? É um conceito antecipado (pra não dizer preconceito) ou uma percepção de criatividade antecipada? Cada vez mais nomes criativos e de atitude invadem o cenário audiovisual. Essa é a personalidade que marca seu negócio e que pode ser reconstruída caso algo dê errado. Um nome próprio, de família, pode ter máculas eternas.
Pense nisso.
...

MAKING OF: ARCELOR MITTAL

Making of da produção de filme de segurança e saúde da empresa Arcelor Mittal Brasil.
Aqui utilizamos uma equipe enxuta. 01 cinegrafista, 01 apresentadora, 02 atores, 01 diretor de cena/fotografia.


Equipamentos utilizados
01 Sony Z7 com lente SuperWide
01 Tripé Manfrotto c/cabeça 028
01 Microfone s/fio Sony UWP



MAKING OF: ORAL BRASIL

A pedidos, estarei postando o making of de produções da Memory Brasil. Este vídeo foi produzido para a Oral Brasil para divulgação de seus planos odontológicos.
A equipe é formada por 01 cinegrafista (Alex Birck) - 01 assistente (Magreen) - 01 iluminador (Cayo Quinta) - 01 diretor de cena (Kiko Siqueira) - 01 apresentadora (Giuliana Pavan).

Equipamentos utilizados
01 Sony NX5 com 02 lentes - 01 superwide e 01 olho de peixe.
01 Tripé Manfrotto 028 cabeça 501.
03 Spotlight 500w + rebatedor.
01 Steadicam
01 Microfone Lapela Sennheiser

Abaixo momentos da produção, com a equipe memory Brasil muito animada.



terça-feira, 7 de junho de 2011

TUTORIAL: SLIDER DOLLY DE BAIXO CUSTO



Este tutorial vem do francês Junior Toskian. Muito criativo por sinal.
Ele fez um slider camera dolly de madeira, alumínio e rodas de patins. Aliás, ele retirou o conjunto completo de rodas do patins in-line, ou "em linha".


Material
01 madeira MDF 50cm x 50cm
01 madeira MDF 50cm x 30cm
02 tábuas de pinus 60cm x 10cm
04 cantoneiras ou rodapé de madeira 60cm
02 cantoneiras de alumínio 60cm
02 rodízios de patins in-line


A sequencia de fotos explica por si só. Basta olhar e montar!





Agradecimentos a Junior Toskian, criador do slider de baixo custo.



Jay Boy's No Budget Tutorials 03: DIY Filming Dolly With 10' Track from j:boyd on Vimeo.

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

TUTORIAL: FAÇA UM SOFTBOX



Nosso tutorial de hoje é para fazer um softbox, que poderá ser usado com um flash de fotografia ou uma lâmpada fluorescente para iluminação de objeto ou personagem.
É um projeto individual, portanto cheio de materiais que não tem nada a ver com um softbox industrial e que, eventualmente, minha lista de material poderá ser adequada de acordo com sua criatividade. Aqui eu dou a sugestão. O garimpo é seu.

Esqueleto do softbox - estrutura de arame de solda, tecido de guarda chuvas, velcro, tapa-sol e nylon de estamparia 

Material necessário
Tecido de poliéster (Pano de guarda-chuva vende em lojas de capotaria) 1x 150cm×150cm.
Tapa-sol de para-brisas de automóvel (2 peças) daqueles que um lado é metalizado.
Velcro preto (20mm 2x 5metros).
2 Varas de fibra de vidro ou PVC branca ou Arame de solda (eletrodos tipo vareta).
1,20m de nylon para estamparia (tela de silkscreen).

Caso tenha interesse, faça o download do arquivo em jpg (silhuetas-softbox) clicando aqui.
A silhueta ou gabarito “A” = superfície com um lado de 50cm
A silhueta ou gabarito “B” = superfície com um lado de 60cm

Tapa-sol de parabrisas - Vamos usar apenas o lado metalizado
Sobreponha os gabaritos ( “A”e”B” ) ao tapa-sol. Marque as bordas com um giz e recorte com uma tesoura. Repita este processo para obter duas superfícies do tipo “A” e duas superfícies do tipo “B”. Se conseguir, descole do tapa-sol o lado oposto onde não tem o material metalizado. Neste lado você colocará o tecido de poliéster para o acabamento externo. Fixe este material com alfinetes para, em seguida, costurar o material no tapa-sol. Antes de começar a costura, você deve deixar um excesso de poliéster de 2 a 3 cm. Esta beirada será importante.

Já com os alfinetes colocados e o poliéster cortado, comece a costurar a tela ao tecido.
Quando as quatro partes estiverem costuradas, chegou a vez de colocar o velcro exatamente na borda que você deixou do poliéster. O velcro será costurado nas quatro bordas exteriores do softbox, e que são facilmente visíveis (veja as fotos), pois são as bordas que não apresentam curvatura e que medem 50 e 60cm respectivamente, correspondentes as silhuetas “A” e “B”. Use duas tiras de velcro duro com 50cm e outras duas tiras de velcro duro com 60cm.
Finalmente costure cada uma das partes como se você estivesse fazendo uma tenda. Outra opção de usar o velcro nas bordas que apresentam curvatura, é costurá-los nas bordas curvas. Com isso você faz um softbox totalmente desmontável. Caso não queira, costure as partes curvas produzindo o formato de tenda.

IMPORTANTE: Ao costurar as bordas curvas, faça umas presilhas de tecido entre as partes, para criar apoios à armação (os varões de PVC ou de fibra de vidro ). A ideia é muito parecida com as  tendas formato iglu para acampar.

Já estamos chegando ao final do trabalho. Pegue o nylon de estamparia (silkscreen), corte nas medidas de 50cm x 60cm e costure nas bordas o velcro oposto ao que você costurou na borda sem curva do tapa-sol. É juntando ambos que você fechará a frente para fazer a face refletora.
Por fim, pegue na tela branca de pvc, recorte-a a medida de 50x60cm e nas bordas coza ou cole velcro para que este se conecte as bordas da softbox.
Já na ponta onde se juntam os bicos do triangulo, você forçará uma abertura pelo velcro onde introduzirá o flash ou a lâmpada fria. O ideal é, antes de montar o softbox no bocal da lãmpada, cortar o excesso das Varas de fibra de vidro ou PVC branca ou Arame de solda para não forçar a estrutura.
Pronto! Um softbox “da hora”, extremamente funcional e barato.

Agradecimentos ao designer Bruno Fosi pelo belo tutorial.
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domingo, 5 de junho de 2011

COMPREENDENDO AS TABELAS DE TESTE




Hoje em dia com a tecnologia a todo vapor, filmar virou moleza. Basta ligar a câmera, apertar o rec e sair gravando. Isso tudo se seu vídeo for para fazer brincadeiras. Se for a trabalho, sugiro que pense diferente.


Se você se considera um profissional do vídeo,ou deseja ser, saiba que todas as suas decisões de gravação devem se aproximar ao nível máximo da perfeição. E uma das perfeições em vídeo é tentar aproximar a imagem gravada da imagem real. Tanto filmes de cinema quanto vídeos sociais são feitos de diversos pedaços de imagens, ou takes (que são criados quando você dá rec e pausa na câmera e muda de locação). E mais cenas são adicionadas se o evento é feito por duas ou mais câmeras. A cada locação que se grava, na igreja, no cerimonial, em uma externa, as luzes e cores vão mudando o tempo todo.
E é aí que a Tabela de Teste entra em ação.


Se você comprou uma câmera novinha e abriu sua caixa, e ela for no padrão broadcast, parabéns. Junto a toda documentação vem uma tabela, ou gráfico de teste. Se não tem, é sinal que sua câmera é pro-consumer. Significa - e torço muito por isso - que você ainda tem mais uns degraus para subir tecnologicamente, a grande escadaria rumo aos equipamentos de produção profissional. 


Vou aqui tentar explicar os conceitos básicos por trás das tabelas de teste de vídeo e sua importância no ajuste de qualquer tipo de câmera profissional. Assim você poderá entender - e até deixar de reclamar - que sua câmera novinha parece ter a imagem embassada ou fora de foco.


Qual a finalidade
As tabelas servem para nos mostrar, visualmente, determinados ajustes que devemos fazer antes de gravar. 
Câmeras com lentes removíveis - como a Sony Z7 - costumam ter um controle de foco muito apurado, que em conjunto com os vidros da lente e processador de imagem, permitem ajustar o foco da lente para que seja consistente em toda a faixa de zoom. Ao colocar um gráfico na frente de sua câmera, você pode calibrar o foco com muito mais precisão. A invasão cada vez maior de filmadoras de alta definição e aparelhos de TV com transmissão digital, nos obrigam cada vez mais a ter um foco preciso e correto. Senão nossa falha fica evidente e escancarada na tela.


Diferentes tipos de tabelas são utilizadas para revelar deficiências nas câmeras e lentes, e determinar as configurações ideais para ajuste de balanço de branco.Você pode até usar uma folha de papel Chamex ou uma parede branca, mas ter uma tabela de teste e uma de cores junto ao seu case será de grande valia. E total profissionalismo.


Quando se deve usá-las
Uma tabela de teste deve ser usada primeiramente para avaliar o desempenho de sua câmera. Por exemplo, se ela tem dificuldades para capturar partes de um gráfico na tabela, então provavelmente terá problemas para captar linhas finas e outros detalhes da imagem que você irá gravar. 
Numa tabela de teste em cores você pode prever o que a sua câmera vai ver durante a gravação. Basta colocá-la em frente a cena e verificar, pelo view finder ou LCD, se o que você está vendo na frente da câmera é o mesmo que ela mostra no visor. E melhor ainda, gravar um take e checar na edição.


Como usar
Coloque a câmera em frente a tabela. Chaveie para manual. Com a tabela referente ao ajuste que deseja, mexa nas configurações da câmera e observe a reação da imagem. Se no caso de ajuste de foco, você tiver dificuldades em deixar o foco preciso, talvez a câmera precise fazer a configuração de distância focal (consulte o manual de seu equipamento). Se você usar uma tabela em escala de cinza e todas as graduações de um tom para outro não aparecerem na imagem capturada, ou aparecerem cenas escuras demais, você terá imagens com falta de contraste e detalhe. Para ajuste de cores, primeiro bata o branco. Se a câmera não consegue captar as cores consistentes a partir da tabela de cores, então terá problemas de reprodução das cores reais da cena. Para quem gosta de manipular o PP (picture profile) de sua câmera, eis a dica: Faça o ajuste com uma tabela de contraste e cores na frente da lente. Ali você poderá ver o que fica melhor ou pior no ajuste. E assim pode acabar de vez com ruídos durante gravações com pouca iluminação. É assim que eu faço!


Observação
Tem outros blogs que tem comentado que meu ajuste de PP (disponível no blog para Z1, Z7 e NX5) tem comprimido a imagem e tirado a resolução. Dor de cotovelo! A perda é insignificante para o resultado final. Aí vem a pergunta: Você prefere uma imagem cheia de ruído e 100% nativa ou uma ajustada em PP onde a perda é de 98% e o resultado na edição é perfeita?


Se não funcionar
Caso você tenha feito todos os ajustes necessários com as tabelas, usando a escala de cinza e acertando a íris, a tabela de teste zebrada para ajustar o foco manualmente, fazendo o ajuste focal automático (presente na Z7 e linha EX) e batendo o branco com a tabela correta e confirmando se as cores estão corretas, e mesmo assim ainda observa que a imagem não está legal, vá a uma assistência técnica da marca de sua câmera. Talvez seja necessário usar um vectorscópio, equipamento digital que faz a leitura ultrafine de todos os ajustes corretos e descobre na hora se há algum problema na filmadora.


Existem tabelas que você pode baixar na internet (e aqui em meu blog disponibilizo várias) e carregar sempre com você. A com a escala de cores, o famoso color bars, pode ser feito com PVC e colado adesivos compatíveis com as cores do padrão RGB.
Para resultados precisos, você deve ser capaz de aplicar zoom em uma tabela de testes (cinza, de cores ou zebrada), em que ela preencha a tela LCD totalmente, e que você possa observar corretamente todos os detalhes de forma perfeita. Uma tabela de 60 cm (ou do tamanho de uma folha A1) tem que ver vista perfeitamente pela câmera a uma distância máxima de até 10 metros. Em ajustes de PP, trabalho com muita luz, média luz e pouca luz. Veja como a câmera se comporta.


De presente para os leitores um pacote com as tabelas mais usadas em produção, com sugestão de uso para cada uma delas.


1 - Ajustes de PP, contraste, gamma, skin.
2 - Ajuste de PP, contraste, preto.
3 - Ajuste de foco, contraste, definição.
4 - Ajuste de foco e íris.
5 - Conferencia de cor após ajuste de branco.
6 - Conferencia de cor após ajuste de branco e ajuste de PP.
7 - Ajuste de foco e contraste.
8 - Ajuste de contraste, gamma, PP, skin, gamma, definição.
9 - Ajuste de PP e contraste.
10 - Ajuste de PP, setup de ITU, contraste, cor.
11 - Ajuste de PP (principalmente ruídos), contraste, definição.
12 - Ajuste de foco, íris e definição.
13 - Ajuste de contraste, PP e balanço de branco.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

QUAL HD CERTO PARA VOCÊ?


Hard Disks. Várias marcas, diversos tamanhos, muitos modelos. Qual comprar?
Saiba que os HDs tem hanking de qualidade e confiabilidade, baseados em números de reclamações feitas por usuários aos fabricantes. Tem fabricante famoso que está botando os dados de seus clientes em risco. Lembro quando comprei meu primeiro HD de 20Gb – E agora meu último disco rígido foi de 2Tb - que custou R$ 800,00 contra R$ 390,00 deste de maior capacidade. No Japão já lançaram um HD de 9Tb, mas nada de pedir pro amigo que vai aos EUA trazer um na mala. Parece que somente estações Mac conseguem reconhece-lo em seu tamanho total. Não quero ser técnico demais nesta postagem, prefiro ser objetivo e direto ao assunto.





Interno ou externo

Claro que estamos falando aqui de HDs para servir de arquivamento, já que com o avanço das câmeras que gravam em cartão estarem dominando o mercado, cada vez mais precisamos de espaço, e seguro. Se seu PC tiver mais de um HD internamente, sugiro sempre deixar o sistema exclusivo para para ele. Se houver problemas de formatação, seus arquivos não serão perdidos.
Indico utilizar HD externo. Desta forma ele estará trabalhando em ambiente mais frio que dentro da CPU, e portanto terá maior tempo de vida. A maioria dos problemas causados em Hard Disks são exatamente os provocados por calor.

SATA ou ATA
Apesar das diferenças serem pequenas, 150Mbs do SATA contra 133Mbs do ATA, alguns outros detalhes apontam para o SATA como melhor opção, como o cabo muito mais flexível com menos fios internos, menos superaquecimento e respondem com melhor desempenho ao chipset da placa-mãe.
Quanto maior a velocidade dos HDs, mais rápida será a transferência de dados. O primeiro número que você vai encontrar quando a compra for a velocidade de rotação do disco será de  7200 ou 10.000 rotações por minuto. De 5.400 já era. Esqueça. A maioria dos principais discos rígidos giram a 7200 rpm, e os de 10.000 são SCSI, ótimos, porém com capacidades limitadas.






Capacidade
Capacidade é o que mais importa para arquivarmos nossos arquivos. Vídeos gravados em fita MiniDV são devoradores de espaço. Como exemplo, o conteúdo de uma fita de 1 hora em MiniDV ocupam 13Gb. Cartões com imagens em Full também são espaçosos. E lembrtando que tudo que você arquivar deverá ter um outro HD espelho. O que tiver em um, deverá ter no outro. Jamais confie um único conteúdo gravado em um só lugar.

Dica Importante – O ruído
Certos profissionais em suas vastas profissões trabalham usando o ouvido para detectar falhas ou defeitos. Meu dentista bate a pinça no meu dente para descobrir onde tem dente ou amálgama. Funileiros batem o dedo e ouvem o som para saber se é lata ou massa. Você deve colocar o ouvido no HD para saber se ele está produzindo um som como um zumbidinho linear ou dando umas roncadinhas e solavancos. Se estiver ouvindo a segunda e terceira opção, seu HD está com os dias contados. Melhor antecipar seu descarte para não se arrepender depois. 
No caso da pesquisa do Sr. Harris, ele a fez nos EUA. No nosso caso, um site de pesquisa de reclamação muito procurado é o reclameaqui.com.br. e o nuncamais.net.

Marca ideal de HD
Existem os mais variados modelos e marcas. Western Digital, Seagate, LG, Maxtor, Samsung, Hitachi, Toshiba, entre outros. Robin Harris, um consultor Americano de tecnologia utiliza uma tabela criada por ele mesmo. Usa como base sites de reclamação de produtos e a frase que estabelece a pontuação do produto: “Quanto mais, pior”, ou, “Quanto menos, melhor”.
O que ele descobriu é que o menor índice de reclamações é da marca WD – Western Digital. Então associa o menor número de reclamações com o maior prazo de garantia e bingo! Tem a marca ideal para efetuar a compra. 
Então, a partir dos dois endereços eletrônicos, vamos criar uma tabela de “quanto menos, melhor” na versão tupiniquim para sabermos quem é quem no mercado nacional de HD. E ainda escapar de qualquer reclamação de algum fabricante, já que as decepções aos seus produtos estão disponíveis no site e aberta a todos.

Baseado na simples metodologia do “Quanto menos, melhor”, as marcas mais recomendadas são as Hitachi e Western Digital. A com maior índice de reclamações é a Samsung, seguida da LG. A pesquisa foi feita de janeiro a junho de 2011 nos sites comentados nesta postagem.

Estamos de olho!
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