MATÉRIAS

terça-feira, 19 de outubro de 2010

DICAS PARA GRAVAÇÃO DE EVENTOS SOCIAIS

http://ckfotofilmagem.site.com.br/ - Carlos Kill: Profissional com futuro brilhante. Essa foto parece uma montagem, mas não é. É fruto da dedicação e paixão de quem olha além do possível e busca o impossível, chegando quase a perfeição. Parabéns Kill e obrigado pela liberação desta imagem.
Dizem que o melhor negócio é sempre o do vizinho. Mas ninguém sabe o quão duro o vizinho dá para ter o sucesso aparente. Mesmo quando adquirimos independência profissional e liberdade de criação, ainda passamos apertos antes, durante e após as produções.
O cliente sempre tem razão. Tem? Em termos.
Enquanto escrevo este tópico, uma pessoa de minha equipe que cuida da área infantil está tentando, com toda a paciência do mundo, agradar a uma cliente. Muito chata por sinal. É um trabalho infantil. Simplesmente a madame botou pressão pra entregar o trabalho e aí chegou um mês depois (hoje!) querendo mudar tudo. Como a editora faz Marketing e Publicidade, deixei ela se virando com a tal cliente que tem sempre razão. Resolveu fazer aquelas modificações no DVD que só quem domina a arte da telepatia consegue captar. Está mudando a cor do menu, colocando as fotos do clipe em marcha lenta porque, segundo ela, as transições estão deixando ela tonta, além de trocar fontes, cores, colocar alguns efeitos bregas e por aí vai. Eu, nos meus anos de experiência, criei um detector de problemas, e essa não passou no crivo...
Pior é aquela que liga um dia antes do evento lembrando pra não esquecer de filmar a decoração, o bolo...
Começo aqui dando minhas sugestões, muito pessoais, que ficam ao critério de cada um aceitar, entender, criticar, comentar, afinal não sou dono da verdade.
  • Caso detecte que o cliente é complicado, problemático ou peça coisas impossíveis, tipo "só filmar o lado direito de seu rosto porque não gosta do outro lado", dispense pois você terá complicações lá na frente. Pessoas encanadas e que não se gostam estarão propensos a rejeitar ou criticar seu trabalho. É fato.
  • Jamais dispense um cliente "na lata" porque percebeu que ele será problema ou por quê fechou com um fotógrafo que vai lhe prejudicar na execução dos serviços. Faça como eu: detectado o "osso", abra a agenda e diga que a data está ocupada. Não estou pregando mentira, afinal você poderá estar realmente ocupado com você mesmo ou com tarefas internas da produtora (só não precisa dizer isso).
  • Confie em sua intuição. Toda vez que fui contra ela, quebrei a cara.
  • Ao ir gravar em uma igreja, respeite as normas do local, mesmo que essas normas prejudique seu trabalho. É comum igrejas não permitirem que os profissionais subam no palco do altar. Faça o melhor. e só comente isso com seu cliente, e dias depois do evento, se seu trabalho estiver prejudicado. senão, deixe pra lá.
  • Recepção. Quem disse que equipe não pode comer, não pode beber? Claro que somos muito observados no evento, portanto boas maneiras e educação farão a diferença. Gravou suficiente para que possa dar uma pausa, largue a câmera e fique em um local onde você possa ser servido. Coma e beba discretamente e volte ao seu trabalho. tem equipe que fica pegando canapés da bandeja com uma mão e filmando com a outra. Seja profissional.
  • Fotógrafos atrapalhando. Infelizmente somos gato e rato. Cada um quer fazer o melhor por seu cliente e acabam por prejudicar o colega de profissão. Eu uso uma tática infalível: Quando o fotógrafo entra na frente e eu não consigo me reposicionar, simplesmente abro a cena e deixo ele aparecer na imagem. Se puder excluir essa cena na edição, ótimo. Se não, ele fica lá, eternizado no evento do cliente. 
  • Gravação de pessoas cadeirantes ou deficientes físicos. Elas não são invisíveis nem de outro planeta. Grave-as normalmente pois são pessoas normais (nós que somos anormais!). No caso de cadeirantes, posicione a câmera na altura da cabeça deles, nunca do alto para baixo. 
  • Eventos contratados são compromissos da mais alta responsabilidade. Portanto gravações com duas câmeras são uma garantia que, se algo der errado, nem você nem o cliente irão ficar na mão. Caso perceba alguma disfunção no equipamento, na hora do evento, comunique ao seu parceiro e com muita calma avalie se pode continuar operando a câmera ou é melhor parar. Desespero só piorará as coisas.
  • Tudo o que você combinar com o cliente deve estar em comum acordo com ambos e acordado em contrato. Lembre-se que o cliente sempre acaba esquecendo o que combinou e acaba exigindo coisas extras que não fazem parte do pacote. Não seja irredutível, se puder ajudar melhor,mas se for algo mais complexo, nada mais profissional do que cobrar pelos extras.
  • Se você começou seu negócio e sabe que tem potencial, porém não é conhecido no mercado, invista em site, parcerias com fotógrafos, cerimoniais, cerimonialistas e não deixe de pedir opinião de outras pessoas quanto ao seu trabalho. Na nossa profissão, nosso ego é grande e muitas vezes esconde falhas que todos veem, menos nós.
  • Se você não tem um local apropriado para atender seu cliente, se seu negócio é na residência ou bairro de periferia, saiba que só isso já é suficiente para desvalorizar seu serviço, mesmo que seja o melhor do mundo. Aconselho que neste caso você faça a apresentação do trabalho na casa do cliente. Quando comecei, atendia meus clientes no meu apartamento em conjunto popular. Vendia um casamento por, no máximo, R$ 200,00.    Alguns meses depois, após alugar uma sala em bairro nobre, já fechava trabalhos por R$ 1.200,00. Hoje o nosso pacote médio gira em torno dos R$ 3.000,00.
  • Aparência é tudo. Não crie dificuldades em sua apresentação. Em cobertura de eventos sociais trabalhe sempre com terno preto e camisa de cor neutra. Uniforme e colete foi feito para atendimento corporativo. E tem mais: o carro também faz parte de nossa apresentação, portanto não invista só em filmadoras e iluminação. O carro faz parte do negócio.
  • Tem dificuldades em ligar seus spots de luz em igrejas e cerimoniais? A tecnologia existe para isso. Portanto seja independente. Trabalhe com iluminação portátil e não fique dependente de tomadas dos outros e preso a fios e cabos. Todo esse aparato faz parte de nossa profissão. A pior desculpa é jogar a culpa de um trabalho mal executado na estrutura dos outros. Afinal ninguém é obrigado a ceder energia para você ganhar o seu dinheiro.
  • Já dizia o filósofo Aristóteles: "Uma andorinha só não faz verão". Portanto não vá cobrir eventos e festas absolutamente sozinho. Sempre tenha um assistente ou parceiro trabalhando junto. Assim você anula ou minimiza qualquer tipo de dificuldades que possa surgir pela frente.
  • Se você tem dificuldade de relacionamentos, vamos ser sinceros, você está no negócio errado. Nosso ramo de atuação requer uma rede social enorme, que abrange do cliente ao concorrente. Portanto cara fechada, mau humor e isolamento só atrapalham na nossa atividade. O melhor Marketing é sorrir sempre!
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

CONSTRUINDO UM "CAMERA SKATE"


Esse é o projeto "da hora". De simples construção o Camera Skate é um equipamento de movimentação de câmera bastante usado em produções de curtas, comerciais e até em trabalhos de vídeos sociais. Como o próprio nome diz, o skate é um carrinho que transporta uma filmadora e que cria takes diferentes e inusitados em uma produção.
Utilizado primeiramente para gravação de produto, hoje ele faz sucesso em várias atividades de produção. A criatividade fica a cargo do operador.

Fizemos um teste simples e que ficou fantástico. Deslizamos o skate por sobre um carro, do capô do motor, subindo pelo para brisas, deslizando pelo teto e indo até a tampa do porta-malas. Onde acontecia algum sobressalto devido a algum obstáculo (por exemplo, ao passar pelo limpador de para brisas), adicionamos alguns takes extras, das lanternas ou faróis, assim escondemos esse detalhe. Outro uso é em mesas de decorações onde o resultado fica interessante.
Então prepare as ferramentas, o material e mãos à obra.

Material e ferramentas
01 Cano de PVC (0,20 cm)
01 Bucha de redução
03 Junções em T
02 joelhos
04 tampões PVC
Cola de PVC
Cola de Silicone
05 Parafusos
05 Arruelas
04 Rodas de skate
01 Cabeça de tripé
Chave de fenda
Serra de serrar ferro

Essa é uma bucha de redução onde fixaremos o parafuso, arruela e porca que prenderá a cabeça de tripé. Como é tudo de PVC, use uma cabeça de tripé leve, do tipo usado para câmera fotográfica. Também pode ser usado um ballhead. Preencha o interior do redutor com cola de silicone ou até mesmo Durepox.

Esse é o eixo central pronto com o joelho e o T, preso a dois adaptadores e colados com a cola de PVC. Na parte de cima será enroscado a bucha de redução onde depois colocaremos a cabeça do tripé.

Essas são as rodinhas do skate, surradas por sinal. Note que foi colocado uma luva onde fixará o rolamento e o tampão. Tudo com cola de silicone.

Essa é a visão lateral, com o tampão e a luva pronta para receber um pedacinho do cano de PVC que formará o eixo.

Aqui está o eixo completo, com as rodas e o T central. O cano preto é exatamento o pedaço de cano PVC de 20 cm citado na lista. Só que você vai cortar em pedaços de 5 cm e prender no T e no tampão. As fotos ajudam na explicação.

Aqui está nosso carrinho "Camera Skate" pronto com um ballhead da WF que custa R$ 100,00 na BellaPhoto em SP. Ele suporta câmeras DSLR Canon e Nikon, Pocket Cam e Handycams. Caso você queira colocar uma câmera mais pesada, tipo Z7, NX5, HMC150, etc, pode montar esse projeto todo com tubulação de ferro para água quente. Claro que neste caso haverá mais dificuldades quanto prender uma peça na outra. Poderá haver necessidades de contratar um torneiro mecânico, soldador...

Para finalizar, você pode lixar todo o carrinho com lixa dágua (a mais fina) e aplicar tinta preto-fosco em spray. Vai ficar um cara profissional e camuflar o aspecto de cano branco.
Agora coloque sua câmera no "Camera Skate" e divirta-se com os novos takes que serão capturados.

Fotos de Martin Taylor
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SUPORTE PARA HANDYCAM

Mais um projeto para os donos de Handycams poderem estabilizar as imagens e obter um resultado final mais profissional. Neste caso estaremos usando apenas uma barra de alumínio de 25 cm de comprimento, um cano PVC de 8 cm, 02 parafusos, uma tirinha de EVA ou cortiça e uma manopla de guidão de bicicleta. Caso você tenha dificuldades em arranjar a peça em alumínio, nada lhe impedirá de fazer um uma barrinha de ferro.

O projeto é simples demais. As fotos explicam por si só. Você poderá ter três diferentes posicionamentos de mão fazendo três furos em locais diferentes. 01 furo para fixação da câmera e mais 02 para a manopla, que poderá ser colocada para cima, para baixo e também inclinada.


Materiais necessários: Uma barra de alumínio de 25 cm, um cano PVC de 8 cm,
02 parafusos, uma tira de E.V.A. ou cortiça e uma manopla de guidão de bicicleta.



Visão do operador com o suporte pronto


Visão frontal de nosso suporte


Manopla reta para quem achar melhor essa pegada



Outra posição que a manopla poderá ser colocada, dando maior conforto para o operador

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SONY HVR Z1 - PICTURE PROFILE



Recebi de um amigo videomaker americano esta configuração do Picture Profile para a Sony HVR-Z1 que disponibilizo para os usuários desta câmera.
O recurso de Picture Profile (PP) é um dos pontos positivos da familia Z da linha Sony pois pode-se personalizar uma imagem e conseguir uma textura incrível.

No caso da tabela disponibilizada para a Z1, o usuário terá as 6 opções completas de ajuste que vão do estilo vídeo cromo até uma imagem próxima a textura de película.

Então este é meu presente para os donos da Z1.
Deleitem-se!



Pepê Figueroaa grande referência nacional em se tratando de gravação de casamentos em DSLR, nos encaminhou um Picture Profile para casamentos noturnos e clipes de dia. Segue a colaboração do grande amigo.







Color Level = 0 ( para de dia pode aumentar )
Color Phase = 0
Sharpeness = 15 ( para de dia pode baixar )
Skintone Detail = Off
Skintone Level = Middle
AE Shift = 0
AGC Limit = Off
AT Iris LMT = F11
WB Shift = 0
ATW Sens = Middle
Black Strach = On ( o + importante para a noite )
CINEMATONE = Off
CINEFRAME = Off
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TURBINE SEU VÍDEO DE CASAMENTO


Irreverência e descontração tiram as produções de casamento da mesmice do dia a dia e determinam uma nova forma de apresentar seu produto


Chique ou brega. Não importa. Todo o casamento tem seu estilo próprio que vai de acordo com a maneira de viver de cada um dos envolvidos no evento. Dos noivos ao fotógrafo, do celebrante aos garçons. Todos, sem exceção, influenciam neste momento especial.

E cabe a nós, cinegrafistas, seguir o tom da festa e buscar, em cada take, uma cena que retrate emoção, paixão, alegria, e por aí vai. Isso não é mais exclusividade dos fotógrafos que sempre conseguiram colocar sua pitada pessoal e profissional em cada foto registrada. Vale, e cada vez mais é cobrada, um diferencial a mais em cada filmagem produzida.


Mais do que agradar o cliente, é saber que você vai fazer parte de sua história
Em algumas comunidades no Orkut que tratam do assunto casamento, os membros postam seus trabalhos e pedem que outros associados comentem a respeito de seu trabalho. Um deles pediu que desse minha opinião. E fui muito sincero. Achei a produção do rapaz sem emoção, pobre em enquadramentos e em muitas cenas alguns efeitos beiravam ao ridículo. O “filmador” disse que era técnico em informática e nos finais-de-semana filmava casamentos. Disse pra ele que como cinegrafista ele era um bom consertador de PC. Se dar manutenção em computadores não tem emoção nenhuma, na difícil obra de registrar momento esse mote é essencial. E ser brega ou chique vai do ponto de vista de cada um.


Equipe preparada pára mais um casamento. O charme e elegância da equipe fazem parte do atendimento
Quando apresento meus mostruários a noivas que querem um orçamento comigo, fico surpreso com a atitude de muitas delas. Umas elogiam a cerimônia, festa, e outras, na mesma produção, acham tudo muito cafona. Por isso me arrependi, algum tempo depois, de ter dado minha opinião pessoal a filmagem do técnico de informática, ou do “filmador”.

Gosto é gosto. Vem de berço, da forma que cada um vê o mundo, de como foi educado, etc. E cabe a cada um se sintonizar ao cliente e perceber o que ele vai gostar, ou se emocionar. Por isso darei algumas sugestões, de cunho muito particular, do que pode ser feito numa produção de casamento e o que deve ser evitado.


Câmera no carro. Cada vez mais usado nas produções de casamento



Para turbinar a produção de seu vídeo de casamento, novidades tecnológicas serão sempre bem vindas. Principalmente em equipamentos que podem explorar novos ângulos e enquadramentos. Desde gruas, travellings a steadicams. O slider, pequeno suporte de trilhos com, no máximo, 1 metro de comprimento, sempre é bem vindo numa produção porque valoriza a cena de baixo pra cima, principalmente aquelas onde a locação possui um teto bonito, como catedrais, cerimoniais com lustres, e até a gravação da entrada da noiva passando pelo corredor da igreja.
Outro equipamento que vem angariando adeptos é a camera-pod, uma pocket cam do tipo Kodak Zi8 ou GoPro fixada a um tripé de luz de 4 metros ou num suporte de ventosas. A câmera é colocada por trás do altar e bem no alto, gravando continuamente toda a cerimônia. Na recepção ela é colocada no alto para gravar a pista de dança do alto. Com o suporte de ventosas a pocket cam pode ser presa ao vidro do carro e ir registrando todo o trajeto do casal até o cerimonial. Aparatos amadores se bem empregados dão um “plus” a mais em qualquer produção.

O Slider camera dolly produz cenas exclusivas e criam grande diferencial


Sempre buscamos uma interação muito forte da câmera com o casal. Normalmente vemos cinegrafistas filmando casamento e sequer eles conversam com o casal. É cada um de um lado. Conosco, há bastante tempo é muito diferente. A câmera que acompanha o noivo dentro da igreja pega detalhes do nervosismo e aflição enquanto a noiva não entra. Exatamente no break da música quando os trompetes anunciarão a chegada dela, a câmera se aproxima do noivo e pergunta pra ele, como está o coração, ou outras perguntinhas básicas em que a resposta é curta e esta resposta dele será uma preciosidade na montagem de um clipe, making of, etc. Da mesma forma a câmera que acompanha a noiva pinça uma mensagem dela segundos antes da porta da igreja se abrir. Nem o pai nervoso ao lado da noiva escapa as nossas investidas. E isso vale até no momento certo no meio da cerimônia. Tudo isso feito com bom gosto, discrição e puro feeling. Se forçar ou fizer na hora errada, tudo vai por água abaixo.



O cinegrafista antenado jamais perde nenhuma cena. Flagras e surpresas são imperdíveis


Novos quadros ou capítulos são adicionados à produção, criando mais variedade no DVD que será entregue ao casal. Nós usamos um capítulo chamado “Paparazzi”, aproveitando o bordão criado por fotógrafos italianos. Acompanhamos o carro da noiva de nosso carro, gravando o trajeto que eles fazem até o cerimonial. O carro é emparelhado ao do casal, e faz com que eles interajam com nossa câmera. Na edição damos o dinamismo que a imagem pede, usando speeds em trajetos longos e efeitos gráficos.


O “Ponto de vista do Noivo” é outra grande atração que pode ser incluído no DVD. A idéia é tão simples que nos impressiona pelo sucesso obtido. Uma câmera espiã é colocada no paletó do noivo. Depois essas imagens são colocadas como extras no DVD mostrando a visão do noivo durante o casamento. Até a voz dele é captada pela micro-câmera e já registramos flagrantes do noivo sussurando ao ouvido da noiva bem no meio do sermão: “...to doidinho pra tudo isso acabar e eu poder te pegar de jeito...”. E acredite, isso vai direto pro DVD. Muitos anos depois esse comentário será impagável nas mãos dos filhos, netos, etc...

A caneta espiã, usada com criatividade, dá uma nova visão na área de produção


“Cenas Excluidas” exploradas em todos os vídeos caseiros ganham uma nova roupagem na produção de filmes de casamento. Todos os câmeras envolvidos no evento estão atentos para qualquer deslize que possa acontecer no casório. Desde aquela tia solteirona que leva um tombo na hora de pegar um buquê ou até mesmo uma barata voadora que pousa no paletó do noivo, dentro da igreja. Cenas desse tipo devem estar separadas em um capítulo à parte. Se forem colocadas na edição normal poderá ser rejeitada pelo cliente e até soar como um tremendo mal gosto. Mas nesse capítulo especial vale tudo.


Cenas irreverentes devem ter capítulos à parte. Jamais inclua no meio da produção



Nós já colocamos desde um noivo que estava “pescando” no próprio casamento, literalmente “dormindo em pé”, até um sonoro e fedorento peido que um deles deixou escapar. Com direito a eco na igreja e uma explosão de gargalhadas por parte dos convidados. Mais impressionante é que esse tipo de flagra é o que mais faz sucesso no DVD! Mais incrível ainda é que o mérito não vai pra quem peidou, mas sim para a produtora que ousou usar essas cenas da forma mais usual possível, no estilo “Pegadinhas do Faustão”. E todo mundo adora.



Se tiver dúvidas quanto a imagens que expõem convidados ao ridículo, consulte sempre seu cliente
Vale lembrar que do engraçado ao ridículo o limite é por um fio e cenas desse tipo devem ser mostradas e aprovadas antecipadamente pelo cliente. Nunca fomos vetados!


Durante a recepção, além das tradicionais cenas de decoração, mesas de convidados, entrada dos noivos, procure sempre buscar imagens que normalmente são desprezadas na edição ou sequer são gravadas. Inclua a chegada do casal saindo do carro e entrando no cerimonial, o momento deles em família na sala anexa antes de entrarem no salão, a movimentação dos convidados na rua, chegando de carro, entrando no salão. Procure usar também o áudio original com uma trilha sonora em background.


Cenas de alegria e felicidade contagiante devem ser usadas sem moderação
E por aí vai: Noivo e noiva filmando na pista, o próprio casal filmando e entrevistando seus convidados, o noivo ou noiva batendo foto um do outro com a câmera do fotógrafo, noivos brindando na lente da câmera, toda irreverência do casal pode ser aproveitada a seu favor e deixar a produção cada vez mais diversificada e diferenciada do que se vê por aí. Use e abuse dos recursos ao seu alcance sempre com bom senso e bom gosto. Não seja um estranho entre o casal, seja um clone deles mesmos. Você verá que o sucesso nunca esteve tão próximo de você.

Todos os textos e comentários são de autoria de Keko Sinclair. Se você precisar, pode usar todo ou parte da matéria, desde que cite o nome do autor e a fonte da informação.
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domingo, 10 de outubro de 2010

DICAS PARA FILMAGEM AÉREA


Tomadas aéreas sempre valorizam, e muito, seu trabalho.
Faço imagens aéreas há mais de 15 anos. Pode parecer até fácil, mas gravar cenas de helicóptero requer experiência, atenção, disciplina e não ter medo algum de altura. Minha primeira gravação apareceu como por acaso. Lembro que uma empresa global acabou com a terceirização da mão de obra no porto e os estivadores, prejudicados com a nova política, partiram para "o tudo ou nada". A equipe de TV que iria cobrir estava toda defasada pelo excesso de externas, então um amigo meu que trabalhou na Globo junto comigo me repassou a empreitada. E lá fui eu voar. O cinto foi enrolado e amarrado a cintura, sentei no assoalho da aeronave, coloquei os pés no estribo e lá fomos nós. Junto comigo acompanhava meu saudoso amigo fotógrafo Flávio, já falecido, que ficou deitado no helicóptero, só com a cabeça e a câmera pro lado de fora. Era eu, ele e o piloto, ninguém mais. O porto parecia cena de guerra: Incêndio por todos os lados, empilhadeiras andando de um lado a outro derrubando escritórios, passando por cima de carros, e o mais incrível: a estiva estava movimentando um guindaste gigante para derrubá-lo ao mar. Sem sucesso!
Tiros foram disparados para cima, helicóptero da polícia passava a centímetros de nossa aeronave e lá estava eu, gravando tudo.

Confesso que depois daqueles 2 dias de voos diretos, e depois de ver as cenas registradas, agradeci a Deus por estar vivo, mais uma vez (já caí de ultraleve num trabalho e só vivi porque caímos no mar!).

Então vamos a umas dicas que serão muito importantes caso você precise fazer um registro aéreo.
Eu dando as instruções ao Cmte. Marcos de como seriam feitas as imagens
10 Dicas para filmagem aérea
01- Primeiramente o piloto deve ser experiente com gravações aéreas. 40% da qualidade final das imagens deve-se a ele. Explicarei mais a frente o porquê.


02- A porta da aeronave deve ser retirada. Isso não é proibido! Pilotos sem experiência dizem que é pois caso aconteça algum acidente a responsabilidade será deles.

03- Se a aeronave for de 4 lugares, sente-se no banco de trás oposto ao do piloto. Assim você estará no campo de visão dele. Coloque o cinto e sente-se de lado no banco com as pernas para fora. Eu gravo em pé, na lateral, com os pés no estribo e apenas encostado no banco. Claro que uso um cinto de 4 pontas. No seu caso, fique de ladinho mesmo.

04- Não esqueça de um cabo para prender a câmera ao seu corpo (isso é obrigatório pelas regras da aviação civil). Retire também partes móveis e que podem se soltar da câmera, tais como espuma de microfone e parassol. A força do vento arranca esses acessórios.


05- Importante: No banco da frente o reflexo do vidro atrapalha. Com porta não rola!
Combine gestuais de movimentos da aeronave com o piloto. Os fones com microfone que normalmente se utilizam não funcionam com a gente. Atrapalham o ajuste da câmera com o rosto além do vento entrar no microfone e só transmitir ruído.


06- Preparado para gravar? câmeras de ombro dão mais estabilidade que as hand held (tipo Z7). Não utilize zoom in/out. A aeronave que deve se aproximar do objeto ou local. É aí que entra a experiência do piloto. No meu caso o Cmte. Marcos que voa comigo é responsável pelo zoom e pelas pan. A câmera deve operar sempre com cena aberta. Se vc tiver acesso a filtros, utilize os UV que darão tons azuis espetaculares ao céu.


07- Fique atento a linha do horizonte. A aeronave é instável, se move muito. Então é fundamental um jogo de cintura para manter a cena sempre reta e paralela a linha do horizonte. Isso é primordial, fundamental e imprescindível. Cenas com horizontes tortos
são cenas perdidas. Cinegrafistas inexperientes acabam no meio da jornada esquecendo este item e tem seus trabalhos totalmente perdidos.


08- Arrasto de Pá. Outra surpresa que é descoberta depois que as imagens serão assistidas. Elas são imperceptíveis a olho nu e pelo view-finder. Mas depois aparecem como um efeito de strobe nas cenas. Esses arrastos do deslocamento do ar pelas pás da aeronave atingem o campo visual da metade para cima. Então se lembre de sempre estar apontado com a câmera para baixo.


09- Conheça o tipo de aeronave. Esquilo ou Bell possuem rotor curto e três pás, o que ajuda muito na estabilidade e na parada no ar. Se for um modelo Robinson complica mais pois essas aeronaves tem o rotor longo que gera muita vibração, além de possuir 2 pás.

10- Existem movimentos de câmera que são maravilhosos mas que podem ter consequencias graves. Um exemplo é de cena onde haja ponte ou viaduto em que o helicóptero vai surgindo de baixo para cima, desvendando o tráfego sobre ela. Pode acontecer de algum motorista se assustar e acontecer algum acidente. Outra é passar próximo ou entre prédios. Se houver uma rajada repentina de ar, aí a queda é quase que um prêmio de consolação. Foi o que quase aconteceu com um parceiro que fazia aéreas para uma imobiliária. Portanto, evite esse tipo de cena e deixe elas para Hollywood!




No mais aproveite o voo, procure deixar a câmera em REC para utilizar as melhores cenas na edição. Grave inclusive a decolagem. E depois não se esqueça de nos contar como foi sua estréia.
Eu, uma GoPro que foi fixada na frente da aeronave e uma NX5. Quanto mais câmeras, melhor.
Gravação aérea feita por mim e o cinegrafista Alex para um novo cerimonial

sábado, 25 de setembro de 2010

COMPRANDO EM SÃO PAULO

Visitei as ruas Sta. Ifigênia, 7 de Abril e Conselheiro Crispiniano, SP

Parece até uma dica desnecessária, mas muita gente, como eu mesmo, adoraria saber onde encontrar os produtos certos com preços bons e atendimento nota 10 na cidade de São Paulo. Então decidi topar essa empreitada e me acomodar em um hotel do centro da cidade e bater perna pelos principais pontos de compras desta mega-metrópole.
Nós, videomakers e afins, temos como principal característica entrar em várias lojas, adoramos botar a mão no produto, perguntar preço, bater papo, sair da loja e procurar outra. Afinal é dessa forma que fazemos para pesquisar o melhor produto e o menor preço. Decidido, a gente volta e compra o equipamento. E se o comerciante não entender essa nossa essência, vai nos atender mal e perder grandes negócios. Somos assim e ponto final!
Do metrô São Bento ao hotel (em azul) e do hotel a Conselheiro Crispiniano (em vermelho). Tudo à pé.

Vou imaginar que você é igual a mim. Trabalhador que junta cada centavo para investir na última tecnologia. Portanto, só vou de avião se a passagem estiver na promoção, vou ficar num hotel 2 estrelas e andar o que puder à pé, botando a grana do taxi no bolso. E foi assim que despenquei de minha cidade rumo a São Paulo. De ônibus, e de Itapemirim. Aliás, Itapemirim nunca mais. Mas isso é outra história. Escolhi um hotel que ficasse exatamente no meio do meu foco: entre a Conselheiro Crispiniano e Sta Ifigênia. O escolhido foi o Paissandu Palace Hotel, R$ 93,00 a diária com café da manhã e localizado na rua do Seminário, um tradicional ponto de lojas de instrumentos musicais, chapelaria e roupas country. Após às 19 horas o cenário do bairro muda. Vira boêmio com bares e prostitutas no local. O bom é nesse momento se recolher e recarregar as baterias para o dia seguinte.

Nikon 20mm MF por R$ 600,00 e Nikon 35mm MF por R$150,00 na Pretti. Atendimento excepcional



Minha primeira parada foi cortar toda Crispiniano e ir direto a rua 7 de Abril, num shopping popular com várias lojas de fotografia. Eu estava procurando lentes Nikon para usar com a LETUS e fui direto nessa rua onde vende lentes usadas. Encontrei duas lentes importantes e difíceis de encontrar na Pretti Cine Foto, onde fui atendido pelo dono, Sr Paulo Pretti. Fiquei encantado com o cuidado com o trato das lentes. Ele próprio as limpa e expõe. me deu uma aula sobre o assunto, fotografou para me mostra detalhes de abertura, campo de profundidade, etc. Uma atenção especial. Comprei as duas peças, ganhei desconto, case, filtro UV e recebi a nota fiscal sem problema nenhum. Ainda me indicou outras lojas para visitar. Recomendo!
Nikon 24-120mm comprada à vista com dinheiro por R$ 640,00 na Angel Foto. Mau atendimento e recusa da entrega da nota fiscal.

Precisava agora de uma lente rara, uma Nikon 24-120mm, f3.5-5.6. Entrei em várias lojas até chegar na famosa Angel Foto. Conhecia de nome e de internet. Todos os fotógrafos do Brasil conhecem a Angel. Mas ao entrar, começou a grande decepção. Fui recepcionado por um vendedor mau humorado e sem paciência. Mas ele tinha a lente. Minha vontade foi de sair da loja mas a necessidade fez meu poder de cliente se transformar em um humilhado consumidor doido pra comprar o produto. E comprei. Com insistência ganhei um desconto miudinho mas a loja se negou a dar a nota fiscal e entregou apenas um recibo sem valor tributário, apenas para formalizar uma micha garantia de 90 dias. Não aconselho ninguém sequer botar os pés por lá. Pela arrogância e desdenho tenho certeza que eles não precisam de nós.
Essa não recomendo!


Mais duas lojas de atendimento muito bom foram a Cine Foto Paparazzi e a Photo Camara DHM. Vendedores simpáticos e dispostos a ajudar. Muitas lentes a disposição. Infelizmente não tinham a que eu precisava. Todas ficaram me devendo uma Nikon Tele 300mm. Mas na DHM comprei uma ball head e um parassol por preço excelente, com desconto e nota fiscal. Recomendadíssimas!
Monopé Manfrotto com cabeça profissional por R$ 320,00. Atendimento VIP da Bella Photo na Conselheiro Crispiniano.



Atendimento profissional e especial ancontrei na Bella Photo. Fui atendido pelo Dailton que pacientemente me mostrou vários produtos. Fui embora e voltei no outro dia para arrematar um monopé Manfrotto 558B por R$ 320,00. (www.bellaphoto.com.br). Nota fiscal sem problemas e fidelização de cliente.
Lá tem muitas opções de cartões, cases, tripés, cabeças, monopés, além de lentes e camêras profissionais. Em breve estarão vendendo acessórios completos para quem filma com câmeras DSLR, tais como suportes, mattebox, follow focus, LCD, etc. Recomendadíssima!

Case para tripé por R$ 85,00 na Chromur. Ótimo atendimento!
Tripé de iluminação de 2,5m por R$ 70,00. Excelente custo-benefício.


Continuando na Conselheiro Crispiniano cheguei a Chromur Materiais Fotográficos (www.chromur.com.br) onde comprei 02 tripés de iluminação de 2,5 m por R$ 70,00 cada, além de um case para tripé por R$ 85,00 e um case duro gigante para filmadoras, teleprompter, LETUS, kit DSLR, etc, pela bagatela de R$ 295,00. Um case desses tem preço normal na faixa de uns R$ 650,00. Ganhei desconto, recebi a nota fiscal e tive a atenção que todo cliente merece. Recomendo!
Na mesma galeria mas no andar de cima, mais uma loja que é a paixão dos videomakers: Consigo. Uma loja grande repleta de tripés, bag e cases, iluminação, rebatedores, slider, grua, além de câmeras fotográficas, lentes e filmadoras. Lá encontrei a Sony NX5 a pronta-entrega. Slider Câmera Dolly por R$ 1.150,00 e a grua com tilt manual, 4 metros da DIMTEC por R$ 3.300,00. Também o kit de luz fria com refletor e difusor por R$ 200,00. Vendedores atenciosos e dispostos a tirar todas as dúvidas. (www.consigo.com.br). Recomendo!


Rebatedor 5 faces na Consigo. Vendedores prestativos numa loja variada.


Ball Head com nível por R$ 76,00 na DHM. Loja prática com muitos acessórios.



Nessa caminhada pela rua 7 de Abril e Conselheiro Crispiniano, outras lojas podem ser encontradas, principalmente em galerias onde você entra e acha várias espalhadas pelos andares. É um deleite.
De lá, atravessei a Avenida São João e a Rua Anhamgabaú e caí na Santa Ifigênia. Naquele momento virei "pinto no lixo", de tanta loja de produtos eletrônicos. Encontrei a Sanjardini na rua dos Timbiras onde tem muita iluminação fria, dolly de mangueira e outros acessórios. Ali arrematei apenas uma canopla para microfone, já que procurava um microfone Boom e vara de Boom, o que acabei não encontrando.
Mais a frente mergulhei na Galeria Pajé e parei na feira do Brás. Resultado: voltei com várias sacolas no braço contendo celular com TV, GPS, mp3, caneta espiã, DVD para carro, Tenis Nike, calça Cavaleira, Relógio Ferrari (veja nas fotos), entre outros artefatos chinguelingues daquela região. À propósito, São Paulo é dominada pelos chineses. Nunca vi tantos juntos assim fora da China.
E assim completei minha estada na terra da garoa, dois dias bem aproveitados onde conheci muitas lojas boas, outras nem tanto, fiz bons negócios e ganhei muitas, muitas bolhas no pé.
Se for a São Paulo de avião, ônibus ou carro, tudo é muito fácil. Tem taxi, metrô e estacionamento pago para você chegar nas lojas rapidamente. Só não esqueça de levar um agasalho e um casaco. Essa cidade consegue ter as quatro estações em um só dia. 


Mais dicas de Mr. Odon Ricardo de SP, para quem quer novas opções de compras
Material fotográfico na area do metro trianon é muito mais barato que na Sta. Chineisada , pechinche dizendo que tem dinheiro para pagar a vista e consiga grandes descontos. Cartão ou cheque desinteressam o vendedor. Quem dá a ultima palavra é o chinês ou o libanês, com dinheiro tirando do bolso os olhos deles crescem!!!
São várias lojas não como a Sta Ifigênia, mas com mais variedade.


Mais a frente no shopping Boulevard, se a receita federal não estiver fazendo blits e bloqueios, também é uma ótima opção. Tem de tudo.
Comprei uma Canon lá por R$ 1.300,00 e na Sta estava R$ 2.000.


A melhor localização para se hospedar fica na região norte, próxima ao centro (20 minutos), mais familiar, barata e sem a decadência como lá. Não se mostre deslumbrado, ou perguntando muito...esses hábitos mostram que é turista. Haja normalmente , tudo é muito seguro. Mas seguro morreu de velho. E no Tietê que tem piranha, Jacaré nada de costas e a propósito, na Paulista tambem tem , cruzamento com a Augusta mas só depois das 18Hs....


O Shopping Oriental é uma galeria com muitas lojas e fica na região central próxima ao metrô São Bento e Galeria Pagé. Aqui existem ruas específicas para prod. Sta Ifigênia informatica e eletrônicos, Braz roupas, Consolção iluminação, etc. Se preferir se hospedar na zona leste, fica ainda mais barato dependendo do hotel é claro mas, fica a 40 minutos do centro e pode contar com o conforto do metrô, o melhor do país. Não recomento a zona Sul, onde ficam as mansões do Morumbi e Hotéis mais caros. Fica a 50minutos.
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